Home > Notícias

Para o ano que vem, Microsoft deve concentrar esforços na nuvem

Para especialistas, empresa deve começar a desenvolver tecnologias e mostrar caminho para profissionais de TI integrarem a nuvem ao que eles têm hoje.

Network World

21/12/2009 às 11h11

Foto:

Para a Microsoft, 2010 será um ano de marketing e construção de plataformas que definirão o futuro da sua estratégia de nuvem, de acordo com observadores.Especialistas dizem que o objetivo da Microsoft não é apenas começar a desenvolver e entregar tecnologias que vão definir ambientes internos, externos e híbridos de nuvens, mas articular claramente para profissionais de TI quando e como eles vão querer viver em uma nuvem.

“Na questão da nuvem, é importante para a Microsoft estar na trajetória certa”, afirma o analista da consultoria IDC, Al Gillen. “Se ela não estiver na linha para competir, correrá riscos de não estar preparada quando dinheiro começar a ser gasto nessa área”. A definição da trajetória deve dominar os esforços em 2010, enquanto a Microsoft claramente tem trabalho para fazer com sua linha de produtos para definir a nuvem como parte de seus projetos.

“Nosso foco inicial era tornar fácil para novos aplicativos que estão sendo desenvolvidos”, diz o vice-presidente da divisão de Servidores e Nuvem da Microsoft, Amitabh Srivastava, se referindo ao trabalho que ele viu na plataforma de nuvem da Azure. “Estamos falando de uma grande troca da linha de produtos”, observa o analisa da Forrester Research, Frank Gillet. Há um ano, a Microsoft informou que todos os softwares corporativos seriam distribuídos como serviço. “Então, 2010 é apenas um ano de construção para começar a integrar produtos e serviços. E isso é muito trabalho”, ressalta.

Evidências desses trabalhos surgiram no dia 8/12, quando a Microsoft anunciou a criação da divisão de Servidor e Nuvem, integrando o grupo Windows Azure à unidade de Servidores e Ferramentas. Especialistas dizem que esse alinhamento não apenas integra a infraestrutura como mostra a integração que será feita entre todos os produtos da empresa.

A nova divisão alinha tecnologias introduzidas em novembro durante o Professional Developers Conference (PDC), no qual a Microsoft mostrou sua meta de suprir ferramentas e serviços para usuários rodarem aplicativos em nuvens, especialmente nos desenvolvidos para o sistema Azure.

A linha da PDC foi dominada por novas tecnologias como as redes virtuais Sydney, o servidor de aplicativos AppFabric, o Next Generation Active Directory, ferramentas de gerenciamento de sistemas de nuvem e atualizações para o .Net Framework.

Para justificar o esforço de desenvolvimento que a Microsoft encara, apenas uma pequena porção dos aplicativos está disponível atualmente. A maior parte terá ciclos betas se iniciando em 2010. E Gillett diz que o Azure e um pacote de aplicativos que inclui o Exchange e o SharePoint estão em suas primeiras versões e levarão anos para ficarem prontos.

“O desafio para a Microsoft é como eles vão falar sobre os serviços online sem usar a palavra nuvem, porque a palavra nuvem fará as pessoas pensarem no Azure”, avalia Gillett. “O que eles querem que as pessoas pensem é nos serviços que a Microsoft pode oferecer”.

Educar usuários é exatamente o outro obstáculo que a Microsoft tem pela frente em 2010, de acordo com o vice-presidente da Enterprise Management Associates, Andi Mann. ”Eu penso que para 2010 a nuvem será um ponto importante de marketing”, analisa.

Mann acredita que o modelo menos popular de computação em nuvem é o de plataforma-como-nuvem, exatamente o do Azure. Por outro lado, os modelos mais populares são o software-como-serviço, representado pelos serviços de produtividade online da Microsoft, e o infraestrutura-como-serviço, representado pelas tecnologias de integração e pelo SQL Azure.

É a última área que representa muito dos esforços da Microsoft para 2010. O Project Sydney cria uma rede virtual que liga pessas de aplicativos ou processos que estão rodando em vários lugares mas parecerem um único sistema lógico, por exemplo. “Muitos aplicativos vão ser separados entre nuvem e TI e múltiplos lugares e nós queremos criar pontes para essas tecnologias", cibta Srivastava.

Mann acredita que o fato dos profissionais de TI nunca de livrarem de nada cria uma situação na qual eles não vão mudar para a nuvem, e sim vão adicionar a nuvem ao que eles têm. E como eles farão isso será o desafio da Microsoft.

Tags

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail