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Perguntas que se deve responder antes de usar computação em nuvem

A empresa que decide utilizar esse tipo de estratégia precisa ficar atenta a algumas questões importantes. Entenda os motivos.

Rodrigo Afonso, da Computerworld

11/08/2009 às 12h35

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2_suites_seguranca_150A computação em nuvem (termo que deriva da expressão cloud computing) consiste em um modelo de entrega de tecnologia no qual a infraestrutura não fica no cliente, mas em servidores remotos que oferecem grande capacidade de processamento e de armazenamento de dados, recursos esses que podem ser compartilhados (no caso de clientes de menor porte) ou de ser de uso exclusivo, caso as necessidades do contratante assim exijam.

Em teoria, esta ‘nuvem’ de equipamentos elimina a necessidade de as empresas terem de se preocupar com a aquisição e manutenção de hardware específico para cada aplicação, ou grupo de aplicações. Os recursos são adquiridos (contratados como serviço) conforme a necessidade surja e o pagamento se dá por utilização desses recursos.

Esse modelo de negócios ainda engatinha. Em entrevista à Computerworld, o vice-presidente de pesquisa da consultoria Gartner, Daryl Plummer, afirmou que 2009 será o ano das corporações experimentarem o conceito e as soluções de cloud computing. O especialista diz que, ao longo dos próximos meses, as empresas vão focar em três pontos ligados à nuvem: entender como armazenar arquivos estáticos; testar serviços de cloud computing (como o oferecido pela Amazon, por exemplo) e tentar levar algumas aplicações para a nuvem sem ter que alterá-las.

Os gestores de TI que resolverem experimentar essa modalidade de serviço, ainda que em pequena escala, devem avaliar a credibilidade dos fornecedores e discriminar em contrato o serviço, as condições, a qualidade e disponibilidade do serviço contratado.

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Listamos abaixo quatro perguntas que precisam que costumam surgir quando se fala na computação em nuvem. Confira as respostas.

Como a adoção da cloud computing afeta as obrigações das empresas com relação à preservação de dados?
As companhias devem seguir políticas específicas para a preservação de seus dados sensíveis. Isso porque, principalmente em setores que lidam com informações sigilosas de clientes, é necessário armazenar dados que podem ser utilizados futuramente, no caso de uma investigação judicial. Assim, antes de selar acordos de cloud computing com um fornecedor, é preciso verificar se tais prestadores de serviço são capazes de armazenar arquivos confidenciais. Todas as especificações relativas a políticas de proteção, armazenamento e resgate de dados devem ser expressas formalmente nos contratos firmados entre as partes.

Dados armazenados “em nuvem” são mais vulneráveis?
Quando uma companhia utiliza serviços de cloud computing está criando mais uma fonte de acesso a seus dados. Mas isso não significa necessariamente que a segurança das informações será prejudicada. Para garantir a integridade de tais ativos, a empresa contratante deve ter todas as exigências de proteção discriminadas em contrato.

É possível preservar a confidencialidade de alguns dados deixando de expô-los sequer ao prestador de serviço?
Sim. Os direitos de acesso dos fornecedores às informações dos clientes podem ser limitados por meio de cláusulas contratuais. No entanto, é preciso que o provedor tenha um nível mínimo de liberdade para atuar de maneira eficiente e, por isso, os dados extremamente sigilosos não devem ficar na nuvem e, sim, na infraestrutura interna da companhia.

Quais passos devem ser seguidos depois da escolha de um fornecedor confiável?
Adotar o modelo de cloud computing pode representar uma boa oportunidade de estruturar um programa de retenção de dados. Ou seja, depois de escolher um provedor de serviços, a companhia que não tiver políticas para armazenamento, consulta e resgate de informações deve estabelecê-las para mapear todos os seus ativos. Nesta etapa é importante criar um inventário que indique onde e como cada informação corporativa é armazenada e manipulada.

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