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Preview: “Civilization V” deve agradar em cheio aos fãs da série

Jogamos um pouco do aguardado game de estratégia que chega às lojas em 24 de setembro; Ouro e combates terão mais importância nesta versão.

GamePro / EUA

10/08/2010 às 16h02

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Do que estamos falando:Civilization V”, uma das séries de jogos de estratégia por turnos (turn-based) mais famosas do mundo dos games.

Onde nós vimos: Em uma demonstração a portas fechadas, apenas para jornalistas, realizada em São Francisco, CA, nos Estados Unidos, no dia 22 de julho.

O que você precisa saber:

O designer chefe do jogo, Jon Shafer, disse que modelou os novos combates em homenagem a uma importante série de estratégia do passado, “Panzer General” (1994, PC). Essa é uma mudança fundamental em relação à abordagem “Seja gentil mas carregue um porrete” que os títulos anteriores da série “Civilization” davam aos combates.  O uso de unidades individuais sem dúvida fornece a “Civilization V” uma camada a mais de estratégia. Uma coisa que eu não gosto quando jogo os games da série é a abordagem dos combates. Eu raramente vou atrás de vitórias militares quando jogo algum game “Civilization” – eu junto forças suficientes para me defender dos agressores e foco na vitória por outros meios.

A abordagem de “Civilization V” é imediatamente reconhecível e confortável para as pessoas familiarizadas com jogos de estratégia baseada em turnos. Ao organizar suas unidades para combate, os jogadores não devem considerar apenas as forças e fraquezas das unidades e formações, mas do terreno também. Após criar duas unidades de Guerreiros e uma de Arqueiros, minhas forças marcharam rumo a um acampamento bárbaro próximo. Aproveitando um morro, meus Arqueiros usaram seus bônus de terreno para dizimar boa parte dos bárbaros antes que eu enviasse meus Guerreiros, que rapidamente despacharam o que sobrou dos brutamontes.

Após passar pelo mundo com mais incômodos bárbaros, voltei minhas atenções para Viena, uma cidade-estado. Cidades-estado possuem suas próprias unidades e programações. Viena tinha se aliado com Washington, que estava invadindo a minha fronteira. Por isso, em vez de arriscar meu exército e tomar os americanos, decidi desafiar seu estado cliente e negar a Washington os benefícios que ele estava obtendo a partir de sua amizade com Viena.

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 Vem aí: aguardado pelos fãs da série, "Civilization V" chega às lojas em 21 de setembro

Cidades-estado também possuem unidades, e atacar Viena me mostrou outros aspectos novos do combate em “Civilization V”: as cidades podem se defender. Além de possuir forças militares próprias, toda cidade também pode realizar ataques por extensão e possui “hit points”. Para conseguir tomar uma cidade, você não apenas arrisca um contra-ataque das armas dela, mas deve cortar seu HP. Após várias rodadas de combate em que os defensores de Viena tomaram Elefantes de Guerra e dois grupos de Lanceiros, meus Guerreiros conseguiram tomar Viena, anexando-a. Nada disso é revolucionário; o combate agora funciona como muitos outros jogos do gênero. Ao adicionar mais táticas ao combate, no entanto, Shafer acabou transformando em uma coisa divertida um dos aspectos que eu achava mais desinteressante de “Civilization”. 

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Quando encontrei a cidade-estado de Budapeste, eu cheguei com um presente de ouro. Uma cidade-estado possui um medidor que determina o quão amigável ela é com você. Conquiste influência o bastante - no meu caso, ao presentear Budapeste com uma unidade de Arqueiros e acabar com alguns bárbaros desagradáveis - e você ganha um novo aliado. Nas primeiras fases do jogo, no entanto, essas são relações de manutenção elevada.  Sua influência diminui um ponto por turno, diminuindo a intimidade entre sua civilização e a cidade-estado. Você pode dar mais ouro ou unidades para a cidade estado para manter esse relacionamento, mas achei algo complicado de se fazer durante as meras duas horas que passei com o game - eu precisava do ouro para expandir minha própria civilização, e as unidades estavam sendo muito valiosas no campo de batalha. O associado de marketing da desenvolvedora Firaxis, Peter Murray, afirma que algumas civilizações possuem técnicas para administrar melhor essas relações, apontando que o Patronado Romano diminui o custo desses relacionamentos.

O ouro é muito mais importante em “Civilization V”. Além de poder usá-lo para cultivar amizades com cidades-estado, você pode gastá-lo para expandir sua civilização. Esse é o primeiro game da série a te permitir expandir fronteiras ao comprar espaços ao redor do seu território. Os preços também apareceram baseados nos recursos presentes em cada espaço.

Alguns jogadores têm dificuldade para entender como a cultura expande as fronteiras de uma civilização – e como outros não são pacientes o suficiente para que isso aconteça. Ao utilizar ouro para comprar territórios, isso dá aos jogadores um método fácil de entender e de implementar para se ganhar territórios. Espero que isso faça com que seja mais fácil para que jogadores iniciantes entrem em uma série que pode ser intimidante.

Estágio no ciclo de desenvolvimento: O lançamento internacional do jogo acontece no dia 24 de setembro, mas os norte-americanos poderão colocar as mãos na sequência três dias antes. Menos de dois meses após essa sessão de demonstração, o que significa que o game está nos estágios finais de produção.

Minha opinião: Depois de jogar essa sessão, fiquei tão animado que voltei a jogar “Civilization IV”. Mas após 30 minutos descobri que precisava das mudanças das quais gostei em “Civilization V”. Não joguei “Civilization IV” depois disso. Considerando que esse foi um dos games que mais joguei nos últimos quatro anos (atrás apenas de “King's Bounty” e “Magic V”) fico pensando se outras pessoas também reagirão da mesma forma. Vamos descobrir isso no próximo dia 24 de setembro (lançamento internacional).

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