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Onde estão as cópias piratas de ‘StarCraft II’?

Principal trunfo da Blizzard contra a pirataria é a participação vital da rede online no game, que já está à venda no Brasil.

Matt Peckham, PC World / EUA

28/07/2010 às 19h42

Foto:

“StarCraft II” tem circulado em versão beta desde fevereiro deste ano.
Uma versão preload estava disponível para download desde a semana
passada. O jogo começou a ser vendido oficialmente no último dia 27., e
o código do game está hipoteticamente disponível, mais ou menos
completo, para os piratas de software há algum tempinho.

Tudo isso, e ainda não vi uma cópia crackeada (com êxito) do jogo.

Isso não é muito surpreendente, dado o pedigree de PC e as opções de jogo offline de “StarCraft II”.

> Leia também: Gamer faz ‘dança do gnomo’ e leva placa gráfica no lançamento de Starcraft II

Mantendo-se vivo
“StarCraft II” não exige uma conexão com Internet para ajustar seu modo solo. Desconecte seu computador da rede, rode o jogo, digite seu nome de usuário do Battle.net, e uma vez que o game perceber que não está preso, lhe será oferecido um botão para jogar offline. O game não suporta jogo em rede de área local (LAN), e suas realizações são obviamente "seguradas" localmente até que você se reconecte, mas a campanha solo está toda lá e totalmente jogável.

Se outros jogos possuem esquemas de proteção contra cópia mais paranóicos que teóricos de conspirações, “StarCraft II” pode muito bem ser John Travolta descendo pomposamente as ruas no filme “Os Embalos de Sábado à Noite”.

E mesmo assim, tudo que eu vi, rodando em vários sites de torrent, são algumas pessoas alegando que conseguiram jogar uma ou duas missões antes do jogo parar de funcionar, ou que o updater da Blizzard para "StarCraft II" "consertou" o game e invalidou o "jeitinho".

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Versão em português de "StarCraft II" está disponível para venda desde o dia 27/7.

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Não é grande coisa
“Pirataria realmente não tem sido um grande problema para nós (Blizzard)”, diz o vice-presidente executivo da empresa, Rob Pardo, em entrevista ao site IncGamers. Quando acontece, explica Pardo, “a Blizzard consegue fechar esses serviços na maior parte das vezes”.

Ele está falando sobre a habilidade da Blizzard de periodicamente desabilitar enormes grupos de contas – em alguns casos, centenas de milhares ao mesmo tempo – que falham em cumprir os termos de uso da companhia, realizando práticas como utilizar serial numbers "desonestos" ou rodar ferramentas ilícitas de terceiros.

Mas provavelmente a razão principal pela qual os piratas ainda não pularam aí é a rede online Battle.net, a qual nunca haverá uma maneira de superar. Sem o modo multiplayer, “StarCraft II” seria apenas mais um game de estratégia em tempo real (RTS) – aqui hoje, mas não amanhã.  Ao tornar a Battle.net uma parte integral da experiência, a Blizzard essencialmente transformou “StarCraft II” em um gigantesco jogo multiplayer, e o ato de jogá-lo de qualquer outra maneira algo menos legal ou desejável.

Com certeza algum mago dos hackers eventualmente vai descobrir uma maneira de burlar a segurança da Blizzard, mas não é possível imaginar a companhia se preocupando com isso. Não com o Battle.net sendo tão vital para a experiência.

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