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Para continuar “livre de anúncios”, rede social Ello capta US$ 5,5 milhões

O CEO da Ello, Paul Budnitz, diz que investidores assinaram carta-compromisso concordando com o modelo ad-free sem lucros

Da Redação

23/10/2014 às 13h11

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A rede social Ello, que se propõe a ser uma alternativa às redes sociais como Facebook prometendo ser "ad-free" (livre de publicidade) e nunca vender os dados de sua audiência, parece ter dado um passo hoje no sentido de garantir sua promessa.

O CEO da Ello, Paul Budnitz, anunciou hoje que a startup conseguiu levantar recursos da ordem de US$ 5,5 milhões junto a investidores de risco para continuar suas operações. O investimento foi liderado pelo Foundry Group, fundo de investimento de Boulder, Colorado, e também inclui vários investidores individuais e uma outra empresa do Colorado chamada Bullet Time Ventures. 

A notícia foi publicada no site Re/Code. Budnitz diz que a Elle já tem mais de 1 milhão de usuários e que tem outros 3 milhões na fila de espera. O CEO diz que o dinheiro será usado para desenvolvimento de produto, especialmente a construção da infraestrutura de suporte da rede que permita crescer a base de usuários. 

O site, que começou a funcionar no mês passado liberando entrada de novos usuários apenas por convite, teve crescimento fulminante. Com apenas 90 usuários no início de agosto, em semanas o Ello acumulou centenas de milhares de novos membros, chegando a bater picos de 40 a 50 mil novos pedidos de convite por hora, segundo entrevista de Budnitz ao Re/code. O tráfego sobrecarregou os servidores do Ello e a rede social teve de interromper o envio de convites.

A expectativa do empreendedor é usar o dinheiro para garantir o suporte de tecnologia necessário para amealhar mais usuários para a rede. 

Ainda é preciso entender como os investidores vão embarcar na idéia de fazer da Ello uma empresa sem fins lucrativos e de utilidade pública, como é o sonho de seu fundador. A descrição não impede a Ello de fazer dinheiro, mas transforma em prioridade para a companhia e seus acionistas gerar benefícios para a sociedade ao invés de lucros financeiros.

Para garantir o propósito, Budnitz fez todos os fundadores e investidores assinar uma carta-compromisso com a missão da empresa. "Essa empresa jamais vai ter publicidade e nunca vai usar os dados de seus usuários", diz Budnitz. “Nós basicamente tornamos isso sagrado usando o melhor recurso legal possível.”

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