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Opinião: Por que a App Store precisa de uma reforma geral

Apesar de algumas melhorias recentes, a loja de aplicativos da Apple não é prática e deixa os usuários que procuram um aplicativo específico perdidos

Tony Bradley, PC World/EUA

11/08/2010 às 15h08

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A Apple anunciou recentemente alguns ajustes para melhora a experiência de quem compra na App Store. O esforço é louvável, mas insuficiente. “Teste antes de comprar” (Try Before Buy) e a ferramenta Genius são duas grandes ideias, mas o que tanto a App Store quanto o Android Market do Google realmente precisam é de uma reforma estrutural.

Imagine tentar comprar em uma loja que vende mais de 200 mil itens, mas tem uma fachada sem qualquer sentido, com sérios problemas de organização. Milhares de produtos para o usuário filtrar, procurando pela “agulha no palheiro”.

Mas, pelo menos, a Apple dividiu esse pequenos caos em pilhas menores de aplicativos "semi-relacionados". A empresa oferece uma variedade de categorias para comprar, incluindo What’s Hot (aplicativos "quentes") e Staff Favorites (escolha dos editores).  

Pode parecer que há variedade suficiente na classificação da Apple para os programas suprirem as necessidades dos usuários, mas as categorias ainda são limitadas e não proporcionam meios inteligentes para separação e pesquisa na vasta biblioteca de aplicativos. 

 

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App Store: grande variedade de aplicativos, mas a dificuldade está em filtrar os resultados

Aí entra o ponto onde ter tantos aplicativos vira mais uma maldição do que uma benção. Encontrar aplicativos decentes nas app stores da Apple e do Google é um processo complicado que não beneficia os usuários, não ajuda os desenvolvedores a efetivamente exibir e vender os aplicativos criados por eles, e não reflete bem nas respectivas plataformas de smartphone como um todo.

A Apple App Store deveria ser redesenhada para fazer das compras algo mais simples e intuitivo. Se a Apple precisa de um modelo para seguir, vale tentar um site que é construído para maximizar a experiência de compras, como o Amazon.com. A loja online da Amazon proporciona uma organização lógica em categorias, e ao clicar nessas categorias, uma lista é exibida com subcategorias conectadas a primeira.

Ao procurar em eletrônicos, por exemplo, é possível ir para Celulares e Acessórios e então navegar por várias outras categorias, ou por marca. Os resultados podem ser organizados e exibir os itens mais vendidos, ou ordenar os itens do mais barato para o mais caro, e vice-versa, ou ainda listar os produtos baseados nos reviews de consumidores. 

A App Store tem o recurso de busca, e o campo de opções é refinado; ao digitar “task lists”, por exemplo, o objetivo da prospecção seria aplicativos empresariais ou voltados ao trabalho.

Entretanto, os resultados de busca apontam para um leque de opções que pode ou não incluir todos os aplicativos com orientação de “task list”, e isso faz com que o usuário seja obrigado a clicar em cada aplicativo individualmente para ver como os outros clientes da App Store avaliaram o app. 

Resumindo: Apple, obrigado pelo Try Before Use e pelas recomendações do Genius, mas se a empresa pudesse pegar emprestado um pouco do talento da Amazon e construir do zero uma App Store melhor, faria um enorme favor aos consumidores e desenvolvedores das plataformas iPhone e iPad.

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