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Plasma vs. LCD: Qual é a melhor entre as TVs de alta definição?

TVs de Plasma ainda reproduzem melhor a cor preta? As de LCD ainda tem problemas com cenas em movimento? Veja como anda a tecnologia nos dois lados desta guerra

Patrick Miller, PC World EUA

21/12/2010 às 14h26

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A constante batalha entre TVs de Plasma ou LCD (ou melhor, entre seus proprietários) pode destruir amizades e afastar seus entes queridos com a mesma intensidade de guerras clássicas como Apple versus Microsoft ou Nintendo versus Sega.

E como muitas das boas brigas no mundo da tecnologia, os embates que acontecem nos comentários de reviews e fóruns de entusiastas de home theater são caracterizados por fãs ardorosos trocando “fatos” (no caso, sobre coisas como nível de preto e tempo de resposta). E muitos destes “fatos” não são revistos desde 2002.

Não compre uma TV nova com base em informações velhas. Veja como as TVs de Plasma e LCD se saem hoje em dia.

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Preto, brilho e LEDs

Tradicionalmente, as TVs de Plasma sempre foram capazes de produzir níveis de contraste mais elevados, o que significa pretos mais pretos e brancos mais brancos que os modelos com tecnologia LCD. Isto é particularmente importante para os cinéfilos, já que você não vai encontrar muitas cenas escuras em uma partida de futebol.

Mas não importa o que você assiste. Em teoria, já que o olho humano tem mais receptores sensíveis à luz (bastonetes) do que a cor (cones), somos naturalmente atraídos a telas com um nível de contraste mais alto, não importa o que esteja passando.

O motivo para as TVs de Plasma terem contraste melhor tem a ver com a forma como a tela funciona. Cada ponto (pixel) que compõe a imagem em uma tela de Plasma emite sua própria luz, e quando desligado é simplesmente preto. Em contraste, uma tela LCD é inteiramente iluminada por uma lâmpada fluorescente (CCFL) atrás do painel, e mesmo um pixel desligado deixa vazar parte desta luz.

Mas aí surgiram as TVs LCD com iluminação LED, que fizeram muito barulho no mercado de HDTV nos últimos dois anos. As TVs com iluminação LED tem muitas vantagens sobre os modelos CCFL, entre elas o fato de serem mais finas, consumirem menos energia e gerarem menos calor.

Para os cinéfilos, o recurso mais importante é o “local dimming”, que permite que a TV ligue e desligue alguns dos LEDs seletivamente. Quando uma TV LCD com LED mostra uma cena escura, ela pode desligar a iluminação de partes da tela enquanto deixa outras áreas ligadas, resultando em tons de preto mais profundos e um melhor contraste.

Claro que a aparência da imagem em uma TV depende muito da sala onde você irá assistí-la. As TVs de Plasma tradicionalmente se saem melhor em salas completamente escuras, já que a natureza a tecnologia de telas de plasma exige o uso de um painel de vidro, que reflete mais luz que o painel fosco de uma TV LCD. Isto tornou as TVs de Plasma perfeitas para os cinéfilos, mas tem tanto para qualquer um que assiste TV em uma sala durante o dia ou em um ambiente de uso comum onde as luzes tem de ficar acesas.

Mas hoje em dia há fabricantes de TVs LCD com iluminação LED que usam painéis de vidro com uma cobertura brilhante que as torna tão difíceis de ver em uma sala iluminada quando uma tela de Plasma, e neste meio tempo os fabricantes de TVs de Plasma vem trabalhando para aprimorar a tecnologia anti-reflexo em seus painéis. Como resultado, não podemos expressar uma opinião generalizada sobre esta questão para nenhuma das duas tecnologias.

O veredito: os fãs do Plasma ainda vão insistir que a sua tecnologia é superior, enquanto os fãs do LCD irão declarar o LED como seu salvador. Mas quando o assunto são níveis de preto, condições de visualiação e contraste, não encontramos mais uma diferença significativa entre as duas tecnologias como um todo, apenas diferenças entre modelos individuais.

“Manchas” nas TVs de Plasma

As primeiras TVs de Plasma sofriam de um problema chamado de “burn-in”. Imagens estáticas exibidas por muito tempo (como o placar de um videogame ou o símbolo de uma emissora no canto da tela) continuavam visíveis como “sombras” ou “manchas” na tela mesmo depois da imagem mudar ou com a TV desligada. Isso acontecia porque o fósforo que recobre aquela parte da tela se superaquecia e perdia luminosidade, produzindo uma sobra.

Tecnicamente, as TVs de Plasma modernas ainda podem ser afetadas pelo burn-in. Mas elas usam menos energia que os primeiros modelos a chegar ao mercado, o que significa que é mais difícil sobrecarregar o fósforo e causar o problema, especialmente se você está usando a TV no “modo doméstico” em vez do “modo loja”.

Mesmo modelos em exibição nas lojas, que geralmente mostram as mesmas imagens por horas a fio no “modo loja”, raramente sofrem com o burn-in, o que atesta a raridade do problema. Você também não deve ter problemas, mas se quiser ter certeza desligue a TV quando não a estiver usando, já que a garantia do fabricante geralmente não cobre burn-in.

O veredito: Burn-in não é um problema tão grande quanto antes, mas em teoria ainda pode acontecer. Desligue sua TV de Plasma quando não estiver assistindo (pelo menos você ecnomiza energia), ou compre uma TV LCD se você quiser ter certeza absoluta de que não será “queimado”.

Continue lendo e saiba mais sobre 3D, imagens em movimento e consumo de energia »

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Movimento e taxa de atualização

“As TVs de Plasma lidam com movimento melhor do que os modelos de LCD”. Você já deve ter ouvido isso antes, provavelmente antes de comprar sua última TV. Mas o que significa “lidar com movimento”?

As primeiras TVs de LCD sofriam de um problema chamado “motion blur”, em que parecia que a TV não conseguia acompanhar cenas rápidas, resultando em um movimento “engasgado”. Há vários fatores que contribuem para o problema, mas os dois principais em TVs de LCD são o tempo necessário para mudar a cor de um pixel (“tempo de resposta”) e o número de vezes por segundo em que a TV atualiza a imagem (“taxa de atualização”). Se o tempo de resposta não é rápido o suficiente, a TV não consegue mudar as cores com a velocidade necessária para acompanhar a ação.

Já a taxa de atualização é algo mais complicado, e há artigos inteiros sobre o assunto. Mas basta dizer que graças a técnicas como uma taxa de atualização mais alta as TVs LCD atuais não sofrem mais com o motion blur, embora haja toda uma nova categoria de defeitinhos de imagem que surgiram em decorrência dos truques usados pelos fabricantes para eliminá-lo.

Um resultado das taxas de atualização mais altas é que tudo fica mais “suave”. Se você ver uma cena onde a câmera se move de um lado a outro em uma TV LCD de 240 Hz e uma TV de Plasma lado a lado, o movimento da imagem na TV de LCD parecerá muito mais “suave”.

Se isso é bom ou ruim é uma questão de preferência pessoal. Os cinéfilos provavelmente não irão gostar (alguns chamam isso de “efeito novela das oito”), já que não é fiel à imagem original. Mas por outro lado, os espectadores mais casuais podem preferir a TV LCD.

O veredito: Motion Blur não é problema hoje em dia, embora as várias técnicas usadas para eliminá-lo posam levar a alguns problemas estranhos nas imagens. Se você não gosta do movimento suave demais nas TVs LCD de 120 ou 240 Hz, fique com as de Plasma.

Plasma 3D contra LCD 3D

Não importa se é Plasma ou LCD, se você quer uma TV 3D por enquanto terá de usar óculos. Eles recebem um sinal da TV (em alguns casos, de um emissor externo) que coordena o bloqueio da lente esquerda ou direita, alternadamente, enquanto a TV exibe uma imagem para o olho oposto. Ou seja, se a lente esquerda está bloqueada, a TV exibe uma imagem para o olho direito, e vice-versa. Este arranjo faz com que seu cérebro perceba as duas imagens diferentes como uma só, fazendo com que ela pareça ter profundidade.

Como os óculos escurecem consideravelmente a imagem, e como a TV tem de alternar rapidamente entre duas perspectivas, você precisará de uma TV com uma tela brilhante e rápida. Caso contrário, a imagem será escura e você verá “fantasmas” causados pelo fato de que seus olhos não estão vendo imagens suficientemente diferentes para produzir um efeito 3D consistente.

Como você deve ter imaginado, as TVs de Plasma tem a vantagem aqui, o que explica porque alguns modelos de Plasma 3D podem custar até metade do preço de uma TV LCD equivalente. Para mostrar uma imagem 3D de alta-qualidade numa tela LCD, você precisa de recursos topo de linha como iluminação LED e uma taxa de atualização da tela de 240 Hz, enquanto uma TV Plasma básica dá conta do recado.

O veredito: Ambas as tecnologias podem produzir uma boa imagem em 3D, mas as TVs de Plasma tem mais facilidade. Se você quer uma TV 3D sem gastar muito, procure uma de Plasma.

Nada mudou: preço, ângulo de visão e consumo de energia

Algumas coisas não mudaram entre as TVs de Plasma e LCD: modelos de Plasma ainda exigem mais energia que a maioria os de LCD. Em testes recentes feitos pela PC World nos EUA, nossa equipe encontrou modelos de Plasma da LG e Panasonic que consumiam três vezes mais energia que a maioria dos LCDs equivalente, e até mais que alguns LCDs maiores.

Mas também há LCDs bastante fominhas. Se você quer reduzir a conta de luz, observe na hora da compra se a TV traz o Selo Procel, que informa o consumo de energia, e compare o consumo entre diferentes modelos.

As TVs de Plasma também são mais baratas que as de LCD, comparando telas do mesmo tamanho de fabricantes como LG, Panasonic e Samsung. E por fim, embora os ângulos de visão das TVs LCD sejam suficientes para a maioria das salas de estar, as TVs de Plasma ainda são as campeãs absolutas neste quesito.

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