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Pesquisador da USP que trabalha no PC de US$ 12 fala sobre o projeto

Projeto usa plataforma de 8 bits, como NES, da Nintendo, para levar games e programas educativos a famílias em regiões rurais do 3º mundo.

Guilherme Felitti, editor-assistente do IDG Now!

18/08/2008 às 18h43

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Um grupo de pesquisadores de MIT parece não ter se intimidado pelo fracasso parcial de Nicholas Negroponte em sua odisséia para entregar laptops de 100 dólares para crianças de países em desenvolvimento.

A Educational Home Computer Initiative prevê transformar sistemas de 8 bits conectados a TVs em terminais que suportam games e aplicativos educacionais.

O projeto, intitulado $12 TV Computer Project, se beneficia de hardwares vendidos na China e Índia que oferecem teclado, joysticks, pistola e centenas de programas baseados em cartuchos, tal qual sistema de games que usam a mesma tecnologia, como o Nes, da Nintendo.

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"O PC de 10 dólares possui o objetivo central de levar conhecimento a comunidades mais afastadas que não possuem acesso a informação básica", explica Miguel Chaves, engenheiro da USP envolvido com o projeto junto a pesquisadores dos EUA, Peru, Canadá e Gana.

"Alguns dos conceitos básicos abordados são: finanças familiar, matemática, línguas, história, geografia, dentre outros temas", detalha, afirmando ainda que o projeto prevê a criação de um SDK e análises locais de comunidades para incentivar a produção gratuita de programas em cartuchos.
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A página do projeto explica sua pretensão em explorar a alta penetração de TVs em países em desenvolvimento e admite que a plataforma de 8 bits está muito longe mesmo dos PCs atuais com pior performance.

"No entanto, tenha em mente que milhões de consumidores do primeiro mundo compraram e amaram o Nintento NES há apenas uma década e meia".

O projeto chegará primeiro a povoados em Gana, adianta Miguel, que afirma que existem planos de levar a plataforma para Brasil e Índia em 2009.

"Meios de implantação estão sendo estudados para manter o baixíssimo custo . Os principais caminhos analisados até o momento é a importação direta de China e Índia e focar o desenvolvimento de programas localmente no Brasil ou inicializar a fabricação do próprio dispositivo no Brasil", afirma.

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