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Para ministro, fabricantes são entrave para avanço de TV digital

Hélio Costa critica postura de empresas do pólo de Manaus, mas diz que cronograma de TVs com conversor embutido está avançado.

Andrea Giardino, da Computerworld

07/12/2009 às 20h37

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A TV digital no Brasil ainda tem um longo caminho para se tornar uma opção real para a sociedade e para o ministro das Comunicações, Hélio Costa, o grande entrave está tanto nos fabricantes de eletroeletrônicos instalados no pólo de Manaus (AM) quanto nas emissoras de televisão. “De um lado ouvimos as fabricantes relutarem por absoluta ignorância. De outro, falta às emissoras informarem ao consumidor o que a TV digital faz”, criticou Costa, durante gravação do programa Roda Viva, da TV Cultura, que foi ao nesta segunda-feira (7/12).

O ministro comemora os dois milhões de receptores de sinal de TV digital comercializados de 2007 para cá, quando a TV digital estreou no País. Costa afirma que a área coberta pela tecnologia chega a 32 cidades, representando uma população de 60 milhões de pessoas, ou 65% da população brasileira. "Não podemos esquecer que 98% dos brasileiros ainda preferem a TV aberta", ressalta.

Para incrementar a adesão do brasileiro ao Sistema de TV Digital (SBTVD) e aproveitar que 2010 é ano de Copa do Mundo, o governo determinou que as fábricas incorporem – a partir de 1º de janeiro – o conversor para a recepção de sinais da TV Digital. O cronograma começa com televisores a partir de 26 polegadas, sendo estendida para todos os demais aparelhos (22, 21, 20, 19 e 14 polegadas). “Nesse aspecto, o cronograma já está bem adiantado”, diz Costa.

O ministro destacou ainda que o Ginga, set-top-box brasileiro desenvolvido por universidades como PUC-RJ e da Universidade Federal da Paraíba, são vendidos com sucesso em toda a América do Sul, a exemplo de Argentina e Venezuela.

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