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Opinião: O iPad não vai acabar com o PC, apenas tomar seu lugar

Assim como notebooks e ultrabooks, tablets como o da Apple não fogem da lógica do computador pessoal: não chegaram para substitui-lo, mas para melhorá-lo.

PC World / EUA

12/03/2012 às 16h13

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A ideia de uma era pós-PC precisa ser esclarecida. Muita atenção tem sido dedicada à queda na venda dos computadores e a análise é de que os tablets – principalmente o iPad – serão os responsáveis por sua morte. Creio, no entanto, que esses aparelhos representam uma evolução e não uma substituição: são, simplesmente, os novos PCs.

O que, afinal, um PC? É a sigla para personal computer – computador pessoal em inglês. Já enfrentei debates em que as pessoas me falavam que a PCWorld não deveria falar sobre Macs. Ora, mas o Mac também é um computador pessoal e o nome do site não é “Windows PCWorld” – é curioso que ninguém jamais fez a mesma objeção em relação ao Linux

Bem, voltemos aos tablets. O advento dos dispositivos pode ser o prenúncio do fim de sistemas tradicionais, como o Windows ou o Mac OS X, mas não dos PCs. Quando as pequenas torres surgiram ninguém falou que seus dias estavam contados. Vieram os notebooks, os netbooks, os ultrabooks e nada de prever sua morte. São, afinal, variações sobre o mesmo tema – tamanhos e formatos diferentes – e com os tablet não é diferente.

O iPad impactará as vendas dos computadores convencionais? Provavelmente. Para  a maioria dos usuários, finais e corporativos, ele oferece todos os recursos necessários, como e-mail, navegação na Internet, aplicativos básicos de produtividade e para redes sociais, games casuais etc. E ainda tem a vantagem de ser fino, leve e contar com uma bateria que dura o dia inteiro.

Leia mais: Mercado global de PCs pode ganhar novo impulso a partir de 2013

Os ultrabooks dispõem de atrativos semelhantes, mas seguem o modelo tradicional. O MacBook Air, por exemplo, é um grande sucesso e a demanda é grande o suficiente para dar conta também dos aparelhos que terão o Windows como plataforma.

Há pontos positivos e negativos nas duas categorias de dispositivos, tablets e ultrabooks, mas o preço é um diferencia: o iPad 2 sai a partir de 400 dólares nos Estados Unidos (1250 reais no Brasil) enquanto que os ultrabooks custam em média 1000 dólares (em torno de 3 mil reais por aqui).

Se você quiser mais uma evidência de que os tablets são a evolução dos PCs e não o agente de seu fim basta olhar para a Apple e a Microsoft. As duas maiores empresas do setor estão se esforçando para adaptar seus sistemas para desktops à nova realidade dos dispositivos móveis, equiparando os irmãos maiores (OS X e Windows) com os menores (iOS e Windows Phone).

À medida que as plataformas para tablets e computadores caminham para a convergência, a linha que as separa em termos de experiência se torna cada vez mais tênue. Será uma questão apenas de escolher a forma e o tamanho do PC que melhor se adapta às necessidades do usuário, seja ele um desktop, um ultrabook ou um tablet.

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