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Para Facebook, contrato de cessão de 84% da empresa é “forjado”

Por meio de porta-voz, empresa elevou o tom da briga com vendedor de combustíveis, afirmando que "ninguém viu" o suposto contrato

Computerworld/EUA

23/07/2010 às 16h15

Foto:

O Facebook está dando um passo adiante em sua batalha verbal
contra o homem que diz que o fundador e CEO Mark Zuckerberg assinou, há sete
anos, um contrato de cessão de 84% do controle da rede social.

Um porta-voz do Facebook afirmou à Computerworld/EUA, por
e-mail, que a empresa acredita “fortemente” que qualquer contrato que tenha
sido apresentado à Justiça é forjado.

As dúvidas sobre quem realmente é o dono do Facebook vieram
à tona depois que Paul D. Ceglia, de Wellsville, Nova York, deu início a um
processo
em 30 de junho, alegando ter assinado um pacto com Zuckerberg em 2003
que lhe dá direito a 84% da empresa.

De acordo com documentos apresentados à Justiça, Ceglia
afirma ter um acordo escrito com Zuckerberg para projetar e construir um site
web que, com o tempo, se tornou a rede social de mais sucesso do mundo.

Ele também alega que pagou mil dólares para o trabalho e por
50% de participação no site, junto com um extra de 1% por dia até que o site estivesse
pronto.

O Facebook classificou o processo de “frívolo” e prometeu rebatê-lo
na Justiça.

No começo da semana, em uma entrevista à jornalista Diane
Sawyer
, do programa da TV americana ABC News, Zuckerberg disse estar “bastante
seguro” que nunca assinou um contrato dando a um ex-webdesigner a propriedade
da companhia.

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Contudo, Zuckerberg não chegou a afirmar que nunca assinou qualquer
contrato, e manteve-se sempre a pouca distância de rebater vigorosamente a
alegação.

A declaração desta sexta-feira parece ter elevado o tom do
protesto da empresa em relação à disputa.

“Mark deixou claro que as demandas de Ceglia são absurdas e
que suspeitamos fortemente que o contrato é forjado”, disse Andrew Noyes, em um
e-mail. “Contudo, não vimos o original (ninguém o viu, nem mesmo a Corte).
Assim, estamos discutindo coisas que não estão disponíveis para interpretação e
que não podem ser disputadas. Mark não teria dado parte de uma empresa que
sequer existia ou de uma ideia que ele ainda não tinha pensado. E, mesmo se
tivesse, a cláusula de limitações teria expirado.”

Uma participação de 84% no Facebook poderia se tornar uma
fortuna respeitável.

Nesta semana, a empresa, que se tornou a rede social
dominante do mundo, anunciou ter atraído seu usuário de número 500 milhões.

O processo seguirá seu caminho pelos corredores do sistema
legal, mas Ceglia também enfrenta seus próprios desafios.

No fim de 2009, o procurador-geral de Nova York Andrew Cuomo
obteve um mandado temporário de restrição contra uma empresa de pastilhas de
madeira combustível Allegany Pellets LLC, de propriedade de Ceglia e de sua
esposa Iasia. A empresa é acusada de tomar mais de 200 mil dólares de
consumidores sem entregar os produtos prometidos ou fornecer reembolso.

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