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Pesquisa bizarra “mostra” que usuários de iPhone fazem mais sexo

Site de encontros cruza as informações do comportamento sexual de seus usuários com os smartphones que utilizam

Robinson Santos, IDG Now!

11/08/2010 às 10h36

Foto:

O que acontece quando um site de encontros resolve usar de estatística para descobrir o que faz uma pessoa sair bem na foto? Conclusões bem curiosas e, por que não, até polêmicas – dependendo de qual for a marca de seu smartphone (se tiver um).

Foi isso que fez o site americano de encontros OkCupid ao garimpar sua extensa base de dados. A ideia original era simples: mostrar, com base numa enquete com 11,4 milhões de opiniões, o que tornaria uma foto boa – e a pessoa que sai nela, atraente.

Eis a experiência, tal como descrita no blog do site: os usuários foram convidados a escolher, entre duas fotos, qual era a que deixava a garota ou o rapaz mais atraente. Com base nas informações EXIF registradas nas imagens, o site levantou quais as câmeras que mais ajudam a pessoa a sair bem na foto.

O resultado? As câmeras reflex digitais, como se esperava, se destacaram, aumentando a atratividade de quem está na foto, como se apreende do gráfico produzido pelo OkCupid. De forma geral, os piores resultados foram obtidos com câmeras de celulares, com três exceções: Sidekick, Apple iPhone e Sony Ericsson. Moral da história, como sugerida pelo OkCupid: se quiser parecer realmente atraente, tire uma boa foto com uma boa câmera. Óbvio, não?

Mas há um cruzamento mais louco ainda – e, ao contrário do anterior, de desfecho inesperado. O OkCupid resolveu cruzar as informações do comportamento sexual de seus usuários com os tipos de câmera que utilizavam. Depois, separou apenas os registros relativos a fotos tiradas com smartphones. Veio daí a descoberta de que quem tem um iPhone tem, em média, mais parceiros sexuais que os donos ou donas de BlackBerry ou Android.

O mais dramático é que, tomados apenas os dados para o sexo feminino, as mulheres com iPhone têm o dobro de parceiros sexuais que as que usam Android. Entre os homens, a diferença existe (e a favor do iPhone), mas é menor. É pena que o OkCupid não tenha divulgado o desvio padrão – com ele, seria possível imaginar se haveria alguém, digamos, muito acima (ou abaixo) dos valores médios para cada aparelho. Afinal, para mudar a posição da média num gráfico, basta um pontinho rebelde.

O que isso prova? Que números torturados confessam qualquer coisa? Pode ser. Mais curioso, no entanto, é a possibilidade de tais cruzamentos de dados, tendo como base perfis de um site de encontros e as informações técnicas embutidas em qualquer foto digital. Já pensou se o Orkut ou o Facebook resolve fazer o mesmo?

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