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Opinião: 5 razões por que o Windows 8 é melhor que o iOS para tablets

Novo sistema da Microsoft apresenta algumas vantagens em relação ao SO do iPad, como recurso para ver dois apps ao mesmo tempo e configurações mais personalizadas

Jon Phillips, PC World / EUA

18/10/2012 às 16h42

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Antes de mais nada, é preciso levar em conta que sou um usuário diário do iPad desde o lançamento do tablet em 2010. Nunca tive muita afinidade com o Mac OS e os desktops/notebook da Apple, mas literalmente usei o iPad, iPad 2 ou o novo iPad todo santo dia desde abril de 2010. Os tablets funcionam para mim. A navegação touch funciona para mim. E o iPad tem funcionado para mim – tirando o fato de que nunca me ajudou a trabalhar de verdade.

Mas agora há uma alternativa legítima ao iPad na minha vida. Nas últimas semanas, tenho usado vários tablets com Windows 8, incluindo o novo Surface RT, que consegui levar para “um passeio” na sede da Microsoft nesta semana.

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Os tablets Windows 8 são bons de verdade e seu charme único está diretamente ligado ao novo sistema. Agora, não se engane: navegar pela interface touch do Windows 8 envolve uma curva de aprendizado. Os novos gestos touch não são intuitivos, e esse fato sozinho cede um importante espaço ao iOS, que é tão simples que provavelmente até meu gato poderia aprender a usar. Mas como acontece com muitas interfaces irritantes de softwares (pense no Photoshop ou Excel), grande poder é geralmente bloqueado por interfaces de usuário aparentemente impenetráveis.

Pense nisso enquanto eu compartilho as cinco maneiras pelas quais o Windows 8 derrota o iOS.

Tela dividida

Além de oferecer multitarefa legítima e válida para todo o sistema (um recurso ausente no iOS), o Windows 8 inclui um recurso de “tela dividida” (Snap Screen) que te permite visualizar dois aplicativos ativos na sua tela ao mesmo tempo. Um app consome cerca de três quartos da tela, enquanto que o outro fica em uma faixa mais estreita. Você pode trocar facilmente as posições dos apps, e até mesmo cortar e colar conteúdo de um para o outro.

Sem dúvidas, esse recurso é ótimo. Na verdade, é a principal razão pela qual todos os tablets Windows 8 precisam ter uma resolução mínima de 1366x768 pixels. Essa grade em widescreen garante que todos os tablets poderão rodar a Snap Screen, permitindo ao app “apertado” uma largura de pelo menos 320 pixels.

Mal posso esperar para ver a evolução desse recurso.

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"Tiles vivos"

A Apple deveria ser a empresa criativa e extravagante, por isso é irônico que a tela inicial do iOS pegue emprestado todos os elementos de design do início da era das interfaces gráficas (GUI) – pense em ícones estáticos colocados um ao lado do outro em uma grade rígida.

Em um grande contraste, a tela inicial do Windows 8 é dinâmica, flexível e divertida. Seus ícones de apps são representados por “tiles vivos” que podem revelar informações constantemente atualizadas, como a mais recente previsão do tempo ou as últimas notícias. Essas “live tiles” podem ser redimensionadas, permitindo assim um grau extra de customização do usuário.

Você pode pensar que todos esses elementos levariam a um ruído visual excessivo, mas as diretrizes de design da Microsoft ajudam a assegurar que apps nativos e de terceiros coexistam em harmonia. O resultado final é uma tela inicial audaciosa e dinâmica, mas que também suavizando em seu design mais refinado e “artístico”.

Ah, e um dos recursos mais legais da tela inicial? É chamado de zoom semântico. Apenas toque na Start Screen com dois dedos, e “aperte”. Todas as “tiles vivas” vão diminuir em tamanho, te dando uma visualização de toda a sua coleção de apps, e permitindo uma navegação mais fácil entre as seções de apps.

Na verdade, o zoom semântico está disponível por toda a experiência touch do Windows 8. Ele já está embutido no próprio aplicativo de fotos da Microsoft (ajudando a navegação em listas maiores de imagens), e os desenvolvedores também podem adotar esse comportamento. Por exemplo, imagina um calendário que te permite pular rapidamente de uma visualização mensal para uma diária com apenas um “apertar” de dedos.

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Configurações

No Windows 8, as configurações e opções de cada app são embutidas diretamente no próprio app. Você simplesmente toca na barra Charms no aplicativo, e depois no ícone Settings na parte inferior da tela. A partir daí, você pode ajustar opções específicas do app, e também mudar configurações de todo o sistema. No iOS, você precisa sair do seu app ativo, abrir o aplicativo nativo Ajustes, e então “caçar” pelo nome do app que você quer mexer.

De algumas maneiras, a função de configuração do Windows 8 usa a mesma filosofia que vemos no Android: dar ao usuário opções poderosas para customizar sua experiência, e tornar essas opções facilmente acessíveis. O iOS, enquanto isso, sacrifica a customização a serviço da simplicidade. Isso faz sentido para o apelo em um mercado de massa – porque não queremos que as pessoas fiquem confusas com todos esses controles! – mas acaba tirando poder dos usuários em funções que precisamos.

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Sistema de arquivos

Como o Windows 8 inclui a nova e moderna interface de usuário e a tradicional de desktop em um “pacote”, os tablets podem penetrar o sistema de arquivos do desktop. Não há pastas tradicionais na interface de usuário moderna, por isso você não pode arrastar e soltar arquivos entre diretórios (apesar de, obviamente, a funcionalidade completa do sistema de arquivos continuar disponível no desktop). De qualquer modo, a interface de usuário moderna exibe um sistema de arquivos oculto quando você executa uma busca a partir da barra Charms.

Por exemplo, se você fizer uma pesquisa pelo termo “sushi”, vai encontrar todos os documentos – imagem, arquivo de texto, o que seja – com “sushi” em seu nome de arquivo, não importando se esse documento pertence a um app moderno do Windows 8 ou a um aplicativo desktop. Isso é algo especialmente útil quando você está em busca de anexos de e-mails salvos.

O iOS posusi uma função de busca, mas ela traz um conjunto drasticamente limitado de valores. Por exemplo, faça uma busca por sushi no iOS, e a função apenas te retorna uma lista de apps instalados com sushi em seus nomes, assim como entradas em Notas e Calendários que incluam a palavra. Essa não é uma busca completa por arquivos no sistema porque, bem, o iOS não te permite criar arquivos totalmente acessíveis e gerenciáveis.

Mas o trabalho não acabou pelo lado da Microsoft. A empresa não devia relegar todo o poder do seu sistema de arquivos apenas ao desktop. Adoraria ver em breve melhores recursos de gerenciamento de arquivo na moderna interface de usuário – e talvez eles virão em breve se a Microsoft adotar um cronograma de atualização anual para seu sistema mobile. A Apple e o Google fazem isso, e a empresa de Redmond devia seguir os rivais nesse aspecto.

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Internet Explorer

O novo Internet Explorer – a versão presente na tela Início do tablet pelo menos – é melhor do que o Safari, ponto. Há mais espaço de tela devotado ao conteúdo do browser, uma vez que as abas e a barra de endereço ficam escondidos até serem “chamados”. No novo IE, também há busca integrada na barra de endereço, um recurso “jogue para frente” que te permite passar por artigos de várias páginas com um deslizar de dedo, e um design de Favoritos impulsionado por ícones coloridos que não é baseado apenas em texto.

Esse último recurso não apenas parece legal, como também facilita localizar rapidamente o favorito que você está buscando (exceto que no Windows 8 as páginas são “marcadas” para uma recuperação mais fácil, em vez de serem designadas como “favoritas”).

Por último, o Internet Explorer para a moderna interface de usuário possui uma engine de renderização extremamente rápida. Durante meus próprios testes anedóticos, achei que os tempos de carregamento de página foram mais rápidos no IE, e os redesenhos da tela ainda mais ágeis do que o apresentado pelo ótimo desempenho do Safari. Em breve, a PC World deve fazer testes completos que validem (ou não) as minhas experiências.

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Será que a Windows Store vai algum dia incluir os apps do Chrome ou Firefox para que os usuários do Windows 8 possam testar o IE contra outros rivais mobile? Nós simplesmente não sabemos. E é aí que está a maior falha do Windows 8, se não seu calcanhar de Aquiles na batalha com o iOS: a plataforma móvel do Windows não inclui nem uma minúscula subseção de todos os apps de terceiros que tornam o iOS tão atraente para os usuários e geeks mais aficionados.

É um problema para a Microsoft, e é um dos fatores chave que me fazem pensar quando considero pegar o novo iPad ou um aparelho com Windows 8 quando preciso usar um tablet.

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