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PCs: rede 3G abre novas possibilidades de mercado, dizem fabricantes

Banda larga móvel é alternativa interessante para operadoras ganharem clientes em dados e expandir base qualificada.

Fabiana Monte, do COMPUTERWORLD

22/01/2009 às 14h31

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Modems 3G são apontados por especialistas como um dos principais fatores que deverão empurrar o setor de telecomunicações em 2009. E isso cria uma grande oportunidade para fabricantes de computadores, que têm a chance de se aproximar dos clientes das operadoras.

"Estimamos que o mercado de telecom que mais vai crescer nos próximos cinco anos é o de banda larga móvel, cuja penetração na América Latina é muito aquém do esperado. Para aumentar, teria de haver um modelo para facilitar chegada de computadores nas residências. E a operadora é uma boa porta de entrada", analisa Cristiano Laux, gerente de consultoria da Pyramid Research.

Avaliações da empresa de pesquisa indicam que atualmente 85 operadoras em todo o mundo têm ofertas que envolvem notebooks - ou netbooks - e banda larga móvel. Por enquanto, no Brasil ainda há poucas ações do tipo. A TIM apresentou sua parceria com a HP junto com o anúncio de sua rede 3G e a Vivo também mantém uma oferta com a Positivo - e em breve deve anunciar outro acordo, com a LG.

"Se você consegue trabalhar com as operadoras e diluir custo do laptop em 24 meses ou 36 meses, o preço deixa de ser um fator proibitivo", analisa Laux, para quem o valor dos portáteis é a principal barreira para o avanço da banda larga móvel no País e em toda a América Latina.

O colunista do Computerworld, EUA, Mike Elgan, acredita que os netbooks vão ser subsidiados pelas operadoras de telefonia e isso vai derrubar o preço dos aparelhos.

Também não é fácil equacionar interesses das teles e dos fabricantes para criar uma oferta que seja considerada ideal pelos dois lados, admite Roberto Guenzburger, diretor de segmentos da Oi, que ainda não tem parcerias do tipo. "A dificuldade é quem ganha o quê e como. Todo mundo está interessado, o difícil é repartir o bolo".

A Vivo tem 500 mil assinantes de banda larga móvel, considerando usuários EVDO e 3G. Fábio Freitas, gerente de Ofertas Premium da operadora, avalia que o interesse por banda larga móvel ganhou força em 2007, mas as vendas ganharam impulso a partir da metade de 2008.

O crescimento na comercialização de notebooks é apontado pelo executivo como um dos motivos que colaboraram para o avanço da internet sem fio pela rede celular. A aposta de Freitas é que a banda larga móvel supere o número de assinantes ADSL em um período de cinco anos a dez anos.

A terceira geração de telefonia celular, que estreou no País em 2007, mas passou a ser oferecida por todas as operadoras somente no ano passado, tem menos de 1,5% de participação de mercado, segundo dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) de dezembro de 2008, com aproximadamente 2,1 milhões de usuários com essa tecnologia.

A banda larga sem fio se apresenta como oportunidade para que as operadoras móveis conquistem novos clientes de serviços de dados - cujo ARPU (receita média por usuário) costuma ser mais elevado -, e concorram diretamente com o ADSL e com o cabo. Em muitas regiões, a internet 3G chega é a única ou a segunda oferta de internet rápida. "Este é o ano da internet banda larga móvel", prevê Freitas.

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