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Para brigar com iPad, Microsoft quer tablets com Windows 7

Empresa pensa em tais aparelhos mais como um computador do que como um smartphone; por isso, não pretende direcionar o Windows Phone para esse tipo de equipamento

PC World/EUA

13/10/2010 às 18h35

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Esta semana, o mundo da tecnologia só tinha olhos para a reinvenção da Microsoft no mercado de dispositivos móveis – você sabe, aquilo que eles chamam de Windows Phone 7. Comparado às últimas investidas da empresa no setor, do criticado Windows Mobile ao efêmero Kin, a nova plataforma representa um belo de um avanço, e chega cercada de expectativas.

No entanto, muitos analistas, que já tiveram a chance de mexer em algum dos smartphones com o sistema, não estão otimistas. A Microsoft não desiste e diz que o Windows Phone 7 é só o começo. Com ou sem sucesso, uma coisa é certa: o SO não deverá chegar aos tablets em um futuro próximo.

Windows Phone 7 e tablets
A gigante dos softwares não tem planos de oferecer o Windows Phone 7 para tablets, que brigariam com o iPad, da Apple. Ela afirma que o sistema não foi feito para telas maiores e que não pretende adaptá-lo a dispositivos para os quais ele não foi construído.

Agora, isso não significa que a Microsoft tenha desistido do mercado de tablets antes mesmo de tentar conquistá-lo. O que a companhia de Redmond pretende é equipar tais aparelhos com o próprio Windows 7 – com algumas modificações, provavelmente. A HP e a Dell, por exemplo, já estariam desenvolvendo produtos que o suportariam.

É uma proposta bem diferente do que temos visto. O iPad, da Apple, usa a mesma plataforma do iPhone, o iOS, e o Galaxy Tab, da Samsung, é o primeiro, de uma grande leva de tablets, a portar o Android, sistema construído para smartphones – no entanto, a própria  Google, desenvolvedora do software, já afirmou que a versão atual, o Froyo, não foi otimizada para o uso em telas maiores

Windows 7 e tablets
A estratégia da Microsoft consiste em tratar os tablets mais como um computador do que como um smartphone. Isso muda tudo; basta imaginar como seria usar o iPad com o Mac OS em vez do iOS. A versão do Windows 7 deverá ser mais leve que a usada em desktops, mas, ainda assim, bem distante da simplicidade que caracteriza o Windows Phone 7.

Se o movimento é fruto de uma sábia decisão ou se apenas acelerará um previsível fracasso, os analistas já têm suas apostas. Questiona-se, no entanto, se já há um mercado para esse tipo de aparelho. Ele será um computador com os benefícios de um smartphone ou um smartphone com os problemas de um computador? Qual será o público que o produto atrairá? Será amplo o bastante? O iPad criou um novo setor na indústria, o tablet da Microsoft alcançará o mesmo feito?

Apesar de todas as dúvidas, a gigante dos softwares não é a única a propor novas perspectivas. Suspeita-se que a Google também esteja investindo em uma linha de tablets que vá além do mundo dos sistemas para celulares; seria uma parceria com a HTC, que fabricaria um dispositivo com o, ainda não lançado, Chrome OS, até o fim deste ano.

Pelo visto, por mais incerto que seja o futuro, não devemos apostar na simplicidade de uma guerra entre PCs e Macs; as prateleiras estarão com tablets dos mais distintos e com propostas das mais variadas.

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