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Pesquisadores mostram que carros estão vulneráveis a hackers

Especialistas conseguem “hackear” veículos com um notebook; ataque corta sistema de freios com o automóvel em movimento.

IDG News Service/EUA

14/05/2010 às 7h58

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Pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, divulgaram um estudo preocupante sobre a segurança da nova geração de automóveis, equipada com computadores de bordo. Segundo eles, os sistemas dos veículos podem ser “hackeados”, com resultados assustadores.

Em um documento, que será divulgado na semana que vem em uma conferência sobre segurança nos Estados Unidos, os pesquisadores afirmam que simplesmente conectando um notebook à porta padrão de diagnóstico de um carro moderno é possível fazer coisas terríveis, como desligar o sistema de freios, parar o motor, danificar o sistema de som ou de áudio ou mesmo trancar os passageiros dentro do veículo. Isso pode ser uma arma poderosa para atentados, por exemplo.

E isso não é teoria. Os pesquisadores já demonstraram esse tipo de ação no final do ano passado. Foi possível nos testes desligar o motor em movimento e  impedir que o piloto freasse o carro. Para esse experimento, eles deixaram um notebook conectado à porta de conexão vulnerável dentro do carro e usaram um segundo  laptop (com o uso de wireless) para controlar o carro remotamente.

O objetivo da pesquisa não é assustar os motoristas, que já convivem com recalls frequentes. Mas sim alertar os fabricantes que há vulnerabilidades que precisam ser corrigidas. Ou seja, a segurança dos carros precisa ser melhorada, agora que eles incorporam computadores cada vez mais sofisticados. “É um problema para a  indústria automotiva”, destaca o professor da Universidade da Califórnia, Stefa Savage, um dos responsáveis pelo estudo.

Segundo o especialista, no momento é preciso ter conhecimentos avançados de programação, além de contato físico com o veículo da vítima para ganhar o controle dos sistemas de computação de um carro. Mas não deixa de ser um sério risco, principalmente porque a indústria pretende oferecer sistemas cada vez mais integrados com redes wireless e mesmo com a Internet.

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