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Opinião: Pre não tem tudo que a Palm precisa para vencer o iPhone

A empresa deve se preparar para a próxima batalha com o iPhone 3.0, da Apple, e o sistema operacional Android, do Google

David Coursey - PC World/EUA

05/06/2009 às 12h05

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Os primeiros resultados obtidos nos testes do Palm Pre não foram ruins, mas não são impressionantes. Esperávamos que o Pre chegasse causando inveja, mas, durante nossa semana de testes, pudemos fazer várias observações em comparação aos principais rivais. 

Um usuário de iPhone tem duas vezes mais memória e milhares da aplicativos disponíveis na App Store. Por outro lado, conta com multitarefa (capacidade de executar mais de uma aplicação) limitada e um teclado pequeno.

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Mas, o mais importante para a Apple, é que ela conta com Steve Jobs, que está se recuperando de problemas de saúde e promete voltar com força no mês de junho. Não importa o que ele tenha em seu calendário de lançamentos, eles sempre fazem barulho. Se metade dos rumores sobre os novos iPhones estiverem certos, já será o suficiente para deixar o jogo bem favorável à Apple.

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Smartphones: aparelho da Palm deve enfrentar forte concorrência de novos aparelhos Apple, RIM e com o sistema Android

A chegada de novos aparelhos com o iPhone 3.0 já está gerando mais repercussão do que o smartphone da Palm  deve sustentar após seu lançamento. E há os novos celulares com Android, que devem chegar este ano a tempo de brigar por mercado com o Pre. Os equipamentos com o sistema do Google, contam, inclusive, com o recurso que mais chama atenção no Pre: a multirarefa.

Fazer com que o celular da Palm seja capaz de executar múltiplas aplicações ao mesmo tempo é uma boa ideia, mas ainda não consegue derrubar o iPhone. É esperado que a Apple disponibilize essa capacidade brevemente aos desenvolvedores.

Uma das falhas do Pre é a duração de bateria, ponto no qual a Palm já deve estar trabalhando. Usuários de BlackBerry perceberão que a autonomia é menor. Já os usuários de iPhone tendem a notar menos esse tipo de diferença. Um desafio, mais difícil de resolver, é o teclado físico sem graça do aparelho. Foi uma boa ideia, porém mal executada. Os usuários do BlackBerry vão odiar o teclado do Pre.

E será interessante ver como os usuários do celulares da RIM irão reagir ao Pre. Convencê-los a trocar seus aparelhos pelo novo smartphone da Palm será uma tarefa importante. É também um ponto forte atrair as pessoas que ainda não adquiriram um smartphone. Se a Apple quiser arruinar do dia da Palm, basta dizer quando pretende anunciar novos iPhones e seus recursos.

Conclusões: a Palm está de volta ao mercado com um competidor com pontos fortes importantes, assim como as aplicações, mas provavelmente perderá o fôlego.

Pelo visto, a batalha que está marcada será entre o Android e o iPhone. É possível até que o sistema operacional do Google ganhe a competição. A Palm pode ficar para trás, desde que o Google faça um bom trabalho com os desenvolvedores, assim como tem feito até agora.

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