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Plataforma CRS-3 da Cisco trafega até 322 terabits por segundo

Plataforma oferece até 12 vezes mais capacidade de tráfego do que o sistema concorrente mais próximo, o CRS-1, da própria empresa.

Nando Rodrigues, da PC World

09/03/2010 às 13h31

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Em lançamento mundial realizado nesta terça-feira (9/3), a Cisco apresentou o CRS-3 Carrier Routing System, plataforma de roteamento criada para ser a base da próxima geração de internet, capaz de suportar até 12 vezes mais tráfego do que as atuais redes de dados das operadoras de telecomunicações.

Segundo o presidente e CEO da Cisco Systems, John Chambers, o CRS-3 triplica a capacidade de tráfego da plataforma anterior, o CRS-1, e pode chegar até 322 terabits por segundo. Tal capacidade é suficiente para baixar todo o catálogo impresso da biblioteca do Congresso americano em pouco mais de um segundo, permitir que cada habitante da China realize uma videochamada simultaneamente, ou ainda que todos os filmes já produzidos no mundo sejam transferidos entre dois pontos em menos de quatro minutos.

"Este não é o anúncio do CRS-3. O que estamos fazendo hoje é lançar as bases que vão assegurar o futuro da internet mundial", disse Chambers, ressaltando que cada vez mais o tráfego web será composto por conteúdo multimídia.

Segundo os números mais recentes do Cisco Virtual Networking Index, mantido pela Cisco e que faz projeções da evolução do uso de aplicações multimídia na Web, até 2014, 90% de todo o tráfego web gerado pelo usuário final será multimídia, substancialmente maior do que os 30% anotados hoje.

O presidente da Cisco no Brasil, Rodrigo Abreu, lembra que, quando o CRS-1 foi lançado, em 2004, as operadoras brasileiras diziam, que a capacidade que apenas um sistema era capaz de transportar (92 terabits por segundo) era mais que suficiente para a necessidade do Brasil.

"Há cinco anos não existia o YouTube, serviço de streaming de vídeo
que, sozinho, já gera mais tráfego que todo o volume web existente em
2000. Hoje, temos mais de uma centenas de CRS-1 instalados, 28 deles em
apenas uma operadora", diz Abreu, ressaltando que este perfil de tráfego muda a forma como as operadoras vão
planejar as redes core daqui para frente. 

Trial
A norte-americana AT&T é a primeira operadora a testar o CRS-3, em um backbone de 100 gigabits entre as cidades de New Orleans e Miami. Segundo o presidente da operadora, Keith Cambron, o mundo vive o início de uma nova era de aplicativos e serviços de entretenimento e comunicação que demandam novas tecnologias de redes capazes de suportá-la. "Em apenas um dia a rede da AT&T processou 19 petabytes de tráfego em 2009 e continuamos a constatar um crescimento exponencial nessa área".

A Cisco começa a entregar o CRS-3 ao mercado a partir do terceiro trimestre de 2010. Segundo o diretor da área de telecomunicações da empresa, Anderson André, algumas operadoras já manifestaram interesse na plataforma, mas ressalta: "Aumentar a banda pela banda não é o apelo. É preciso haver um modelo de bundle que combine, por exemplo, video on demand com outros serviços de dados como VoIP e chamadas de vídeo, telepresença em casa, entre outros. A tecnologia está pronta e existe demanda para isso", diz ele. 

Anderson lembra que as previsões mostram que até 2015, o volume de dados móvel deve crescer cerca de 6.500% em todo o mundo, fruto da entrada de 5 bilhões de novos dispositivos de acesso. E as operadoras precisam estar preparadas para isso. Segundo ele, há cerca de 5 mil CRS-1 instalados em todo o mndo, todos capazes de serem atualizados para CRS-3, com significativa redução de investimentos por parte das operadoras.

 

 

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