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MacBook e MacBook Pro: veja as primeiras impressões

Novos notebooks da Apple agora são os irmãos maiores do MacBook Air, e trazem alguns recursos surpreendentes - como poder usar o fone de ouvido do iPhone para controlar o iTunes.

Jason Snell, Macworld/EUA

15/10/2008 às 14h39

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Os novos MacBook e MacBook Pro estão aqui. Não apenas “aqui” no sentido de “foi anunciado pela Apple e vai chegar amanhã às Apple Stores”. O “aqui” significa na minha mesa da redação agora. Então, antes dos nossos reviews completos e testes de laboratório, vamos mostrar uma prévia dos produtos.

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O visual
As mudanças físicas entre o MacBook Pro e o MacBook acabaram nessa atualização. O MacBook parece como uma versão de 13” do MacBook Pro de 15”. Ambos têm um acabamento em alumínio e uma tela escura recoberta de ponta a ponta com vidro. Ambos têm o mesmo teclado preto do MacBook Air. E Ambos têm bordas arredondadas nos lados e na parte de baixo, tornando-os fáceis de pegar.

Basicamente, as duas máquinas parecem os irmãos maiores do MacBook Air. O Air foi claramente o primeiro produto de uma nova onda de design de laptops da Apple, e agora vemos a segunda e terceira versão dele. Eles são rígidos e sólidos, apesar de muito leves.

A tela importa
À primeira vista, as telas dos dois modelos parecem muito parecidas (com o Air também). A tela com retroiluminação LED é incrivelmente brilhante, significando que os notebooks serão bons de usar até mesmo em condições de muita iluminação e brilho.

Fãs do acabamento mate do MacBook Pro vão ficar desapontados ao perceber a padronização dos novos sistemas – estilo iMac – em uma tela coberta por vidro brilhante. Em minha experiência prévia com o MacBook Air nos últimos meses, percebi que o LED brilhante consegue iluminar cada ponto da tela – e ela é brilhante demais.

Entretanto, já que esses monitores são uma camada de vidro, há uma solução fácil para fãs de telas foscas: se não existem ainda, em breve os fabricantes vão começar a vender protetores de tela, como aqueles que existem para o iPhone – você o aplica na tela para remover o brilho e voltar ao velho mate/fosco. Sim, funciona e vai custar mais, mas é a única opção.

O som

O MacBook Pro tem alto-falantes nos dois lados do teclado, e eles são muito menores agora, graças ao novo processo de fabricação da Apple. No MacBook, eles continuam ao lado da tela e, até onde sei, são os mesmo das últimas gerações.

As portas
O MacBook, que já tinha a maioria dos conectores no lado esquerdo e alguns no direito, agora se une ao Air com todas as portas de um lado só.
Ambos modelos usam o conector MagSafe encontrado nos modelos anteriores e com o mesmo adaptador de energia – 85 watts para o MacBook Pro, 60 watts para o MacBook.

Os dois modelos trazem uma porta Ethernet, duas portas USB 2.0, entrada e saída de áudio e a nova conexão para monitor Mini DisplayPort (DisplayPort é um novo padrão de conectividade para monitores; não está claro ainda se a Apple é a primeira empresa a fornecer uma versão “mini” do padrão, ou se é uma variação proprietária inventada pela Apple ou ainda se veremos isso em outros computadores e monitores). A Apple diz que vai vender adaptadores de Mini DisplayPort para DVI e VGA; não está certo ainda se conectores S-Video e videocomposto serão compatíveis.

Além das portas compartilhadas pelos dois sistemas, o MacBook Pro traz uma única porta FireWire 800 (sim, você pode comprar um adaptador de FireWire 800 para FireWire 400) e um slot ExpressCard abaixo de uma porta de alumínio. Ambos trazem um drive óptico SuperDrive (gravador de CD/DVD) no lado direito  (o Pro tinha o drive na frente antes). E, sim, isso tudo significa que o novo MacBook se une ao MacBook Air na ausência de conectividade FireWire.

O trackpad
Um dos recursos mais incensados dos MacBooks é o novo trackpad de vidro. Usuários de longa data vão achar estranho que o botão não está mais lá. Entretanto, é fácil deslizar a mão para cima no trackpad e continuar a apontar com um dedo e clicar na superfície com o dedão. O trackpad é inteligente o suficiente para distinguir os dedos e não se confundir. E, claro, os aventureiros vão se acostumar a trocar o dedão pelo dedo indicador para navegar em geral pelo sistema – mas para clicar e arrastar, você ainda precisa de dois dedos.

Visualmente, o novo trackpad é muito parecido com o anterior, e é pintado com a mesma cor do corpo de alumínio do MacBook. Mas é mais suave que qualquer outro trackpad da Apple, e a sensação de mover seus dedos sobre ele é um pouco desconcertante: você sente a fricção, mas não muita textura. A impressão que dá é que não é um painel de vidro (embora seja).

Com o novo trackpad, a Apple inseriu novos gestos multitoque compatíveis, todos configuráveis pelo novo painel de preferências Trackpad. Os movimentos compatíveis com a geração anterior de notebooks ainda está lá, incluindo o scroll com dois dedos e o arrastar de três dedos para navegar para frente e para trás.

Mas o novo trackpad tem alguns truques na manga. Você pode programar o canto inferior direito ou esquerdo para atuar como um segundo botão do mouse. Em outras palavras, se você clicar no canto inferior do trackpad, ele será registrado como um clique do botão direito. Logo, o notebook sem botão vira um laptop com dois botões depois de tudo. (não é possível mapear botões adicionais, entretanto).

Os novos gestos de quatro dedos são integrados ao sistema e não podem ser modificados, mas são muito bons. Coloque quatro dedos no trackpad e arraste-os para cima: o Expose esconde todas as janelas. Arraste para os lados e o alternador de aplicativos aparece.

O peso
Com 2,04 kg, o novo MacBook é cerca de 200 gramas mais leve que o modelo antigo. Com a adição de recursos até exclusivos ao Pro e seu peso menor, quem pensava em comprar um MacBook Air pode prestar mais atenção neste modelo. O novo MacBook não chega perto do 1,36 kg do Air, mas é mais leve que seu antecessor e mais barato e rápido que o Air.

O MacBook Pro, por outro lado, é um pouquinho mais pesado que o seu antecessor – pesa 2,49 kg.

Recursos de vídeo
O novo MacBook Pro tem dois subsistemas separados para vídeo. Um é o NVIDIA GeForce 9400M, o mesmo encontrado nos novos MacBook e MacBook Air, que tem desempenho menor e consome menos energia. A outra, a NVIDIA GeForce 9600M GT, é bem mais rápida e de alto desempenho. Para escolher qual usar, você precisa ir ao painel de preferências Economizador de Energia, que agora tem um novo ícone (era uma lâmpada incandescente, agora é uma fluorescente compacta – sinal de que a Apple está engajada em reduzir o consumo de energia de seus ícones).

Nesse painel de preferências, você escolhe entre “Melhor duração de bateria” (9400M) ou “Maior performance” (a 9600M GT) para vídeo. Mas não é uma mudança automática – para alternar entre as duas você precisa sair do seu usuário e efetuar login novamente, e não tem como dizer ao sistema para usar uma quando você está somente com bateria e outra ao ligar o notebook na tomada.

Fones do iPhone
Sim, é verdade: os novos MacBooks funcionam com os fones de ouvido do iPhone. Se você clicar no botão dos fones do iPhone, o iTunes faz uma pausa. Clique de novo, e a música volta. Um clique duplo avança uma faixa, e um clique triplo volta para a música anterior, igualzinho ao iPhone. E o microfone embutido dos fones aparecem no sistema e pode ser usado.

O teclado
É o mesmo nos dois modelos – aquele que fez sua estréia no MacBook e depois seguiu para o MacBook Air. Se você o ama – ou o odeia -, já sabe disso. Para mim, é a mesma sensação dos notebooks mais novos da Apple, embora o visual pareça um pouco diferente.

Migração
O novo MacBook, assim como o MacBook Air, não tem uma porta FireWire. Isso significa que o velho modo de transferência de dados (Target Disk Mode) de um notebook antigo (pressione T durante a inicialização, permitindo ao disco do notebook aparecer como um HD externo ao ser plugado em outro Mac) já era. Não existe algo equivalente para USB. Logo, se você usa o assistente de migração da Apple para mover os dados para o novo MacBook, precisa fazer isso viar rede local (Solução mais rápida: conectar os dois por um cabo Ethernet).

O que tem dentro?

>>>Veja como são o MacBook Pro e o MacBook por dentro

Quando o MacBook original surgiu, um dos meus recursos favoritos foi o acesso fácil do usuário ao disco rígido e à memória RAM, ambos escondidos alguns parafusos em uma tampa abaixo da bateria do equipamento. Infelizmente, o MacBook Pro continuou difícil de modificar – até agora. Os dois modelos são os portáteis da Apple que mais permitem upgrades.

Ambos são idênticos: na parte inferior do computador existe uma chave que você puxa e abre uma porta de metal. Levante-a, e embaixo estão a bateria e o disco rígido.

Para remover a bateria, basta puxar a aba plástica ligada a ela e levantar. Para remover o disco rígido, é preciso usar uma chave Philips pequena para remover um parafuso de uma pequena trava plástica que fica entre o drive e o chassi do equipamento. Levante o drive e desconecte seu cabo.

Chegar até a RAM é um pouco mais difícil: com a mesma chave Philips, é preciso remover oito parafusos na parte inferior do case do MacBook. Toda a parte inferior sai, e você vê os dois slots de RAM logo acima do espaço para a bateria, no centro da máquina. (Os MacBooks têm dois slots SO-DIMM para até 4 GB de RAM).

Uma dica importante sobre a bateria: ela não vem mais com um indicador de carga (que seria complicado, já que ela está escondida abaixo da porta removível). Agora, no lado esquerdo dos dois modelos há um pequeno botão que, ao ser pressionado, mostra a capacidade atual da bateria, com até mais detalhes do que antes: são oito pequenas luzes que mostram o status da sua bateria.

Cores
Vale mencionar que a linha antiga de MacBooks (ainda à venda no modelo branco) permitia escolher entre modelos brancos ou pretos. Agora, você pode escolher a cor que quiser, desde que seja prata – um prata misturado com preto muito parecido com os iMacs. 


Fora da caixa
A Apple diz que reduziu o uso de materiais em seus pacotes dos produtos, e é verdade. Agora, os MacBooks seguem o Air: é uma caixa pequena com pouca coisa dentro (nem adaptadores de vídeo). É bem mais simples.

Assim que tirei os computadores da caixa, fui alertado por uma atualização de software. Entre a instalação de software na fábrica chinesa e a sua chegada às lojas nos Estados Unidos, os engenheiros de software corrigiram alguns bugs. Fui de imediato avisado para atualizar para a versão 1.2 do software para “computadores MacBook e MacBook Pro com gabinete único de precisão em alumínio” (uau).

Primeiras impressões
Após usar os dois MacBooks por algumas horas, tenho que admitir que gostei bastante deles. O novo trackpad leva um tempo para o usuário se adaptar, mas creio que a maioria dos usuários vai gostar dele. Amantes de telas foscas vão ficar bravos com o vidro brilhante (que é lindo, por sinal) – mas um filtro deve resolver esse problema. O desempenho de vídeo dos sistemas – principalmente do MacBook, que usava vídeo onboard da Intel antes, deve ser bom (mas vamos esperar os testes no laboratório para garantir).

Com isso, termino meu hands-on relâmpago com o MacBook e MacBook Pro. Fique de olho nos testes dos produtos, a serem publicados pela Macworld nos próximos dias. E assim que o MacBook Air chegar em novembro, será submetido aos mesmos testes.

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