Páginas falsas da Apple no Facebook reúnem cerca de 9 milhões de fãs

Companhia de Cupertino não possui nenhum perfil oficial em seu nome na rede social, apenas do iTunes. Empresas que se sentirem lesadas por podem denunciar prática.

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A Apple possui cerca de 9 milhões de fãs no Facebook, mesmo sem ter nenhum perfil ou página oficial em seu nome na maior rede social do mundo. Procurada pela nossa reportagem, a empresa confirmou que não possui nenhum perfil oficial no site de Mark Zuckerberg, com exceção das páginas do iTunes.

O principal desses perfis falsos, intitulado simplesmente Apple Inc, registra nada menos que 8,75 milhões de fãs na maior rede social do mundo. Some a isso os 135 mil likes da página Apple Brasil e chegamos perto de 9 milhões de fãs. Além delas, é possível encontrar muitas outras páginas e comunidades sob o nome da empresa.

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Usuário às escuras: página Apple Inc. não traz nenhuma informação sobre ser oficial ou não

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Já a Apple Brasil indica que não é oficial, mas traz um e-mail de "atendimento"

Alguns desses casos de páginas falsas podem ser prejudiciais para a empresa em questão. A página Apple Brasil Inc, diferente das suas citadas acima, já divulgou diversos daqueles cada vez mais comuns sorteios falsos de iPhone 5 (confira imagem do sorteio falso abaixo), o que ajuda a ganhar muitos novos fãs de forma rápida.

Procurada pela Macworld Brasil, a assessoria do Facebook informou que as empresas que se sentirem lesadas por essas páginas e perfis podem denunciá-las por esse link e salientou que todo o processo é feito de forma online. De acordo com a rede social, as páginas devem obedecer a determinados termos de conduta – link para página com diretrizes do Facebook.

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Tipos de páginas falsas e como agir

Segundo Alessandro Lima, CEO da empresa de análise e gestão de relacionamento em mídias sociais e.life, existem diferentes tipos de páginas falsas, que exigem condutas diferentes por parte da empresa “homenageada”. “Temos  páginas/perfis falsos criados por fãs, outras que são feitas na má-fé para aplicar golpes, por exemplo. Além disso, também há casos de redes de franquias que veem suas lojas de diferentes lugares criarem perfis com visual e abordagens diferentes”.

Para se precaver, aponta o executivo, os usuários devem sempre procurar primeiro pelo endereço oficial da página social no site da empresa, em vez de fazer a busca logo de cara no Facebook, por exemplo. De acordo com ele, também vale ficar de olho nas postagens, que costumam cometer erros de português e/ou digitação, além de "não parecerem muito profissionais".

Lima também destaca que pequenas e médias empresas podem utilizar programas e serviços específicos para realizar monitoramento dos seus perfis e encontrar essas páginas e perfis falsos em redes como Facebook, Twitter e Google+. A própria e.life oferece um serviço chamado Buzz Monitor, que pode ser usado de forma gratuita por um mês.

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