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Pirataria explícita: empresa vende MacBook Air de US$ 280 e iPhone gigante

E a fabricante chinesa Teso não para por aqui: também terá uma cópia do iPad, mas com sistema operacional Android

IDG News Service

19/03/2010 às 8h29

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Shenzen, na China, é famosa por sua capacidade de produzir produtos copiados/pirateados. E uma de suas representantes, a fabricante de eletrônicos Teso, leva esse espírito de “clonagem” muito a sério. Tanto que se especializou em copiar a Apple. E sem a menor cerimônia. Realizou até um evento para exibir suas “criações”.

A empresa já oferece uma versão pirata do MacBook Air (com direito a logo da maçã na tampa e mesmo nome para o modelo, apesar de ser branco),  mas que roda o sistema operacional Windows XP.

A empresa também está desenvolvendo uma espécie de “iPhone de Itu”, um dispositivo idêntico (fisicamente falando, claro) ao celular da Apple, mas que é beeeem maior (tem tela de 10 polegadas). Na verdade, ele não é um celular, mas sim um tablet, com chip Atom, da Intel.

E, logicamente, uma cópia do iPad já está a caminho. Porém, a versão chinesa não utilizará o iPhone OS, mas sistema operacional Android, do Google. “Se você vai copiar algo, então copie os modelos mais caros e os mais populares”, ensina o porta-voz da empresa, que se identifica como Wu.

A cada mês, a Teso vende mais de 5 mil unidades de seu MacBook Air pirata, cotado a 280 dólares a unidade (um autêntico custa 1.500 dólares nos EUA) afirma Wu, que lamenta não poder oferecer seus aparelhos no mercado norte-americano.

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MacBook pirata: com Windows XP e chip Atom

No evento, a empresa mostrou um mock-up (equipamento que não funciona, apenas para exibição) de seu “iPhone gigante”, mas afirma que o produto estará disponível até o final de abril por 440 dólares (caro, para um tablet chinês).

Seu outro tablet, que vai pegar carona no iPad, pretende reproduzir o visual do equipamento da Apple. Ele chega às lojas até julho e custará 175 dólares, cheio de softwares “grátis”, claro.

Os equipamentos falsificados são vendidos por toda a China, em mercados caóticos de eletrônicos, ao lado de versões legítimas (mas contrabandeadas) de iPhones e aparelhos de outros fabricantes, como a HTC. Para completar, também há os clones, equipamentos quase iguais no visual, mas que mudam um ou outro detalhe. Por dentro, a configuração é bem diferente, claro.

Muitos desses equipamentos são vendidos também no Brasil, em ruas e galerias como as da Santa Ifigênia, em São Paulo. Confira o teste feito por Macworld Brasil com um aparelho pirata  vendido no País, o iPhone Mini.

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O "iPhone gigante": tablet com tela de 10 polegadas

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