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Parte dos 2,2 milhões de usuários do Speedy em SP está sem acesso

Segundo Idec, a Telefônica é responsável pela falha no serviço e deve abater a fatura e até ressarcir prejuízo de usuários.

Redação do IDG Now!

03/07/2008 às 16h33

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Boa parte dos 2,2 milhões de usuários do serviço Speedy no Estado de São Paulo ainda enfrenta problemas para se conectar nesta quintra-feira (03/07).

Em comunicado, a Telefônica afirmou que um erro da rede estaria afetando grandes empresas privadas e órgãos públicos federais, estaduais e municipais, mas não citou os usuários residenciais que, desde a noite de quarta-feira (02/07) não têm conseguido estabilizar sua conexão de banda larga à internet.

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O estudante Elmo Sellitti Rangel, que mora no ABC Paulista, região metropolitana de São Paulo, afirma que não costuma ter problemas de conexão com o Speedy, mas que na semana passada teve o mesmo erro ao se conectar. “No dia, eu liguei para o atendimento e disseram iria voltar ao normal em breve e realmente voltou. Mas ontem (02/07) a conexão estava bastante instável desde 19h30 e às 21h caiu e não voltou mais”, relatou.

O estudante afirma que teve de atrasar a verificação de seu e-mail até quando chegasse ao seu trabalho, na tarde desta quinta-feira (03/07). “Só que eu tive dificuldades novamente, pois no meu trabalho a conexão estava muito lenta”.

O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) recomenda que sempre que os consumidores que se sentirem lesados por panes na internet devem entrar em contato com a operadora.

“Nesse caso, a Telefônia é, sim, responsável juridicamente pela falta de acesso à internet de seus consumidores. É indiscutível o abatimento na fatura mensal referente ao período em que o cliente ficou sem acesso. É um serviço que não foi prestado, então o consumidor não deve pagar”, afirma a advogada do Idec, Estela Guerrini.
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Estela explica ainda que, além do abatimento, os usuários podem exigir o ressarcimento de danos e prejuízos causados. “Aconselhamos primeiro entrar em contato com a empresa, pois a solução pode ser mais rápida e amigável. Mas o cliente pode também recorrer a órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, ou mesmo à Justiça”.

Os danos e prejuízos podem ser sentidos por qualquer empresa que tenha a internet como ferramenta de trabalho. A rede de lanchonetes Pizza Hut, por exemplo, teve sua comunicação prejudicada e, segundo o diretor de operações Reinaldo Zani, a pane na internet já gerou prejuízos.

A empresa chega a atender, por dia, 1.200 ligações de entrega em domicílio só na grande São Paulo. O call center recebe os pedidos e transmite para os restaurantes via web. “Hoje tivemos de fazer essa transmissão via telefone e isso prejudica nossa capacidade de atendimento”, declara Zani.

O diretor acrescenta que, além do serviço de delivery, a comunicação entre os restaurantes e o escritório, os pagamentos com cartões e as transmissões da nota fiscal eletrônica também foram prejudicados.

“Quando passamos a contar com os serviços tecnológicos, vamos desenvolvendo todos os nossos processos de trabalho em cima daquela ferramenta. A internet se torna inerente à sua atividade principal”, completou.
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Sandra Ribeiro, proprietária de uma auto-escola também teve prejuízos. Ao perceber que estava sem o Speedy, logo pela manhã, conectou a banda larga do serviço de TV à cabo que, segundo ela, não atende a demanda de sua empresa. “O trabalho que levo 20 minutos para fazer, hoje eu demorei 50. Os clientes que tinham paciência eu atendia. Os que não podiam e podiam esperar esse tempo, eu tive de dispensar."

Segundo a advogada do Idec, a Telefônica é responsável juridicamente por qualquer dano e, por ser “a parte mais fraca”, não cabe ao consumidor provar que ficou sem acesso, mas sim à empresa fazer os testes, se quiser.

“O que deve ser discutido é a quantidade de dano e isso varia de caso a caso, mas se houve ou não dano é indiscutível e ressarcimento pode ser feito tanto para pessoa física quanto jurídica” completa Estela.

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