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Pão de Açúcar quer faturar R$ 2 bilhões com Nova PontoCom

Resultado da fusão com as Casas Bahia, nova empresa de e-commerce já responde por um faturamento de 400 milhões este ano.

Nando Rodrigues, da PC World*

04/12/2009 às 11h02

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ATUALIZADA ÀS 15H41MIN

O acordo de fusão das operações entre as redes varejistas Pão de Açúcar e Casas Bahia, anunciado nesta sexta-feira (4/12) ao mercado, vai gerar uma nova empresa de comércio eletrônico, batizada de Nova PontoCom, que reúne todas as atividades de e-commerce dos dois grupos, e nasce com faturamento projetado para 2010 de 2 bilhões de reais. Em 2009, as duas empresas faturaram, juntas, 400 milhões de reais.

Pela negociação, as Casas Bahia passam a ter 17% do capital da nova companhia, que reúne ainda as duas operações de e-commerce do Pão de Açúcar: Ponto Frio.com, Extra.com, Ponto Frio Atacado e Casas Bahia.com.

Quanto ao cronograma de transferência das atuais operações de comércio eletrônico das duas companhias para a Nova PontoCom, o objetivo é que as atividades estejam implementadas em até 120 dias.

Foco em e-commerce
O associação com as Casas Bahia é o segundo grande negócio anunciado pelo Pão de Açúcar este ano. O primeiro foi a compra da empresa varejista Ponto Frio, divulgada em julho. Dados de uma apresentação realizada quando do anúncio da compra indicam que a internet representava 5% das vendas do Ponto Frio e o canal online apresentou um crescimento da receita com taxa composta de crescimento anual (CGAR) de 33% entre 2006 e 2008. A presença no segmento de e-commerce foi um dos fatores que levou ao negócio. Como benefícios da sinergia, o documento aponta integração das operações de comércio eletrônico, tecnologia da informação e logística.

Com a compra das Casas Bahia, o Pão de Açúcar ganha ainda mais força no mercado de comércio eletrônico. Casas Bahia, que lançou sua loja virtual em fevereiro deste ano, faturou 17 milhões de reais em nove meses. "Juntas, as operações ganham de imediato 2 bilhões de reais em sinergias, sem considerar qualquer aproveitamento fiscal", afirma o presidente do conselho do Grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz.

De acordo com o executivo, a intenção é posicionar as Casas Bahia para as classes C baixa, D e E e o Ponto frio para as classes A, B e C alta.

A fusão entre Pão de Açúcar e Casas Bahia gera um grupo com 1087 lojas, entre supermercados, drogarias, postos de gasolina e hipermercados, de 40 bilhões de reais e com 137 mil funcionários.

O negócio ainda aguarda a aprovação dos acionistas das empresas, em reunião que ocorrerá em 11/01, e do Conselho de Administração de Defesa Econômica (CADE). "Estamos tarnquilos quanto à aprovação do CADE. Somados, temos menos de 20% do mercado, uma concentração muito baixa no País", afirma o executivo, referindo-se a todas as atividades do grupo, não só comércio eletrônico, e sem considerar o Extra.

*Colaborou Fabiana Monte, da Computerworld

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