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Por que o iPhone 5 não possui carregamento sem fio?

Com tanta tecnologia, por que o novo smartphone da Apple não tem carregamento wireless?

Agam Shah, IDG News Service

13/09/2012 às 14h18

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De certa forma, o iPhone 5 é uma grande evolução em relação ao seu antecessor - afinal, o dispositivo possui tela maior, é mais fino e leve, tem um processador A6 duas vezes mais rápido, maior duração da bateria, uma lente maior de vidro de safira à prova de riscos e suporte de rede LTE (acrônimo para Lont Term Evolution, ou Evolução em Longo Prazo, em tradução). Com tanta tecnologia, por que ele não possui carregamento sem fio?

Na semana passada, o primeiro do que provavelmente se tornará centenas de novos produtos móveis com carregamento wireless foi anunciado nos EUA: os smartphones Nokia Lumia 920. De acordo com o Wireless Power Consortium (WPC), produtos de 120 empresas estão certificados como compatíveis com o padrão Qi (pronuncia-se "tchi") para carregamento sem fio.

Atualmente, existem 8,5 milhões de aparelhos com suporte para Qi
vendidos em todo o mundo. O maior mercado para o carregamento wireless é
o Japão, onde é quase impossível comprar um celular sem essa capacidade
embutida nele, afirmou o presidente da WPC, Menno Treffers.

Veja também:

- Vídeo: Duracell lança carregador sem fio para iPhone

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O padrão Qi estabelece as especificações para dispositivos móveis a serem carregados de duas formas: descansando sobre uma plataforma de indução magnética ou usando carregamento de ressonância. Esse último permite a um dispositivo ser carregado a uma distância de até 1,5 polegadas (ou 3,81 cm) da fonte de energia, tal como um computador portátil.

Apesar de mais de 100 fornecedores já terem aderido ao WPC e suas normas, uma notável empresa ficou de fora: a Apple - embora a Samsung também não esteja entre os membros do WPC.

Um analista da Gartner, Ken Dulaney, acredita que a gigante talvez tente forçar o seu próprio padrão, assim como eles fizeram ao não oferecer micro USB como outros fabricantes de celulares. "A Apple não é sempre a primeira a lançar tecnologia. Portanto, eu não estou surpreso", disse Dulaney. "Google e Nokia/Microsoft têm se mostrado muito mais agressivas."

"Eles não suportam Qi. Novamente, não é uma surpresa", continuou Dulaney. "Isso significa que se a Apple ficou para trás em um número de áreas técnicas, ainda haverá propostas valiosas para as outras plataformas oferecerem. Isso é uma coisa boa. Isso nos dá escolha e concorrência".

Também no pacote de prós, Dulaney observou que a Apple é a única fornecedora, com exceção da RIM, fabricante do BlackBerry, que dispõe de um conector consistente com o passar dos anos.

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Ao contrário desses dispositivos, o novo iPhone 5 vem com um novo conector chamado Lightning, que substitui o dock de 30 pinos usado desde o primeiro iPhone, lançado em 2007. Ele é 80% menor do que o anterior, e é reversível para conveniência, o que também significa que os usuários terão agora de comprar um adaptador de 30 dólares (nos EUA) para poderem plugar seus alto-falantes e estações de carregamento antigas.

Durante a conferência da Apple para a imprensa, o vice-presidente sênior de marketing mundial da gigante, Phil Schiller, disse que o despojado conector é a resposta às muitas funções agora realizadas sem a necessidade de fios. "Nós usamos Bluetooth para conectar alto-falantes e fones de ouvido e sistemas do carro. Nós usamos AirPlay em nossa TV ou aparelho de som. Nós podemos fazer a sincronização com o iTunes também via wireless agora", disse ele. "Está na hora do conector evoluir."

"Portanto, agora temos o Thunderbolt e Lightning em nossa estratégia de conectores", disse Schiller. "Este é um conector moderno para a próxima década."

Schiller disse que a Apple está trabalhando com parceiros complementares, como Bose, JBL, Bowers & Wilkins (B&W), e Bang e Olufsen para trazer produtos que suportam o Lightning para o mercado na temporada de férias.

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