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Plano de US$ 4,4 trilhões do Google foca em energias alternativas

Cansado de sua missão de 'organizar as informações do mundo', o Google se designou um novo objetivo: salvar o planeta.

IDG News Service/EUA

02/10/2008 às 10h00

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O Google revelou na quarta-feira (01/10) seu plano avaliado em 4,4 trilhões de dólares para reduzir a dependência dos Estados Unidos de combustíveis fósseis e adotar energias alternativas. A proposta traria uma economia líquida de 1 trilhão de dólares até 2030 e reduziria a emissão de dióxido de carbono em 48%, de acordo com a empresa.

O plano envolve  desestimular o uso de carvão para produzir eletricidade nos EUA e transformar o vento, o sol e o calor em energia. O plano cortaria o uso de petróleo em carros em 40% e usaria eletricidade para transporte pessoal. Segundo o gigante das buscas, o objetivo em anunciar o plano, chamado Clean Energy 2030, foi estimular um debate.

"Com uma nova administração e Congresso - e várias obrigações relacionadas a energia - esta é uma oportunidade, talvez sem precedentes, de passar para o plano da ação", declarou o Google.

Esta é a mais recente e talvez a mais ambiciosa tentativa do Google de mudar políticas públicas. A empresa já influenciou questões como trabalhadores imigrantes e leis de propriedade intelectual. Energia é a maior até então, e o Google contratou especialistas para ajudar na tarefa, incluindo o principal autor da proposta, Jeffery Greenblatt, um antigo cientista da Environmental Defense Fund.

O CEO Eric Schmidt apresentou a proposta na noite de quarta-feira em São Francisco. O Google também descreveu o plano em um blog e, de forma bem mais aprofundada, em seu site colaborativo Knol.

A proposta trata primeiramente de duas áreas: produção de eletricidade e veículos pessoais. Entre as noções básicas estão reduzir o uso de energia hoje, substituir o carvão e o petróleo por energias alternativas como solar, eólica e geotérmica, incentivar a adoção de carros elétricos ou híbridos, apresentar as vantagens econômicas trazidas pela energia limpa e gerar milhões de empregos na construção, operação e serviços da indústria de energias alternativas.

O Google não é o primeiro a elaborar um plano desse tipo. O ex-vice presidente norte-americano Al Gore já apresentou uma proposta ainda mais ambiciosa. Resta agora ver se os esforços do Google conseguirão fazer os EUA se mexerem.

Na semana passada, o Google anunciou um programa de incentivo a idéias que ajudem a "melhorar o mundo". As cinco proposta vencedoras dividirão o incentivo de 10 milhões de dólares.

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