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Pessoas mentem mais em e-mail do que por outros meios de comunicação

Análise feita entre estudantes nos EUA mostra que, no ambiente corporativo, mentiras são mais toleradas se ditas por e-mail.

Redação do IDG Now!*

29/09/2008 às 9h16

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Um estudo conduzido nos Estados Unidos envolvendo estudantes universitários concluiu que o e-mail é a forma de comunicação onde a mentira é mais tolerada.

Na primeira parte da pesquisa, Liuba Belkin e Charles Naquin, professores das universidades de Lehigh e DePaul, deram 89 dólares para cada um dos 48 estudantes de MBA, para que fosse distribuído.

Os estudantes teriam que dividir a quantia como quisessem e deveriam comunicar a um interlocutor desconhecido por e-mail ou por papel e caneta o valor que cada um iria receber. 

Os estudantes que escreveram mensagens em papel mentiram sobre o montante em 64% dos casos, contra 92% daqueles que preferiram usar o correio eletrônico.

O grupo que usou e-mail distribuiu em média US$ 29 de um total médio que ficou em US$ 56. Os estudantes que usaram papel e caneta foram mais amigáveis: distribuíram em média US$ 34 de um total que disseram ser de US$ 67.

“É bom destacar que os dois meios, e-mail e papel e caneta, são baseados apenas em texto. Nenhum deles tem uma ‘banda de comunicação’ maior do que o outro”, afirmou Naquin.

Na segunda parte do teste, as mentiras de 69 estudantes por e-mail foram avaliadas conforme o laço  de parentesco ou amizade com o interlocutor. Segundo o estudo, quanto mais familiares os usuários de e-mail eram com os que recebiam as mensagens, menores as suas mentiras. Ainda assim, os estudantes continuaram faltando com a verdade.

“Sabemos que se trata de uma forma de comunicação socialmente aceitável, mas quando esse uso passa para o ambiente de trabalho estamos falando de uma história completamente diferente”, disse Liuba.

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