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Plataforma Android do Google ganha vida em dispositivos móveis

Freescale, NEC, Qualcomm e Texas Instruments mostram o Android rodando em diferentes dispositivos no Mobile World Congress.

IDG News Service / Paris

12/02/2008 às 15h18

Foto:

selo_mobile_congress_entradaA plataforma para celulares do Google, o Android, está nascendo no Mobile World Congress, em Barcelona, com diversos fabricantes de chips rodando o software em protótipos de telefones conceituais.

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A Freescale, a Marvell, a NEC Eletronics, a Qualcomm e a Texas Instruments fizeram demonstrações de seus produtos usando o Android. A maioria delas pretende ver celulares com seus chips e usando o Android no mercado no segundo semestre desse ano.

Entre os protótipos de hardware apresentados estãoo desde grandes placas de desenvolvimento até dispositivos compactos pequenos o bastante para caberem literalmente no seu bolso. Todos usavam chips com núcleos de processadores feitos pela ARM, empresa de semicondutores britânica.

Um dos dispositivos com o Android que mais chamaram a atenção está no stand da Texas Instruments – embora representantes da empresa afirmem que ele é apenas um exemplo de como um produto final seria, já que a empresa só fabrica chips.

A Texas Instruments apresentou o Android rodando em dois dispositivos diferentes. Um deles era baseado no OMAP850, um dispositivo de um único chip que contém um processador de aplicativo para o Android e um processador de base de banda que controla a interface do rádio do telefone.

O outro possui processador de aplicativo multimídia capaz de decodificar sinais de televisão em alta definição, com resolução de 720 pixels. Este dispositivo exige um processador de base de banda separado e é desenhado para celulares multimídia.

“Desenvolver softwares para um novo aparelho celular normalmente leva de 14 a 18 meses”, disse Ramesh Iyer, gerente de produto de dispositivos móveis para internet da Texas Instruments. Segundo ele, o Android reduziu muito esse tempo.
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Segundo Iyer, o Goggle está movimentando o mercado também de outras maneiras. “Você não precisa procurar por soluções de terceiros; de repente eles desfragmentaram todo o ambiente do Linux e colocaram em um bloco único, o Android”, ele disse.

O Android está entrando em um mercado com muitas opções de softwares para celulares. Um exemplo do quão agitado está esse setor é o stand da NEC Eletronics, onde quatro protótipos com o processador Medity2 estão dispostos sobre a mesa. Um deles rodava o Symbian OS, outro o Windows Mobile, outro o Android com Wind River Linux e o último com o mesmo Wind River Linux, mas com uma camada de aplicativo diferente, baseada em um software da Trolltech and Esmertech.

Os representantes da NEC pareceram surpresos com o nível de interesse despertado pelo Android e afirmaram que esperavam mais atenção dedicada aos celulares completos baseados no Medity2, na mesa ao lado. Fabricados pela NTT DoCoMo, esses celulares contêm a versão do Linux promovida pela LiMo Foundation.

Os dois sistemas não são necessariamente concorrentes, entretanto. Com o foco do Android na camada de aplicativo e a ênfase do LiMo em middleware, os serviços de base precisam de aplicativos de conexão para o kernel do Linux, o que os torna complementares, afirmaram os representantes da NEC.

A Marvell levou o prêmio de demonstração mais misteriosa com o Android, impedindo que fossem tiradas fotografias e não revelando em qual dos processadores de comunicação o software estava rodando.

A empresa mostrou um handset funcionando com a interface do Android com o mínimo de aplicativos e uma outra instalação mais completa, rodando vídeo e navegador web em uma placa de desenvolvimento. “Não deve demorar muito para isso se transformar em um dispositivo que caiba no bolso”, disse um porta-voz da empresa. De fato, havia um produto pronto, mas não usava o software Android.

“As bases do Linux do Android devem encorajar uma tendência de desenvolvimento de novos aplicativos para handsets”, afirmou o diretor de marketing da Marvell, Vish Deshmane.

“Você verá vários novos softwares que rodam em dispositivos. Isso será uma explosão no mundo de 3G, porque mais aplicativos significam maior tráfego, portanto as operadoras ficarão felizes”, disse Deshmane. 
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No stand da Freescale, representantes demonstraram o Google Maps exibindo ruas do centro de Barcelona em uma placa de desenvolvimento fabricada com o processador i.MX31. Esse processador não servirá para celulares, e deve ser usado com terminais de Global Positioning System (GPS) ou com players de mídia como o Gigabit da Toshiba ou o Zune da Microsoft.

A demonstração do processador 7201 de base de banda e de aplicativo, da Qualcomm, fez sucesso, mas não explorou todo o potencial do chip. O globo que girava, do aplicativo Global Time, do Android, funcionou bem mesmo sem a ajuda de aceleração de hardware gráfico em 3D, cujo driver ainda não está pronto.

Os celulares com Android baseados nesse chip estarão disponíveis no mercado no segundo semestre desse ano, afirmou Rob Woodford, executivo da empresa. Mas contenha sua ansiedade, o display da Qualcomm perdeu parte do seu brilho por causa de um aviso de que a selo_mobile_congress_02 empresa seria proibida de lançar seus produtos nos Estados Unidos, devido a uma decisão judicial relativa a um caso de infração de patente obtido pela sua rival, Broadcom.

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