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Oi: 100 mil chips pré-pagos vendidos em apenas um dia em SP

Para Yankee Group, número é expressivo, mas nem todos os clientes que compraram SIM Cards da operadora se tornarão clientes.

Fabiana Monte, editora-assistente do Computerworld

07/10/2008 às 11h36

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A Oi vendeu 100 mil chips pré-pagos em São Paulo na última sexta-feira (03/10), primeiro dia de comercialização de SIM Cards da operadora no Estado de SP.

As informações são da empresa. "É um número expressivo, até porque os chips não podem ser ativados", comenta Julio Püschel, analista sênior do Yankee Group.

Como comparação, no lançamento da operadora, em 2002, a Oi contabilizou 500 mil clientes em três meses de operação em 16 estados da Região I.

Sem arriscar estimativas, Püschel ressalta que nem todas as pessoas que comprarem chips da operadora durante o período de pré-lançamento no mercado de São Paulo se tornarão efetivamente clientes da Oi.

"A venda antecipada é importante, mas fico pensando em quantos clientes tentaram colocar o chip no aparelho desbloqueado, não conseguiram usar o serviço e se frustraram", afirma, ressaltando que isso deve acontecer apesar da campanha de comunicação realizada pela operadora para informar que seus serviços em São Paulo começam a partir de 24/10.

Ele acrescenta que as vendas de chips da operadora no Estado devem diminuir com o passar do tempo, porque termina o fator de novidade. Para Püschel, a operadora adotou uma "estratégia acertada" para chegar ao mercado paulista no segmento pré-pago, porque os usuários de telefonia móvel não têm percepeção do custo por minuto de ligação. Ao oferecer um bônus diário, o usuário consegue avaliar o benefício mensal, pondera o especialista.

Por outro lado, o analista sênior do Yankee Group aponta que a ausência de subsídio de aparelhos é o maior desafio que a Oi terá que enfrentar ao apresentar sua oferta pós-paga para os paulistas, pois neste segmento a troca de aparelho é um diferencial para conquistar clientes.

Em sua região original, a operadora se aproveita do fato de ter uma ampla rede fixa para criar ofertas sinérgicas que permitem a transferência de créditos entre telefones fixos e móveis.

Segundo Püschel, dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) de agosto indicam a Oi como a terceira operadora no total de adições líquidas no mês, com 675 mil novos usuários. Em primeiro lugar está a Claro, com 1 milhão, seguida pela Vivo, com 757 mil clientes novos.

"A Oi tem mostrado que é possível se diferenciar com a oferta de serviço, sem subsidiar aparelhos. Já que não tem esse custo, pode oferecer o subsídio de outra forma", destaca.

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