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O que uma empresa deve saber antes de adotar o iPad

Muitos projetos ainda esbarram em preocupações dos CIOs quanto à adaptação do equipamento ao ambiente corporativo, segundo a consultoria Forrester; confira as principais dúvidas

Computerworld/EUA

30/03/2011 às 15h34

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A popularidade do iPad tem apanhado muitas empresas de surpresa. Estudo realizado recente pela Forrester com 2300 executivos de TI revela que perto de 25% deles já usa ou planeja usar tablets.

Esses números devem crescer, dado o enorme sucesso da estreia do iPad 2, segundo a consultoria. A procura continua a superando a oferta, com as lojas Apple esgotando seus estoques em questão de horas, nos Estados Unidos.

A adoção do iPad pelo meio empresarial aconteceu mais rapidamente do que a Apple previa. Não há dúvida de que as aplicações de produtividade para o iPad – como o QuickOffice, DocuSign, SoundNote e Salesforce Chatter – estão ganhando maior visibilidade. O ritmo dessa tendência, em grande parte conduzida pelos próprios empregados, tem levado muitas vezes as empresas a entrarem em pânico.

Entre as muitas dúvidas, a Forrester identificou três questões urgentes sobre o uso dos tablets no mercado corporativo que merecem especial atenção. São elas:

– Que vantagem traz o iPad para o negócio?

É preciso admitir que a defesa da adoção do iPad em massa, baseada em uma previsão de ROI, pode ser uma tarefa difícil para um CIO. Ted Schadler, analista da Forrester, admite que os benefícios para o negócio “ainda são concretos.” Mas há sinais de que o iPad melhora a produtividade, especialmente nas áreas ou situações onde a percepção – reuniões, apresentações de vendas e contratos de serviços de campo – tem importância.

“Temos ouvido isto de quase todas as empresas: o dispositivo faz o departamento de TI fazer boa figura com os executivos c-levels e o conselho de administração, quando apresentam informações em um iPad, em vez de uma pasta com 400 páginas”, escreve Schadler.

Na Conceptus, fabricante de dispositivos médicos do Silicon Valley, quase todos os executivos (bem como vendedores) têm um iPad. Um alto executivo raramente toca no iPad, enquanto o chefe da segurança jurídica faz uso dele todos os dias. Leva sempre o iPad para reuniões onde sabe que precisará responder perguntas sobre dúvidas legais. Em vez de consultar notas em papel, encontra rapidamente respostas com o iPad.

O CIO Rob Rennie, da Florida State College, em Jacksonville, foi um dos primeiros a adotar o iPad, e testemunhou em primeira mão ganhos sólidos de produtividade. Em uma reunião sobre o orçamento, por exemplo, os executivos de departamentos com iPad podiam responder a perguntas sobre o custo de artigos ou iniciativas imprevistas sem perda de tempo. O dinheiro é atribuído ou negado com base nas informações em tempo real durante a reunião, em vez do problema ser adiado para a semana seguinte ou reunião posterior.

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iPad: adoção nas empresas foi mais rápido do que a Apple imaginava

– Quais são as condições de segurança?

A Apple tornou o iPad 2 muito seguro, diz a Forrester. E muitas empresas com requisitos rigorosos de segurança, como a Lloyd’s of London,o Morgan Stanley e o JPMorgan Chase, adoptaram o iPad.

A Forrester também espera que o próximo tablet da RIM tenha um nível elevado de segurança, superando o concorrente. Portanto segundo a Forrester os iPads e Playbooks serão suficientemente seguros para a maioria dos cenários de negócios. E os tablets com Android? Nem tanto. A Forrester diz que o Android está cerca de 18 meses atrasado face ao sistema da Apple. No que se refere à segurança vai ser uma corrida entre dois “cavalos”: iPad e PlayBook, com o Android atrás, diz Schadler.

Será que isso significa que os tablets com Android não estão prontos para o ambiente empresarial?

"Enquanto eles estão muito menos seguros, você não pode colocar uma afirmação genérica sobre isso porque as empresas têm diferentes requisitos de segurança”, diz Schadler.

– As empresas têm largura de banda suficiente?

Mais do que os problemas de segurança, o peso que os iPads vão colocar sobre as redes sem fios deixa muita gente preocupada. Simplesmente não parece haver largura de banda móvel suficiente e disponível. Migrar de redes 3G para 4G deverá ajudar, considera Schadler: “Mas não é necessário haver muitas conversas com vídeo no FaceTime para haver um colapso da rede.”

Em termos mais práticos, isso quer dizer que uma empresa pode não ser capaz de disponibilizar aplicações de missão crítica aos trabalhadores em mobilidade quando eles precisam delas. Nas redes de WiFi, as empresas terão de incrementar a sua capacidade. Já é caro fornecer pontos de acesso WiFi para todos os funcionários que que precisam se conectar à rede sem fios.

Os CIOs têm arranjado formas de aliviar a pressão sobre as redes sem fios, como limitar o uso de vídeo nos desktop e o acesso ao Youtube. Os iPads, que só podem estar nas redes sem fio, e trazem a capacidades de conversas em vídeo com o FaceTime, só devem agravar o problema.

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