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Previsões para os próximos 25 anos em tecnologia da informação

Os PCs podem desaparecer até 2033, mas a tecnologia irá estar presente em todos os lugares, nos objetos da casa e até em você.

Por PC World/EUA

08/02/2008 às 17h02

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25_anos_previsoes150Na era pré-PCs, futuristas previam grandes mudanças nos transportes. Em 2008 deveríamos ter mochilas a jato e tirar férias na Lua. Mas a revolução da computação pessoal e internet não foi prevista por ninguém.

Agora a tecnologia está centrada nas mudanças em transportes que nos levarão a lugares inimagináveis. Sabemos que os computadores serão muito mais poderosos, móveis, e conectados.

A pergunta para os próximos 25 anos: Seremos capazes de dizer onde termina a tecnologia e onde se inicia o resto de nossas vidas?

A tecnologia se fixará em dispositivos avançados para entregar informação e entretenimento para nossas casas e bolsos, com sensores para monitorar nosso ambiente, embutidos nas paredes e pisos, e também juntamente com nossas paredes e piso, além de chips que liberam remédios dentro de nossos corpos.

É claro que futuro vai cobrar seu preço, principalmente no que diz respeito à privacidade e à segurança. Dessa forma, é bom rezar para que nossas mochilas a jato possuam bom cintos de segurança, pois essa viagem tem tudo para ser turbulenta.

Se você terá ou não um PC em sua mesa nos próximos 10 ou 15 anos será uma questão de escolha, não de necessidade. Se você optar pela máquina, ela será muito mais poderosa que seu sistema atual, graças aos avanços na nanotecnologia, afirma Doug Tougaw, engenheiro e professor da Universidade Valparaiso.

“Estamos próximos de conseguir criar computadores milhares de vezes mais rápidos e menores e que utilizem um milésimo da energia dos computadores atuais”, afirma o professor. “À medida que os processadores se tornam menores eles serão integrados em mais coisas. Logo, teremos produtos super inteligentes e computadores muito confiáveis”.
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25_anos_previsoes150Computadores com nanotecnologia chegarão em cinco anos, diz Doug Tougaw, da Universidade Valparaiso. Cinco ou dez anos após sua chegada, o silício atingirá um ponto onde a mecânica quântica não permitirá chips menores.

Nesse cenário, os PCs com corrente elétrica darão lugar a computadores ópticos, que transmitem sinais de luz no lugar de elétrons, ou talvez computadores quânticos, que usam a física de partículas atômicas para realizar processos.

“Começando pelo ano 2018, teremos computadores ópticos que irão operar na velocidade da luz, enviando milhares de mensagens em um único canal”, diz William Halal, professor na Universidade George Washington e autor do livro Technology's Promise: Expert Knowledge on the Coming Transformation of Society, que será publicado em abril nos EUA.

A maioria das CPUs irá trabalhar para que a interface do usuários seja mais simples. Teclados e mouse podem persistir, mas podem se tornar secundários em relação aos gestos e voz.

Interfaces baseadas em gestos estão chegando rapidamente. Um bom exemplo são os controles do Nintendo Wii e a tela do iPhone, que responde de maneira diferente confome o usuário os manipula, quer por apertões ou um simples arrastar de dedo. A GestureTek usa a imagem capturada por câmeras para gerar controles de gestos.

Telas com a espessura de um papel estão se tornando realidade. Neste ano, a Sony apresentou a HDTV OLED XEL-1 de 11 polegadas, que custa 2.500 dólares. Durante a Consumer Eletronics Show (CES), a empresa apresentou um protótipo OLED de 27 polegadas.

O que se vê na tela será muito mais real que os mundos 3D atuais, prevê Halal. “Quando compar um livro, no lugar de acessar o site da Amazon, um vendedor virtual irá lhe atender. O avatar encontrará o livro e realizará a transação, assim como uma pessoa normal”.
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25_anos_previsoes150O pesquisador Michael Liebhold, do Instituto Californiano Palo Alto, diz que o computador pode gerar um holograma, para que objetos sejam manipulados com as mãos.

Para muitas pessoas, o computador do futuro será um terminal burro, com armazenamento, software e processamento distribuído pela internet. Amazon, Dell e IBM apresentam serviços deste tipo para empresas e Google e Zoho distribuem aplicações Web para consumidores.

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Em alguns anos será possível usufruir de acessos irrestritos à internet, talvez como parte do espectro de TV. Tal acesso será entregue ao seu “desktop” por um dispositivo portátil ou terminal de internet.

No lugar de um nome de usuário e senha, provavelmente uma impressão digital, voz, scanner de retina o qualquer outro meio biométrico será requisitado. “Sua identidade se tornará seu ponto de acesso para seus arquivos e aplicações”, afirma Patrick Tucker, do World Future Society. “Sua vida digital o seguirá como uma sombra”.

Cercados de inteligência
Estamos entrando na era dos “ambientes inteligentes" onde objetos do dia-a-dia irão conter tecnologia que transmite informação sobre eles e seu ambiente, afirma Liebhold.

Quando um cruzamento perigoso se aproximar, sensores em seu carro irão detectá-lo e reduzir a velocidade do veículo automaticamente. Coordenadas por GPS de lugares perigosos para se caminhar serão enviados aos celulares. Tudo isso de forma integrada e sem necessidade de intervenção do usuário.

No Japão, serviços de localização da Geo Vector, como a aplicação the Mapions Pointing Application, fornecem informação de negócios dentro de um edifício, em um celular com GPS e câmera.

Nas casas, sensores no piso podem detectar cômodos vazios e baixar o termostato e apagar as luzes ou fazer o inverso caso constatem que existe alguém lá.

A Agilewaves, uma empresa fundada por ex-cientistas da Nasa, está trabalhando para instalar sensores em interruptores, canos e válvulas de gás. O trabalho deve fornecer a vizinhanças e municípios o real impacto de suas emissões de carbono.

As casas do futuro terão “um painel que entrega informações em tempo real”, afirma Peter Sharer, principal executivo da Agilewaves. “Casas com esse instrumento deverão se ligar facilmente a seus vizinhos. Em 10 ou 15 anos, toda comunidade estará conectada”.
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Contudo, o uso mais significativo de sensores nas casas é o monitoramento da saúde dos moradores. Um dispositivo aprovado pela FDA (agência de saúde dos EUA) pode monitorar as atividades cardíacas de um paciente deitado.

A empresa japonesa Matsushita construiu um assento sanitário que envia pequenas descargas, atingindo as nádegas do usuário para medir seu índice de gordura.

Nossos computadores, nós mesmos
A computação de ambiente irá se estender das paredes para as células do corpo. A Verichip produz um chip de identificação de rádio freqüência (RFID) do tamanho de uma ervilha, destinado a medir o índice de glicose de diabéticos sem a necessidade de amostras sanguíneas.

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Implante eliminaria a necessidade de amostras sanguíneas para exames de diabetes

Pesquisadores da Universidade de Edinburgo, Escócia, estão estudando meios de inserir sensores no peito dos pacientes de cirurgia cardíaca, para que informações sejam enviadas ao computador do hospital. O processo pode ser comercialmente viável em pouco mais de uma década.

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Computadores corporais irão evoluir do monitoramento de saúde para a ampliação da realidade, conectando a internet diretamente com o cérebro - se as pessoas reduzirem sua sensibilidade sobre transplantes no cérebro. “Há um pequeno salto entre implantar um dispositivo e outro que permita o recebimento de informação diretamente da rede”, afirma Tucker.
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25_anos_previsoes150Pesquisadores estão levando seus projetos adiante de maneira ousada. Durante três meses em 2002, Kevin Warwick, um professor de cibernética da Universidade de Reading (Inglaterra), viveu com eletrodos implantados em seu braço.

Em um teste, ele os conectou a uma computador ligado à internet, ligando eletrodos no braço de sua mulher, temporariamente. Warnick descreveu o experimento em uma entrevista ao ITWales.com em 2006: “Quando ela moveu o braço três vezes, senti três pulsos em meu cérebro, fui capaz de reconhecer que minha mulher estava se comunicando comigo. Foi a primeira comunicação direta entre dois cérebros e serviu de base para comunicações mais difíceis”.

Solavancos na estrada
Antes de conectarmos nossos corpos, precisamos de uma rede muito mais segura que a internet atual, além de melhores garantias de privacidade para os petabytes (1024 terabytes) gerados por um mundo sempre conectado, afirma Pradeep Khosla, co-diretor da unidade de segurança da computação da Universidade Carnegie-Mellon.

Para o cientista chefe da RSA, Ari Juels, o uso de biometria e decodificação irá ajudar na segurança do acesso, mas ainda assim problemas podem surgir quando a informação chega à tela do usuário. Sistemas inteligentes de contexto podem ajudar. “Eles saberão que, se você está em São Francisco no momento, alguém na Tailândia não poderá usar seu número de cartão de crédito”, explica Juels.

Khosla afirma que a combinação entre tecnologia, educação e legislação mais dura contra “os abusos e maus usos da informação” são a melhor maneira de acabar com esses males. “Não acredito que chegamos lá ainda”, afirma.

Na visão de Liebhold, a questão de privacidade precisa ser elevada. “Não acredito que há uma conclusão se nossa privacidade será perdida ou se será protegida. É nosso destino. Temos controle sobre o futuro, não somos vítimas dele”.

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Resquícios do dia: A vida, bit-a-bit
Minúsculas câmeras e conexões wireless podem sustentar uma era de observação, afirma Jamais Cascio, do Center for Responsible Nanotechnology. Câmeras e microfones em seus óculos ou blusa podem gravar qualquer momento, permitindo que as boas partes sejam revistas.

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Steve Mann, um professor da Universidade de Toronto, usou computadores acoplados a seu corpo para gravar sua vida desde 1981. O pesquisador da Microsoft, Gordon Bell, coletou seu trabalho de vida em seu projeto MyLifeBits.

“Imagine gravar cada conversa que você teve com sua esposa”, afirma Cascio. “Esse tipo aprimorado de memória de fácil pesquisa irá mudar o que significa ser uma pessoa numa maneira que a maioria das tecnologias não fará”.

Uma fábrica na sua mesa
No futuro você pode solicitar um novo pote de café, ou mesmo um laptop, sem ter de esperar a entrega. Você usará uma fábrica do tamanho de uma impressora para baixar e construir o produto.

Impressoras 3D já constroem protótipos para a indústria. A BASF, gigante química, está desenvolvendo tintas que permitem a impressão de circuitos plásticos ou de papel. Por 2400 dólares, o Fab@home permite a construção de objetos de acrílico. A empresa espera produzir unidades que construam em múltiplos materiais no futuro.

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O Center for Responsible Nanotechnology prevê que nanofábricas estarão em operação em 2020. Jamais Cascio, fundador do Open the Future afirma que as nanofábricas terão um grande impacto: “Se elas se tornarem mais baratas e eficientes para algo impresso localmente que algo feito na China, será um grande efeito na força de trabalho e na economia nacional”.

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