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Pesquisadores do MIT aumentam eficiência da eletricidade sem fio

Nova experiência revelou que, com múltiplas bobinas receptoras, aproveitamento da energia é maior; miniaturização poderá levá-las a gadgets.

Network World/EUA

16/04/2010 às 16h42

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Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) que estudam transmissão de eletricidade sem fio descobriram que o sistema se torna mais eficiente à medida que mais aparelhos são alimentados.

O trabalho se apoia na descoberta original, anunciada em 2007, de que a ressonância magnética entre bobinas poderia transmitir eletricidade sem fio. Além de aumentar a eficiência do sistema, a experiência usou bobinas receptoras menores, tornando mais prática sua aplicação em casas, escritórios e, no futuro, aparelhos portáteis.

O campo eletromagnético entre as bobinas não sofre interferência de objetos ou pessoas, que por sua vez estão livres de serem atingidas pela transferência de energia.

No trabalho original, que se baseia nas descobertas feitas pelo gênio da eletricidade Nicolai Tesla há mais de um século, os pesquisasdores ligaram uma fonte de corrente alternada a uma bobina condutiva ressonante elevada em 66 cm, criando um campo magnético com outra bobina colocada a 2,3 metros de distância.

Copo quebrado
A ressonância é a frequência natural na qual energia pode ser acrescentada a um sistema oscilatório (como visto quando um cantor de ópera quebra um copo com sua voz - no caso, a energia é convertida em vibrações mecânicas).

A segunda bobina capturou a energia da primeira, convertendo-a em energia que acendeu uma lâmpada de 60 watts.

Neste novo trabalho, três dos pesquisadores - Andre Jurs, Robert Moffatt e o professor Marin Soljacic - configuraram uma bobina emissora maior, e duas bobinas receptoras que tinham metade do tamanho da original: 30 centímetros.

Ao ligar um aparelho a uma bobina receptora, a eficiência de transferência de energia foi de menos de 20%. Mas com dois aparelhos e duas bobinas receptoras, a eficiência saltou para 30%.

Tudo indica que isso se deve ao fato de que, além de as duas bobinas receberem energia da bobina maior, elas ressoavam entre si. Como resultado, a eficiência na transferência de energia aumentou.

Sala sem fio
A nova experiência transmitiu energia da ordem de 100 watts. O único fator limitante foi o amplificador da bobina emissora, que poderia ser facilmente aumentada para diversas centenas de watts ou 1 kilowatt, de acordo com Kurs.

Isso seria suficiente para uma sala de tamanho médio, onde a bobina poderia transmitir energia para diversos aparelhos de uma vez: lâmpadas, TVs e computadores.

Segundo os pesquisadores, as bobinas receptoras poderão encolher a ponto de, no futuro, tornarem-se úteis até para aparelhos móveis.

A equipe já formou uma empresa, chamada WiTricity, para continuar o desenvolvimento da tecnologia e trazê-la ao mercado. De acordo com o MIT, algumas grandes empresas, incluindo Intel e Sony, já tem usado a pesquisa para lançar seus próprios projetos de energia sem fio.

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