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Para combater malware, Microsoft sugere um imposto pelo uso da web

Para o vice-presidente de Computação Confiável da empresa, taxa financiaria ações de combate a pragas, como vírus e botnets.

Robert McMillan, da Computerworld/EUA

02/03/2010 às 21h15

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Como poderemos combater os cibercriminosos que infectam computadores em todo o mundo? O chefe de segurança da Microsoft lançou diversas sugestões na terça-feira (2/3), incluindo uma possível taxa de uso da internet, que seria paga em troca de serviços de inspeção e de quarentena das máquinas.

Muitos PCs vulneráveis rodam o sistema operacional Microsoft Windows, e a empresa tem investido milhões tentando combater o problema. Recentemente, a Microsoft apelou para a Justiça para derrubar a botnet Waledac, introduzindo uma nova tática na batalha contra esses invasores. Em palestra na conferência de segurança RSA em São Francisco (EUA), o vice-presidente corporativo de Computação Confiável da Microsoft, Scott Charney, disse que a indústria da tecnologia precisa considerar melhor essas "soluções sociais".

Segundo Charney, isso significa combater os cibercriminosos em diversos níveis. "Tal como fazemos em TI com a defesa em profundidade, temos de fazer defesa em profundidade também em resposta a hackers".

Serviço de saúde
"Eu realmente penso que o modelo de serviços de saúde... poderia ser uma forma interessante de pensar sobre o problema", disse o executivo. Em relação às doenças, o combate é feito com programas educacionais, mas também com programas sociais que verificam se a pessoa está doente e, se estiver, ela poderá ser colocada em quarentena.

Charney sustenta que esse modelo poderia funcionar para combater os vírus de computador. Quando um usuário permite que um malware rode em seu computador, ele "não está apenas o aceitando para si, está contaminando todos ao redor", disse.

A ideia de que os provedores de serviços de internet poderiam de alguma forma colaborar na luta contra o malware não é nova. O problema, no entanto, é o custo.

O suporte ao cliente já corrói os lucros do provedor de serviços. Adicione quarentena e correção de malware e os custos serão proibitivos, argumenta Danny McPherson, pesquisador-chefe da Arbor Networks, via mensagem instantânea. "Atualmente, eles não têm nenhum incentivo para fazer qualquer coisa."

Conta
E quem pagaria a conta? "Talvez os mercados viabilizem a ideia", diz Charney. Mas uma taxa de uso da internet poderia ser a solução. "Você poderia justificá-la dizendo que se trata de um assunto de segurança pública ", disse ele.

Segundo a Microsoft, há 3,8 milhões de computadores infectados com software botnet, e 1 milhão deles estão nos EUA. Eles são usados para roubar informações sigilosas e enviar spam e foram a ponta de lançamento para 190 mil ataques de negação de serviço distribuída em 2008.

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