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Primeiras impressões: colocamos as mãos no novo smartphone Google Pixel

Anunciado nesta terça-feira, 4/10, aparelho está disponível em duas versões diferentes e já traz o Google Assistant embutido, além de uma câmera melhor.

PC World / EUA

05/10/2016 às 11h32

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Foto:

Quinze minutos com o novo smartphone Pixel, do Google, não podem dizer muitas coisas, como a duração real de bateria e a qualidade de imagens, mas são suficientes para ter as primeiras impressões sobre o recém-apresentado aparelho que parece ser um ótimo substituto para o Nexus.

O negócio se resume ao seguinte: se você quiser o Google puro em um smartphone, então precisa de um aparelho com Android puro. Em quase todo o ano de 2016, isso significava um Nexus 5X ou um Nexus 6P. Mas a partir de 20 de outubro, a história vai mudar com o lançamento dos novos Pixel, com tela de 5”, e Pixel XL, com display de 5,5”.

Mas os novos smartphones são upgrades obrigatórios? Talvez não. Mas com uma qualidade melhor de construção, uma melhor experiência de câmera, e o Google Assistant embutido diretamente nos seus botões home, o Pixel pode ser muito tentador para os fãs do Android. Talvez até os compradores tradicionais considerem seriamente os novos aparelhos do Google - especialmente quando verem o que o novo assistente inteligente da empresa pode fazer.

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Design industrial

Passei quase todo o meu tempo de demonstração com o maior Pixel XL, que traz uma tela de 5,5 polegadas. Assim como seu “irmão menor”, o aparelho traz um processador Snapdragon 821, 4GB de RAM e câmera traseira de 12.3MP.

A únicas diferenças principais são o tamanho da bateria (3460mAh para o XL; 2770mAh no Pixel) e a resolução da tela AMOLED (2560x1440 para o XL; 1920x1080 para o Pixel). O Pixel XL possui uma tela um pouco menor do que o Nexus 6P, com um display de 5,7 polegadas, mas o aparelho novo parece ser consideravelmente mais leve na mão.

O Google acabou com a “lombada” esticada que fica ao redor da câmera no Nexus 6P, e agora no Pixels você tem uma expansão retangular mais ampla de vidro na parte superior do chassi traseiro. Nunca me importei com a “lombada” de Nexus, por isso não posso dizer que o novo design é uma melhoria gigante. Mas se você gosta do celular o mais aerodinâmico possível, vai preferir o design do Pixel.

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O case de alumínio possui um acabamento lustroso que ficou realmente lindo, que dá até vontade de não colocar uma capinha traseira. No geral, o Pixel XL parece um produto robusto e premium, no estilo dos Galaxy S7 e Note 7, da Samsung.

Google Assistant

Todos os smartphones no lançamento do Pixel já estavam rodando o Android 7.1. Não é um grande upgrade em relação ao Android 7.0, mas foi possível notar logo de cara que todos os ícones na tela inicial agora estão renderizados como círculos.

Mas essa é apenas uma decisão cosmética. Muito mais significativa é a perda do botão da “gaveta” de apps. No Android 7.1, se você quiser abrir essa gaveta de apps, basta deslizar seu dedo de cima para baixo na tela. É um comando fácil e que funciona.

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Tirando isso, a principal novidade do Pixel é realmente o Google Assistant, que você aciona ao apertar mais demoradamente o botão Home. É o mesmo assistente impulsionado por Inteligência Artificial (IA) e machine learning que está presente no aplicativo de mensagens Allo, mas tê-lo na frente da tela inicial é muito mais conveniente. 

Na verdade, provavelmente nunca usarei o Allo, mas consigo me ver usando o Assistant o tempo todo como o meu principal aplicativo de buscas. E meu app principal de texto. E meu app principal de navegação. E talvez meu novo app para tudo.

Você pode usar o Google Assistant para iniciar conversas de texto “Ok Google, mande uma mensagem para a Débora”). Ou para encontrar imagens específicas na sua Biblioteca de Fotos (“Ok Google, me mostre as imagens do último mês de abril”). Ouvir músicas (“Ok Google, toque Talking Heads”). Ou ainda para encontrar caminhos, saber as horas de funcionamento de um local, saber o que há na sua agenda, e mais. E toda a informação é entregue em pequenos cartões com uma parte gráfica rica. O assistente também possui consciência contextual. Então se você perguntar o número da camisa do jogador de basquete Stephen Curry, do Golden State Warriors, pode falar a seguir algo como “Ok, Google. Qual a altura dele?”, sem nem precisar repetir o nome do atleta da NBA.

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Para deixar claro, o Google Assistant parece muito com uma versão muito melhor, mais inteligente e com um visual mais interessante do que o Google Now. E a interface parece ser mais fácil de usar e, de alguma forma, mais convidativa. Esse tempo da demonstração deixou claro que preciso passar mais tempo com o Google Assistant para saber mais sobre o que ele pode (ou não) fazer.

Experiência de câmera mais rápida

Pulando agora para o app de câmera do Pixel, fiquei um pouco chateado de ver que o Google não adicionou nenhuma configuração de controles manuais - por exemplo, você não pode ajustar manualmente o foco, velocidade do obturador, o ISO ou qualquer outra configuração que está presente em aparelhos das rivais Samsung e LG. Na verdade, à primeira vista o app de câmera do Pixel se parece muito, muito mesmo com o app padrão Android disponível nos aparelhos Nexus mais recentes.

Mas o Google realizou algumas melhorias e tanto no desempenho do aplicativo. O app agora roda de forma extremamente rápida - mais veloz do que no Nexus 6P. O foco também está mais ágil, assim como o registro das imagens na hora do clique, tanto no modo regular quanto burst. 

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Me parece curioso o fato do Google não fornecer controles manuais para a câmera, mas pelo menos melhorou a usabilidade básica para a grande maioria dos donos de smartphones que só querem tirar uma ótima foto o mais rápido possível.

Não consegui realmente testar a qualidade da imagem, mas o Google promete que os Pixels possuem a melhor câmera do mundo, com base na pontuação de 89 registrada no benchmark DxOMark Mobile. A câmera traseira pode ter “apenas” 12,3MP e contar com uma abertura de “somente” f2.0, mas o Google afirma que o seu sensor de pixels particularmente grande de 1,55-micron, combinado com algoritmos de software avanços, entregam um desempenho melhor do que o dos rivais em condições de pouca luz e uma qualidade de imagem incrível no geral.

Então anote esse outro recurso à lista do que teremos de testar exaustivamente quando recebermos nossa unidade para review.

Nos EUA, o Pixel terá preços entre 650 dólares (32GB) e 750 dólares (128GB), enquanto que o Pixel XL sai por 770 dólares (32GB) ou 870 dólares (128GB), dependendo do espaço para armazenamento - 32GB ou 128GB, lembrando que os usuários do aparelho terão armazenamento gratuito e ilimitado no Google Fotos. Vale notar que o Pixel e o Pixel XL ainda não possuem previsão de lançamento no Brasil.

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