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Pequenas e médias empresas usam cursos pela web para se atualizar

Existem até treinamentos gratuitos que usam a infra-estrutura de internet para promover a atualização tecnologia das PMEs.

Fernanda Ângelo, especial para PC World

14/04/2008 às 11h06

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Foto:

internet_260A impossibilidade de se ausentar da companhia ou a falta de recursos financeiros já não servem mais como justificativas para a desatualização de profissionais nas micro e pequenas empresas.

Seja no âmbito tecnológico, seja no que diz respeito a práticas de mercado ou gestão de negócios, fabricantes, escolas de tecnologia e associações, como o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), oferecem cursos e treinamentos via internet. Alguns deles, inclusive, gratuitos.

O Sebrae nacional opera hoje uma série de cursos a distância, que abordam desde os primeiros passos sobre a gestão de empresas a alguns aspectos de empreendedorismo.

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“São cursos que indicam ao gestor quais os pontos básicos a serem observados na ocasião em que decide criar o próprio negócio”, explica Emerson Morais Vieira, gerente da área de educação do Sebrae.

Gratuitos, esses cursos são ministrados por consultores que acompanham o aluno-empresário ao longo de todo o programa. Eles também permitem e incentivam a interação entre alunos, por meio de chats e fóruns de discussão.

“Os cursos são uma boa oportunidade para troca de experiências e informações estratégicas para o pequeno empresário”, afirma Vieira.

Quando o assunto é tecnologia, os pequenos empresários também contam com opções para manter sua equipe atualizada. A Microsoft oferece uma série de cursos, alguns deles gratuitos, via internet, como os de segurança.

“Os knowledge centers [centros de conhecimento] são uma alternativa para o profissional interessado em se manter atualizado, sem custos”, revela Rodrigo Modena Munhoz, gerente de estratégia de programa para parceiros da Microsoft.

Os treinamentos feitos pela internet têm o mesmo reconhecimento daqueles realizados presencialmente, garante o executivo.

“O curso é feito para obter a certificação”, diz. Mesmo que opte por não pagar pela certificação, o profissional ou a empresa detém o conhecimento e, seguramente, garantirá que melhores processos sejam adotados internamente.

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internet_150Por outro lado, há uma resistência nas pequenas empresas por conta da idéia de que o profissional treinado e certificado custa mais caro e, portanto, não pode ser mantido.

“Muitas vezes, a pequena empresa não consegue pagar um salário extraordinário ao profissional. E é fato que quando você o treina, ele vai atrás de um salário maior”, aponta Rogério Tuma, diretor da New Horizons Brasil.

Tal constatação leva a outra preocupação: o receio de investir e, em seguida, perder os profissionais para o mercado. Pensando nisso, a New Horizons oferece aos clientes um seguro-funcionário.

“Se ela capacitar o funcionário e perdê-lo em até seis meses, a empresa pode indicar outro profissional para se qualificar gratuitamente”, explica Tuma.

Ainda pensando em preservar o investimento do micro e pequeno empresário, a New Horizons criou aquilo que chama de seguro-aprovação. Por meio dele, o funcionário que faz o curso e assiste a todas as aulas tem a garantia de que será aprovado na certificação. Se ele for reprovado, pode repetir o treinamento, sem custos, e prestar os exames até ser aprovado.

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A New Horizons oferece desde treinamentos em Office e capacitação em redes, por exemplo, até a certificação em tecnologias de fabricantes como Microsoft, Oracle e SAP, entre outras.

“Ao especializar seus funcionários, a empresa consegue, entre outras coisas, reduzir custos com atendimento terceirizado”, destaca Tuma. Essa economia pode, então, ser repassada ao próprio funcionário, em forma de aumento salarial, bem como para a estrutura da empresa, conforme sugere o diretor.

Tuma acrescenta que a empresa pode ganhar em produtividade sem necessariamente fazer altos investimentos.

“As pessoas não têm a menor idéia do que podem fazer com o Office, por exemplo. Se a empresa consegue especializar um profissional nesse pacote de aplicativos, até BI [Business Intelligence] ela consegue implementar com base no Office”, observa.

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internet_150A SonicWall também capacita usuários e administradores de rede em suas soluções. Cerca de dois anos atrás, a fabricante de produtos de segurança de dados, no Brasil desde 2001, incluiu em seu site um link (veja tabela) para esses treinamentos.

“A vantagem é que o profissional pode fazer o curso no seu tempo, conforme a sua agenda”, destaca Daniel Kanaoka, diretor de canais da SonicWall Brasil. “Então ele está habilitado a fazer a certificação”, diz, acrescentando que qualquer pessoa técnica com algum embasamento em rede pode tentar a certificação.

Segundo ele, a empresa tem certificado cerca de dez profissionais por mês. Desses, nove são de pequenas e médias empresas. “Ainda é um número baixo, mas a ação de divulgação desse treinamento já está nos planos de marketing”, revela o executivo.

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internet_150E-learning feito dentro de casa
Assim como toda tecnologia emergente, a de ensino a distância também recebeu ajustes para se tornar um produto acessível a qualquer tipo de empresa. “Não importa o seu tamanho, todas as companhias estão inseridas em um mercado que valoriza a informação, atualização e manutenção de profissionais. Manter isso é vital para uma empresa, seja ela de qual porte for”, assegura Alex Augusto, CEO da Ciatech, especializada em soluções de e-learning.

Essas empresas agora têm alternativas para estabelecer e administrar uma plataforma customizada de ensino a distância, na qual podem treinar não apenas seus funcionários, mas parceiros de negócios e clientes.

A Ciatech, por exemplo, oferece uma solução pela qual o pequeno empresário não precisa sequer saber o que é LMS (Learning Management System, plataforma para gestão de treinamentos online).

Aqui essa plataforma é compartilhada, a pequena empresa paga pelo acesso e conta com uma série de programas pré-configurados de treinamento para áreas específicas, como administrativa, vendas e atendimento.

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A solução oferecida pela empresa atualmente, que inclui LMS compartilhado, hospedagem, licenças de uso para até cem pessoas e pacote de formação, com até cinco cursos de conteúdo pré-formatado (chamados cursos de catálogo) custa a partir de 1,5 mil reais. O valor varia conforme o curso escolhido e o número de usuários.

Segundo Augusto, nesse pacote é possível customizar, sem custo extra, até 20% do conteúdo do curso, de forma que ele atenda melhor às necessidades da empresa e ganhe a sua “cara”.

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Inclusão digital movida a cursos virtuais
A capacitação de profissionais via web foi a melhor alternativa encontrada pelo provedor de internet Recôncavo Tecnologia, de Saubara, no interior da Bahia, para colocar em prática um projeto de responsabilidade social e inclusão digital na região.

Em parceria com a prefeitura da cidade, a companhia treinará cinco profissionais nos cursos de Windows, Office e internet oferecidos a distância pela empresa New Horizons.

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Rodrigues: treinamento a distância sobre
Windows, Office e internet

Rogério Rodrigues, diretor de tecnologia do Recôncavo, revela que a empresa investiu cerca de 10 mil reais no treinamento de seus instrutores, que teve início na segunda quinzena de fevereiro. Uma vez formados, esses instrutores treinarão entre 50 e 60 pessoas nas cidades da região.

“Optamos pelos cursos via internet porque Salvador não dispõe de cursos dessa qualidade, e custaria muito mais enviar os profissionais para São Paulo”, justifica Rodrigues. “Em uma segunda fase, treinaremos nossos instrutores em cursos de hardware, redes e web design”, antecipa.

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internet_150Mais conhecimento em menos tempo
Especializada no mercado de segurança da informação, a Alerta Security decidiu – há cerca de quatro anos – que os treinamentos de seus profissionais seriam feitos 100% via internet.

“Um curso presencial precisa ter um grande apelo para tirar algum de nossos analistas da empresa”, afirma Antonio Lino Diniz, responsável pelas áreas comercial e de marketing da Alerta Security.

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Segundo ele, os treinamentos online são muito mais produtivos e consomem bem menos tempo de seus profissionais. “Eu ouso dizer que uma aula de curso online equivale a um dia inteiro de treinamento presencial”, compara Diniz. “O nosso principal executivo é da área de tecnologia, e a sua ausência acaba gerando um problema”, exemplifica. Ele destaca os custos reduzidos com esse tipo de treinamento como outro fator que conduziu à adoção dos cursos a distância.

A empresa treina seus funcionários via web em tecnologias e produtos de fabricantes como Adventnet, SonicWall e IronPort. “O aprendizado é tão eficaz quanto seria o presencial”, garante Diniz. Ele acrescenta, porém, que o treinamento a distância só é válido se o profissional depois reproduzir um cenário para o treinamento prático na solução.

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