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Pianista perde US$ 20 milhões em golpe após mandar laptop pro conserto

Donos da assistência técnica levaram o músico Roger Davidson a pagar por proteção 24 horas contra uma "conspiração" por mais de seis anos.

Techworld.com

09/11/2010 às 14h48

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Um casal de Nova York (EUA) foi acusado de aplicar um golpe de
20 milhões de dólares em um músico milionário que, inocentemente, levou seu
laptop a uma assistência técnica para eliminação de um vírus.

Difícil de acreditar, a história começou em 2004, quando o
rico pianista Roger Davidson pediu a Vickram Bedi, de 36 anos, e sua namorada islandesa Helga Invarsdottir,
de 39 – donos da loja de computadores Mount Kisco – para apagar um vírus de seu computador.

Sabendo da boa situação financeira de Davidson, a dupla teria conspirado para criar um elaborado golpe de engenharia social que levou o pianista a
perder uma quantia que pode variar de 6 milhões de dólares – valor até agora
confirmado pela polícia – a 20 milhões.

Como exatamente o casal executou o golpe remete aos mais
improváveis roteiros de cinema.

De acordo com a polícia, a dupla foi capaz de convencer
Davidson que o vírus era, na verdade, sintoma de uma trama muito maior na qual ele
estava sendo ameaçado por agências de inteligência do governo, criminosos estrangeiros e
até padres associados à organização católica Opus Dei.

A vitíma ficou tão convencida que concordou em pagar ao
casal 160 mil dólares por mês para proteção 24 horas por dia contra as ameaças
fictícias. O pagamento continuou até há poucos meses.

Como os leitores podem se lembrar, a Opus Dei era a peça
central do romance de Dan Brown, "O Código Da Vinci", que se tornou um filme de
sucesso.

“Os suspeitos isolaram a vítima e tentaram basicamente
controlar cada dólar que ele tinha”, disse o chefe de polícia Anthony
Marraccini. “Eles fizeram isso de forma sistemática e se infiltraram em cada
aspecto de sua vida. Foi praticamente uma lavagem cerebral.”

A procuradora distrital do condado de Westchester, Janet
DiFiore, concorda.

“Esses dois acusados aprofundaram e exploraram os medos
desta vítima de forma calculista e sem piedade. O método sistemático com o qual
eles continuaram a extorquir a vítima por mais de seis anos é um ato de pessoas
sem alma”, disse ela.

Se condenado, o casal pode passar de oito a 25 anos na
cadeia.

Fraudes desse tipo não são tão raras como se poderia pensar.
Dois anos atrás, um reverendo do Estado do Oregon, também nos EUA, foi alertado para parar de transferir
dinheiro para estelionatários do golpe Nigéria-419 depois de já ter repassado aos criminosos 400 mil dólares.

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