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Para não perder arquivos DRM, Yahoo sugere que clientes gravem CDs

Buscador envia carta a clientes da Unlimited Music Store sugerindo gravação de arquivos com DRM para que não sejam perdidos.

Guilherme Felitti, editor-assistente do IDG Now!

25/07/2008 às 9h16

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O Yahoo se tornou a companhia mais recente a abandonar clientes que compraram músicas em sua loja de canções digitais com proteção contra cópias, atraindo críticas severas de grupos de defesa ao internauta.

Em 30 de setembro, o Yahoo desabilitará os servidores necessários para autenticar músicas compradas no seu serviço Unlimited Music Store, afirmou o buscador em um e-mail enviado a seus clientes. Na prática, as músicas deixarão de ser tocadas, já que arquivos que usem  DRM precisam de autenticação renovada para execução.

A única saída para clientes que gastaram dinheiro e gostariam de continuar a aproveitar as canções é gravá-las em CDs e transformá-las novamente em arquivos digitais.

Quem tem uma vasta coleção de canções comprada no serviço prestes a ser fechado deverá arcar com os custos de CDs virgens e o tempo para transferir a música, escreveu a advogada da Fundação da Fronteira Eletrônica (da sigla em inglês, EFF) Corynne McSherry.

Ainda que o Yahoo tenha sugerido que seus clientes fizessem tal, o processo levanta questões legais.

¨A sugestão pode colocar clientes em risco legal, já que não têm documentação da compra¨, escreveu ela. ¨Mais que isto, não existe certeza nenhuma que os detentores dos direitos autorais concordariam que o backup das músicas sem permissão seja algo legal¨.

O Yahoo afirmou que fecharia sua loja em fevereiro quando fechou um acordo com o serviço Rhapsody, da RealNetworks. No último mês, o Rhapsody afirmou que venderia MP3 sem qualquer restrição anticópias, seguindo estratégia similar à da Apple, que vende algumas músicas sem DRM na iTunes Music Store.

A EFF está pressionando o Yahoo para oferecer uma compensação financeira pelas faixas afetadas ou oferecer as mesmas canções sem DRM junto a recibos para provar que a música foi legalmente comprada, evitando um suposto processo por violação de copyright.

No mês passado, a Microsoft ensaiou uma estratégia semelhante afirmando que pararia de autenticar as músicas compradas dentro do MSN Music no final de agosto. Após a péssima recepção pelos clientes, o processo durará até 2011.

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