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Partido Pirata hospedará o Wikileaks em seus servidores

Portal que divulgou documentos secretos do exército americano quer garantir que informações continuem abertas aos internautas de todo o mundo.

IDG News Service

18/08/2010 às 15h44

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O Pirate Party (Partido Pirata) sueco chegou a um acordo com o Wikileaks e passará a hospedar o site em seus servidores gratuitamente.

De acordo com Anna Troberg, vice-líder do partido, a infra-estrutura montada para receber o portal estará funcionando em poucos dias na Suécia, em um local que não será revelado. Por sinal, alguns servidores utilizados pelo Wikileaks, cedidos pela empresa PRQ, também estão situados no país escandinavo.

O portal, especializado na divulgação de informações sigilosas, enfrentou severas críticas no último mês após revelar milhares de documentos do Governo americano referentes à Guerra do Afeganistão. Para garantir que os dados continuem à disposição do público, o site tem se esforçado para melhorar sua base de hospedagem e distribuição.

Além do Partido Pirata, o Wikileaks também começou a usar o serviço de micropagamento denominado Flattr. A ferramenta permite que os usuários que pagam uma taxa fixa mensal, compartilhem uma parte desse dinheiro com sites que insiram em sua página um ícone da empresa.

Servidores polêmicos
Essa é a segunda vez que o Partido Pirata se propõe a hospedar sites com conteúdo controverso. Em maio, a legenda anunciou o mesmo tipo de acordo com o Pirate Bay, portal utilizado para o compartilhamento de links de arquivos torrent, depois dele ter saído do ar devido a uma decisão desfavorável por parte do tribunal da Alemanha.

O partido, aliás, que obteve 7,1% dos votos para a eleição ao Parlamento Europeu de 2009, tem visto sua popularidade diminuir desde então. Segundo a pesquisa realizada pela empresa TNS SIFO, concluída em 19 de setembro, o grupo não deve se diferenciar de outras legendas de pouco renome; juntos, devem receber 1,9% dos votos nas eleições gerais suecas.

Para conseguir uma cadeira no Parlamento, o Partido Pirata precisa de pelo menos 4%. Troberg, no entanto, conta com uma reviravolta nos meses que antecedem o dia decisivo. Para ela, a parceria com o Wikileaks ajudará a aumentar o apoio do público.

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