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Opinião: Por que prefiro usar web apps do que aplicativos para Mac

Chromebook de luxo: em minha vida digital "de monge", programas baseados na Internet tornam processo mais fácil e barato, além de menos bagunçado.

Joel Mathis, Macworld / EUA

08/01/2013 às 16h35

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Meu MacBook Air de 11 polegadas é o orgulho da minha vida tecnológica, uma ferramenta indispensável: escrevo reportagens e colunas nele diariamente; edito imagens e podcasts; gerencio minha agenda, e até mesmo assisto muita TV nele. Ele é leve o bastante para levar para qualquer lugar, e poderoso suficiente de maneira que posso usá-lo para tudo que preciso.

Mas em determinados aspectos, admito, ele também é um pouco um Chromebook muito bem estabelecido.

Isso não é culpa da Apple, nem dos milhares de desenvolvedores de aplicativos que passam suas carreiras aparecendo com maneiras inteligentes de tornar a tela do seu Mac ainda mais útil do que já é quando sai da caixa. Essa é uma simples questão de escolhas que fiz. Meu nome é Joel, e sou um “appfóbico”. Mas sinta-se livre para me dar aplicativos baseados na web a qualquer hora.

E isso admitidamente me torna um “peixe fora d’água” entre meus colegas da Macworld: estamos todos em uma busca eterna para aperfeiçoar nossas máquinas e torná-las manifestações quase inconscientes das nossas preferências profissionais. Alguns deles tendem a fazer isso adicionam programas aos computadores em vez de retirá-los – e me sugerem softwares para isso o tempo todo.

Talvez eu simplesmente esteja velho, mas “o mais fácil” para mim não é adicionar novas torrentes de informações ou encher meu Dock com diversos ícones balançando e exigindo a minha atenção. Apenas não sou um grande fã da multitarefa, e minha abordagem mais simples para minha vida digital evita que tente fazer muita coisa ao mesmo tempo.

Por isso, escrevo no Google Docs. Geralmente edito imagens usando a versão online do Photoshop (o webapp Pixlr também é uma boa opção). Mantenho minhas tarefas e afazeres listados no Any.Do. Troco o máximo possível de mensagens instantâneas pelo Google Talk – apesar de ter amigos o bastante que não usam o serviço da gigante de buscas, o que me leva a usar o iMessage para manter contato, por exemplo. Não posso fazer tudo na web, mas posso fazer muitas coisas.

Por que?

É mais barato: Sim, sou meio “pão-duro”, mas muitos aplicativos custam dinheiro, a não ser que sejam suportados por publicidade. As opções online geralmente – mas não sempre, veja bem – estão disponíveis de forma gratuita.

Há sempre um perigo que você pode receber pelo que pagou (ou não), obviamente, mas a verdade é: não preciso de um software de processamento de texto mais avançado do que o Google Docs, por exemplo – e meus textos ficam mais seguros em eventuais quedas de energia. Quando edito uma imagem no Photoshop online, não existem muitas opções além de alguns recursos de recorte e correção de cor – mas não sou um fotógrafo o suficiente para fazer muito mais do que isso, de qualquer maneira. Nesses casos, o barato (gratuito, na verdade) faz o trabalho, apesar de ter menos recursos.

É mais fácil: os aplicativos web gratuitos são basicamente direcionados para o consumidor comum mais leigo. Isso poderia ser um problema se eu normalmente fizesse qualquer coisa mais complicada do que pequenas edições em HTML, mas isso é o máximo aonde vou. Atualmente, a maioria dos aplicativos baseados na web que vejo por aí são bastante auto-explicativos. Sou capaz de aprender coisas novas quando necessário. Mas se a versão simples faz o trabalho, por que não usá-la?

É menos confuso: Como mencionei antes, não tenho milhares de ícones balançando no meu Dock. Verifico meu e-mail quando quero; o mesmo para Facebook e Twitter. Dada a época frenética em que vivemos, faço essas coisas várias vezes por hora, mas fazer isso nos meus termos ao menos me torna ativo em vez de reativo. E isso significa que posso realizar essas ações em um fluxo de trabalho natural, em vez de interromper a digitação dessa frase – com licença – para descobrir porque outra pessoa quer minha atenção. Sei que são apenas alguns minutos de atrasado; de alguma forma o mundo continua, mas ainda me sinto menos “oprimido” por todos esses streams de informação. Geralmente, tenho duas janelas do Mac abertas durante o dia – uma para o Safari, e outra para o iMessage. E raramente deixo o navegador ultrapassar as oito abas. 

Agora, para deixar claro, a maneira como vivo minha vida baseada no Mac é bem diferente de como faço no iOS, onde os aplicativos comandam o processo. E ainda não consigo fazer tudo usando os web apps. Para realizar e gravar uma importante ligação, o Skype ainda é o melhor. Quando edito essa conversa em um podcast, não há nada na web como o Garageband para uma edição simples e eficiente.

Além disso, os laços cada vez maiores entre o iOS e o OS X me fizeram repensar alguns dos meus hábitos antigos: pode ser mais fácil e tão eficiente quanto usar o app nativo Lembretes em vez da ferramenta Any.DO. A Central de Notificações me dá um só local para olhar todas as minhas comunicações em vez de abrir três ou mais janelas no Safari.

Mas a verdade é que muito provavelmente os aplicativos baseados na web continuarão sendo o centro da minha experiência de computação. O meu MacBook Air é muito melhor do que um Chromebook, mas minha vida digital relativamente “monacal” é o que me permite usar o equipamento melhor de maneira mais efetiva. 

*como indicado no título, esse é um texto opinativo e não reflete a opinião da Macworld Brasil, apenas do autor referenciado

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