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Ouya entra no mercado de games com console baseado em Android por US$ 99

Aparelho tem processador Nvidia Tegra 3 quad-core, 1 GB de RAM e 8 GB de memória interna

Jared Newman, PCWorld EUA

10/07/2012 às 15h48

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Enquanto o mundo espera pelos novos consoles da Sony, Microsoft e Nintendo, uma novata quer enfrentá-los com uma “caixinha” de US$ 99 baseada em Android e batizada de Ouya, desenvolvida por uma empresa de mesmo nome.

A máquina tem hardware similar aos tablets e smartphones Android topo de linha, incluindo um processador quad-core Nvidia Tegra 3, 1 GB de RAM e 8 GB de espaço em disco. É capaz de produzir imagens em Full HD (1080p) e se conecta a uma TV através de uma porta HDMI. Para conexão com periféricos há portas USB 2.0 e uma interface Bluetooth 4.0.

Para angariar fundos para o lançamento, programado para março de 2013, a Ouya se voltou ao serviço de “crowfunding” Kickstarter, onde está oferecendo o console em pré-venda e aceitando doações. A idéia é que os próprios consumidores banquem parte do desenvolvimento do produto e recebam em troca, de acordo com a doação, o console, prioridade no registro de um username no serviço online, ingressos para a festa de lançamento e até mesmo a chance de passar um dia inteiro com o designer responsável pelo projeto. A empresa espera arrecadar US$ 950.000 através do site.

Embora o Ouya seja baseado em Android, e portanto capaz de rodar jogos originalmente desenvolvidos para smartphones e tablets, o sistema é usado apenas como base para uma plataforma de jogos própria. Isso significa que desenvolvedores terão que modificar seus jogos para levá-los ao console. Entre as modificações está o suporte ao controle do Ouya, que inclui um conjunto padrão de alavancas analógicas, botões e gatilhos, além de um pequeno touchpad no centro.

A Ouya quer reduzir a barreira ao desenvolvimento de jogos em comparação com os consoles tradicionais, então não há taxas de licenciamento e cada console inclui um kit de desenvolvimento de software. Só há uma regra que todos os desenvolvedores devem seguir: todos os jogos devem ter um componente gratuito, seja uma versão de demonstração, uma demo com recursos limitados ou mesmo um jogo completo que faça uso de microtransações.

Mas há muitas questões que ainda estão sem resposta. Não sabemos como a Ouya irá policiar sua loja (e lidar, por exemplo, com cópias de outros jogos), como será o componente “social” do sistema ou, mais importante, se os desenvolvedores irão apostar na idéia. A página do Ouya no Kickstarter mostra o apoio de alguns grandes nomes, como Jenova Chen da thatgamecompany e Jordan Mechner, criador do clássico Prince of Persia, mas a empresa ainda está longe de anunciar uma lista de jogos suportados.  

Ainda assim, a idéia de uma “caixinha” barata baseada em Android e projetada para jogos ainda não foi tentada, e pode ser disruptiva. Os grandes fabricantes de consoles se mostraram lentos na adoção da distribuição digital e jogos “free-to-play” e, no mínimo, o Ouya é um sinal de que eles não podem esperar muito mais.

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