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Por que a Microsoft deve temer os netbooks

Queda nas vendas do Office chama a atenção da empresa para o mercado de portáteis.

Eric Lai, do Computerworld/EUA

26/10/2009 às 15h21

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Atualizada às 18h15

win-netbook-150.jpgO movimento crescente de venda de netbooks e a queda nas vendas da suíte de produtividade Office para o consumidor final abalaram a previsao dos resultados financeiros da Microsoft para 2010. Alguns especialistas acreditam que essa tendência continue, mesmo com o anúncio de que o Windows 7 é amigável para netbooks e de uma versão online gratuita do Office para consumidores finais.

Recentemente, o gerente geral de relações para
investimentos da Microsoft, Bill Koefoed, disse que os netbooks
representaram 12% das máquinas com Windows no primeiro trimestre de
2009. Além disso, para o diretor financeiro da empresa, Chris Liddell,
as vendas desses portáteis tendem a crescer mais rápido do que outras plataformas.

Como o Vista exige grande capacidade de processamento e ocupa muito espaço no disco, uma grande parcela dos netbooks vendida roda o Windows XP. A Microsoft recebe cerca de 15 dólares para cópia do XP vendida
pelos fabricantes de PC  (OEM), contra 50 dólares a 60 dólares para cada cópia do Vista e do Windows 7
vendida aos mesmos fabricantes.

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No ano, as vendas em OEM caíram 6%, embora a Microsoft diga ter vendido um número recorde (não especificado) de licenças do Windows neste último trimestre - o Windows 7 começou a ser entregue aos fabricantes a partir de julho. A receita proveniente do sistema operacional, de 4,09 bilhões de dólares no último trimestre, caiu 4% em relação ao mesmo período do ano passado.

A Microsoft tenta convencer os fabricantes de netbooks a substituir o sistema operacional instalado nesses portáteis pelo Windows 7, mais especificamente para versão Starter, mais limitada. 

Só que o Windows 7 Starter custa o dobro do Windows XP para os fabricantes, segundo avaliação do analista da Directions on Microsoft, Rob Helm, o que pode tornar inviável tal substituição e grande parte dos fabricantes em OEMs não irá substituir o XP até que a Microsoft encerre sua distribuição, em 2010.

Enquanto isso, a receita da divisão Business da Microsoft caiu 11% em um ano, para 4,4 bilhões de dólares, sendo arrastada por um declínio de 34% nas vendas aos consumidores no último ano. Isso significa uma queda anual de 30% já no trimestre passado. As vendas aos consumidores representam um quarto da receita total da Microsoft, a maior parte dela proveniente do Office.

A Microsoft manteve as vendas da suíte de aplicativos através de promoções para estudantes, militares e aposentados. Mas as fortes vendas de netbooks, que geralmente não suportam rodar o pacote Office completo, impactaram os ideais da empresa.

Os lucros provenientes da venda ao consumidor final podem continuar caindo, já que a Microsoft prepara o lançamento do gratuito Office Web, tanto para o usuário final quanto para o corporativo.

Concorrendo com o também gratuito Google Docs, o Office Web não terá todas as funções do Office 2010. A empresa planeja inserir anúncios dentro do Office Web, para atrair os consumidores ao upgrade do Office 2010. Mas Helm acredita que essa estratégia atinja apenas os usuários corporativos.

“Muitas das novas capacidades do Office 2010 dependem do uso de um Servidor SharePoint pelas empresas”, afirma  o analista. “Para os usuários finais e pequenas empresas, o Office 2010 será mais difícil de vender, pois parece muito com um Office 2007 mal acabado”, completa.

A Microsoft não informou como pretende recuperar esses consumidores do Office. Liddell disse não esperar que a Microsoft recupere suas vendas até o segundo trimestre do ano que vem, embora acredite que 2010 possa representar vendas melhores visto que parte das empresas podem migrar para o Office 2010 já no ano que vem.

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