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Para diretor da AT&T, mobilidade ‘aberta’ está a caminho

CTO da operadora diz que "jardins murados" das app stores deverão dar lugar a serviços na nuvem; desafio será atender à crescente demanda por dados sem fio.

IDG News Service/San Francisco

12/07/2010 às 18h36

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O ecossistema móvel ideal ainda é aquele parcialmente fechado, como a App Store do iPhone. Mas a tendência favorece uma abertura maior, disse o principal executivo de tecnologia da AT&T, John Donovan, nesta segunda-feira (12/7).

Tal como outras tecnologias, a mobilidade tem evoluído de ambientes mais fechados, como os "jardins murados" das lojas de aplicativos de algumas operadoras, para ambientes mais abertos, disse Donovan durante um bate-papo no palco da conferência MobileBeat, em San Francisco (EUA).

O ecossistema do iPhone representa um passo nessa direção, disse o CTO. Perguntado se essa evolução encontraria seu ponto máximo no ecossistema de código aberto como o da plataforma Android, Donovan respondeu: ainda não.

"Se o que quremos encontrar é um sistema saudável em que todos sejam remunerados e o atrito seja baixo, não creio que tenhamos passado sequer do ponto médio", disse Donovan. As aplicações têm de ser capazes de fluir facilmente dos desenvolvedores para os consumidores, com sistemas eficientes de bilhetagem e pagamento, considerou.

Dois pesos
Enquanto a Apple controla bem de perto quais aplicações podem ser vendidas para o iPhone por meio de sua App Store, a Google sequer restringe as funções que os desenvolvedores Android podem usar em suas aplicações, e os deixa vender essas aplicações em outras lojas além do Android Market.

A Google também permite que os fabricantes e as operadoras modifiquem vários aspectos do sistema operacional Android. A AT&T oferece aparelhos que usam diversas plataformas, incluindo a Android, mas se apoia no iPhone como um grande diferencial na competição entre os provedores de serviço.

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Para o futuro, Donovan prevê o surgimento de sistemas de bilhetagem capazes de dizer se um assinante atua como consumidor ou como profissional, com base em localização, horário, aplicação e outros fatores.

A partir desses critérios, a AT&T poderia ser capaz de cobrar pelo uso de forma diferenciada, disse. Além disso, Donovan espera que os assinantes usem mais as aplicações baseadas na nuvem, criadas para operar a partir de diversas plataformas móveis. A capacidade de acessar aplicativos em aparelhos móveis será um grande incentivo para a adoção de software baseado em nuvem, disse.

Pico de demanda
Em relação à questão frequente de como a AT&T vai lidar com toda essa demanda por dados em uma rede que, para muitos assinantes, já se encontra em ponto de esgotamento, Donovan admitiu que a operadora enfrenta uma lista de desafios envolvendo equipamentos de rede. 

Para dar ideia da crescente demanda por conexões de dados, o CTO disse que os assinantes fizeram cerca de 20 milhões de conexões à rede da AT&T via Wi-Fi durante todo o ano de 2008; a mesma marca foi atingida nas primeiras cinco semanas de 2010 e deverá representar apenas uma semana de outubro.

A AT&T tem cerca de 20 mil hotspots Wi-Fi espalhados pelos Estados Unidos e vem testando aplicações mais abrangentes dessa tecnologia, como um hotspot que cobre toda a Times Square, em Nova York.

"Nós moveremos céus e terras para atender a essa demanda", afirmou Donovan.

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