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Pode esquentar, bater ou dobrar, os novos vidros para gadgets não irão quebrar

Um dos produtos desenvolvidos pela Nippon Electric Glass é tão fino e flexível que é entregue aos clientes em rolos, como se fosse filme plástico.

Martyn Williams, IDG News Service

02/10/2013 às 14h02

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Foto:

Coitado do vidro na frente de seu smartphone. Ele é tipicamente submetido a muito abuso ao longo de sua vida, e algumas vezes até quebra se as forças forem demais. Mas os fabricantes de vidro estão continuamente redefinindo os limites do que é possível com o material, e a Nippon Electric Glass está demonstrando alguns de seus mais novos produtos na feira de tecnologia CEATEC, no Japão.

Empre outras demonstrações impressionantes a empresa estava exibindo a resistência ao impacto de seu vidro quimicamente fortalecido chamado “T2X”, que já é usado em smartphones e tablets. A cada 30 segundos uma bola de aço de 500 gramas era solta de uma altura de cerca de um metro sobre uma folha de vidro do tamanho de uma pequena tela de TV. E em todas as quedas a bola ricocheteava na superfície, e o vidro continuava intacto.

Igualmente impressionante é um vidro chamado G-Leaf, que é tão fino e flexível que é entregue aos clientes em rolos. Ele se parece exatamente com um rolo de filme plástico, mas a folha, com apenas 35 microns (35 milésimos de milímetro) de espessura, na verdade é vidro. O produto já foi usado em painéis para telas flexíveis e pode ser gentilmente curvado, mas não é forte ou flexível o suficiente para ser dobrado como papel.

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Um rolo de G-Leaf. Vidro é flexível como plástico

Uma nova versão do G-Leaf, mostrada pela primeira vez na CEATEC, tinha uma cobertura de Óxido de Índio e Estanho (ITO, Indium Tin Oxide), que é uma base comum para telas e painéis sensíveis ao toque. Ou seja o novo vidro, com apenas 0.1 mm de espessura, poderia ser usado em uma tela flexível e sensível ao toque.

Outro tipo de vidro chamado “Zero” pode suportar altas temperaturas e mudanças bruscas sem se expandir ou contrair. Não é uma característica útil no mercado de gadgets para o consumidor, mas é importante no processo de manufatura de muitos dos chips que são usados em smartphones.

O vidro já está sendo vendido aos fabricantes de equipamentos usados na produção de semicondutores, que precisam manter um alinhamento preciso em seu maquinário. Uma demonstração na CEATEC envolvia aquecer um painel do vidro a 400 graus centígrados e borrifá-lo com água fria para causar uma queda rápida na temperatura. O vidro não quebrou, nem rachou.

Em outro canto de seu stand a Nippon Electric Glass estava mostrando algo que a princípio parecia uma piada. Setas pareciam apontar para o nada, ao lado de uma placa que dizia “Vidro invisível”. Atendentes perguntavam aos visitantes se eles conseguiam ver o vidro, e muitos não conseguiam. Mas não era uma piada: havia mesmo um painel de vidro ao lado das setas, mas ele só era visível quando observado de lado. O vidro reflete apenas 0,08 porcento da luz que o atravessa, substancialmente menos que os 4% de um painel de vidro normal. Com isso, parece praticamente invisível quando visto de frente.

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O "vidro invisível" da Nippon Electric Glass está ali, do lado das setas. Não viu?

A Nippon Electric Glass disse que o produto é voltado a museus e outros usos onde objetos precisam ser mostrados, mas tem de ficar protegidos.

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