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Open Tech também quer vender “clones” de Mac

Empresa está disposta a travar batalha e diz que contrato da Apple tem um “ponto nebuloso”. Site da companhia não tem telefone nem endereço.

Computerworld/EUA

28/07/2008 às 10h54

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Além da Psystar, a Open Tech se prepara para vender computadores Intel que rodem o sistema operacional Mac OS X. Contudo, diferentemente da Psystar, na Flórida, que foi processada pela Apple, a empresa não irá pré-instalar o sistema operacional nas suas máquinas.

“Eu não saberia dizer mais, porque tubarões implacáveis estão nadando por perto”, disse Tom, que afirmou ser porta-voz da empresa, mas recusou-se a dizer seu sobrenome.

A Open Tech Inc., que não lista seu endereço ou número de telefone em seu site, irá vender dois modelos diferentes, chamados Open Tech Home e Open Tech XT, por 620 dólares e 1.200 dólares, respectivamente. O Open Tech Home será equipado com processador Intel Pentium dual-core, memória de 3 GB, placa de vídeo nVidia GeForce 8600 CT e disco rígido de 500 GB. O XT, por enquanto, irá incluir CPU Intel Core 2 quad-core, 4 GB de RAM, placa de vídeo nVidia GeForce 8800 e disco de 640 GB.

Diferentemente da Psystar Corp, acusada pela Apple no começo desse mês de múltiplas instâncias de copyright e infração de marca registrada, a Open Tech não irá pré-instalar o Mac OS X nos seus computadores, disse Tom.

O suposto porta-voz da Open Tech confirma que a empresa transfere as responsabilidades legais aos seus usuários. “Em um juízo legal, isso é correto”, disse ele.

Tom argumenta que o acordo de licença do usuário final da Apple (EULA) inclui linguagem que permite aos compradores instalar cópias legítimas do Mac OS X em hardware que não seja da Apple. “O usuário final, de uma compra de cópia legal [de Mac OS X], é legalmente permitido a modificar o sistema para seu uso pessoal”, disse Tom, que repetia somente “Eu sou um representante legal da empresa”, quando questionado se ele era um advogado.

“Eles não podem fazer uma cópia [do Mac OS X], mas o consumidor final de nossos computadores irá comprar uma cópia, então a Apple não pode sofrer danos aqui”, acrescentou Tom.

O EULA (arquivo em PDF) explica aos usuários a instalação do Mac OS X em hardware não vendidos pela Apple. “A presente licença permite ao usuário instalar, utilizar e executar uma (1) cópia do Software Apple num único computador da marca Apple de cada vez”. E acrescenta: “Você concorda em não instalar, usar ou executar o Software da Apple em computadores que não sejam da marca Apple ou permitir que outros o façam”.

Tom reconhece que o EULA requere que o sistema operacional Mac tenha sido instalado somente no hardware Apple, mas alega “há um pequeno conflito” entre o requerimento e o que ele diz a respeito do direito dos usuários de executar o sistema operacional em computadores modificados.

O suposto porta-voz também chamou a linguagem que limita o uso do Mac OS X ao hardware da Apple de “um ponto nebuloso” na licença de uso, e por isso, criticou a Apple por permitir que o ex-vice-presidente dos EUA Al Gore, faça parte do conselho de diretores da Apple Computer.

“É por isso que vocês colocaram Al Gore no seu conselho, os reguladores antitrustes (contra acordos entre empresas que objetivam restringir a concorrência ou criar monopólios) europeus não irão atingir a companhia”, disse Tom. “É como pagar um tributo”.

O porta-voz diz que a empresa está preparada para travar uma batalha com a Apple e afirma: “Nós definitivamente gostaríamos de defender isto”, disse Tom. Ele ainda defende a idéia de que a Open Tech é “simpática” à situação da Psystar.

Tom recusou-se a fornecer o endereço da Open Tech. “Por uma motivo legal e jurisdicional, nós não iremos divulgá-lo”.

O site da Open Tech está localizado em um domínio da Tokelau, uma ilha ao sul do pacífico, na Nova Zelância, que no passado foi amplamente usado por cybercriminosos e fraudadores. Ano passado a McAfee disse que mais de 10% de todos os sites de Tokelau (.tk) são potencialmente perigosas aos visitantes, promovendo malwares, phishings ou códigos de origem de spams.

Em recente relatório, entretanto, a McAfee disse que somente 1,4% dos sites com domínio “.tk” apresentam riscos aos visitantes, e mostra uma melhoria em relação a 2007, saindo do 1º lugar da lista de domínios perigosos para o 28º.

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