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Preço não é o mais importante, diz CEO da Apple

Em entrevista, Tim Cook ainda negou iPhone mais barato para países em desenvolvimento e defendeu companhia das acusações de ser conivente com violações trabalhistas

Macworld / EUA e Redação Macworld Brasil

15/02/2012 às 10h54

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“O preço é raramente o mais importante. Acho que no final do dia as pessoas querem um ótimo produto”, afirmou ontem, 14/2, o CEO da Apple, Tim Cook, durante sua participação no evento Goldman Sachs Technology and Internet Conference, em que foi entrevistado pelo analista Goldman Sachs, Bill Shope.

Ainda sobre o mesmo assunto e fazendo clara referência a rivais do iPad, o sucessor de Steve Jobs disse que produtos com preços baixos geralmente só são interessante na hora de comprar, pois quando as pessoas vão usá-los toda a alegria do preço mais baixo vai embora. 

Apesar das críticas aos rivais, o executivo lembrou que o tablet Kindle Fire, da Amazon, que custa traz recursos mais simples e custa menos da metade do iPad nos EUA, é um rival diferente, uma vez que a loja online possui diferentes pontos fortes. “Acho que eles venderão muitas unidades”, disse Cook sobre o aparelho que custa 200 dólares contra 500 dólares iniciais do iPad (para o modelo de 16GB e Wi-Fi).

“Mas os consumidores para os quais estamos desenvolvendo nossos produtos não ficarão satisfeitos com um tipo de produto com funções limitadas. Penso que o verdadeiro catalisador para o mercado de tablets será a inovação e o avanço até próxima fronteira. Honestamente, vamos competir com todo mundo.

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Tim Cook assumiu cargo de CEO da Apple após licença médica de Jobs em 2011

Leia também:

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Sem iPhone mais barato para o Brasil

Ao ser questionado sobre um possível iPhone mais barato para os países em desenvolvimento, Cook disse que “todas as pessoas em todos países estão em busca do melhor produto. Elas não estão em busca de uma versão barata do melhor produto, elas querem o melhor produto”.

O executivo também lembrou que Brasil e China serão ainda mais importantes para o mercado de smartphones em 2015, quando representarão 25% de um total projetado de um bilhão de unidades para esse ano. “Obviamente, esses dois são mercados essencais, mas também existem outros.”

Vale lembrar que uma pesquisa recente afirma que a Apple Store do Brasil é a mais cara do mundo.

Preocupacão com funcionários 

Cook aproveitou a ocasião para mais uma vez defender a Apple após uma reportagem do New York Times acusar a companhia de ser conivente com violações trabalhistas em suas parceiras de fornecimento e montagem na Ásia, como a Foxconn. “A primeira coisa que gostaria que todos soubessem é que a Apple leva as condições de trabalho muito a sério, e que fazemos isso há muito tempo. Não importa se os funcionários estão na Europa, na Ásia ou nos EUA, nós nos importamos com todos eles.”

Em seguida, o CEO afirmou que ele e outros executivos do alto escalão da Apple costumam visitar as fábricas da companhia de forma regular e que possuem funcionários especializados que passam tempo integral nessas unidades. 

Apesar de admitir que a cadeia de fornecimento é muito complexa, assim como os problemas em torno dela, Cook afirmou que as inspeções da associação trabalhista FLA (Fair Labor Association) nas parceiras da Apple serão “provavelmente as mais detalhadas na história da produção em massa. Em termos de escala, alcance e transparência.”

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