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Primeiras impressões: experimentamos o Samsung Galaxy S5

Novo smartphone tem processador mais poderoso que o antecessor, câmera aprimorada e é resistente à água. Mas será o suficiente para justificar um upgrade?

Al Sacco, CIO EUA*

25/02/2014 às 12h10

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Foto:

Nesta segunda-feira, durante o Mobile World Congress em Barcelona, a Samsung anunciou o Galaxy S5, novo carro-chefe em sua linha de smartphones Android. O evento foi transmitido simultâneamente para o Galaxy Studio, um espaço da Samsung no SoHo, em Manhattan, e foi lá que acompanhei o lançamento e tive meu primeiro encontro com o aparelho.

Passei cerca de 15 minutos experimentando o smartphone, e embora seja difícil testar pra valer alguns dos recursos com ele amarrado a uma mesa em um pequeno espaço para demonstração, foi o suficiente para que eu pudesse formar minhas impressões iniciais.

O hardware

A primeira coisa que você nota sobre o Galaxy S5 (S5, pra encurtar) é que de frente ele é quase idêntico ao Galaxy S4 (S4). Uma diferença notável é a borda ao redor do aparelho, que é “ondulada” como no Galaxy Note 3 em vez de lida como no S4 e S3. É quase imperceptível à primeira vista, mas acredito que seja uma melhoria, pelo menos do ponto de vista funcional, já que a ondulação melhora a “pegada”.

A capa traseira é texturizada, com uma série de pequenos pontos em baixo relevo e feita de um material macio ao toque (como no primeiro Nexus 7, da Google) que ainda assim parece barato e “plástico”, o que é uma decepção. No topo da minha lista de desejos para o Galaxy S5 estava a esperança de que a Samsung usasse alguns materiais mais sofisticados em sua construção, em vez do plástico liso e frágil da tampa de bateria do S4. O S5 estará disponível em quatro cores: preta, branca, azul e dourado (que ganhou o infame apelido de “band-aid”).

O S5 é mais comprido e mais pesado do que o S4, mas na prática a diferença é nula. Ele mede 14,2 x 7,2 cm, com 8,1 mm de espessura e pesa 145 gramas, contra os 13,6 x 7 cm e 7,9 mm de espessura, além de 130 gramas de peso, do S4. A diferença de 15 gramas no peso é notável para quem está acostumado com o S4, e provavelmente tem a ver com a maior capacidade da bateria, que agora tem 2800 mAh em vez de 2600 mAh. Assim como nos modelos anteriores, a bateria é removível, um dos poucos aparelhos “top” com este recurso.

A tela do S5 é “um tiquinho” maior do que a do S4, com 5.1”. Isso mesmo, uma diferença de .1 polegada, ou 2,5 mm na diagonal. Ambos usam telas Super AMOLED Full HD (1920 x 1080 pixels) mas a tela do S5 me pareceu mais brilhante quando ambos foram colocados no brilho máximo.

O aparelho estará disponível em versões com 16 ou 32 GB de memória interna (o S4 tinha uma versão com 64 GB) e há um slot para cartões micro SD de até 64 GB. O processador quad-core Qualcomm Snapdragon 801 de 2.5 GHz é significativamente mais poderoso que o processador quad-core Snapdragon 600 de 1.6 GHz usado no S4.

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O sensor de frequência cardíaca do Galaxy S5 fica na traseira, ao lado do flash da câmera

As câmeras no Galaxy S5 foram notavelmente melhoradas. A câmera traseira agora tem 16 MP, em vez dos 13 MP do S4, e um sistema de foco automático que segundo a Samsung é o mais rápido em qualquer smartphone. Também há um recurso interessante que permite focar em uma parte da imagem e “borrar” o resto, de forma similar ao Instagram. As melhorias me parecem boas, mas foi difícil testá-las no Galaxy Studio.

Assim como o Galaxy S4 Active, o Galaxy S5 é resistente à água e poeira de acordo com a norma IP67, que entre outras coisas basicamente diz que o aparelho irá sobreviver se derrubado em uma piscina, ou no vaso sanitário, por até 30 minutos. 

O Galaxy S5 tem um sensor de impressão digital que conceitualmente é similar ao “TouchID” no iPhone 5S, mas você precisa deslizar o dedo sobre o sensor para registrar a impressão, em vez de simplesmente tocá-lo como no TouchID. E assim como no iPhone, o sensor é integrado dentro do botão home. Eu não quis registrar minhas impressões digitais em um aparelho de testes, mesmo que a Samsung diga que elas são criptografadas e nunca compartilhadas, então não posso dizer como a experiência se compara com o TouchID.

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A pulseira Gear Fit se integra aos recursos de fitness do Galaxy S5

Há um outro novo sensor integrado ao smartphone, um sensor de frequência cardíaca, na parte traseira, perto da lente da câmera. Basta tocá-lo por alguns segundos para fazer uma medição, e os resultados são mostrados no app S Health ou em acessórios como a nova pulseira Gear Fit. É um recurso que parece legal, mas não sei quão útil seria para mim no dia-a-dia.

O software

Há dois outros recursos notáveis que não pude testar no ambiente da Samsung. O “Ultra Power Saving Mode” é um modo extremo de economia de energia que desabilita todos os recursos “não essenciais” quando a carga da bateria está criticamente baixa, para prolongar a autonomia. E o “Download Booster” combina as conexões Wi-Fi e LTE (às custas de maior consumo de energia) para aumentar a velocidade de seus downloads.

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A Samsung fez algumas mudanças notáveis no design de sua interface TouchWiz, mais notavelmente as elegantes transições quando você alterna entre oa painéis da tela inicial e os menus de ajustes. Alternar entre os painéis da tela inicial é quase como mudar páginas de um livro, e eu realmente gostei do efeito. 

Não mergulhei muito a fundo no software (o sistema operacional é o Android 4.4.2 “KitKat”), mas a interação com a interface TouchWiz me pareceu a mesma ou muito similar. Você ainda move e posiciona widgets da mesma forma, e a navegação ainda usa os conceitos básicos de deslizar entre as telas iniciais, interagir com o painel de notificações no topo da tela e usar o botão Home para abrir a gaveta de aplicativos ou voltar à tela inicial.

O S5 roda uma versão mais recente do sistema operacional Android (4.4.2 “KitKat”) que o S4, mas a “skin” que a Samsung ainda é muito similar, embora mais refinada.

Conclusão

No geral estou um pouco desapontado com o aparelho da Samsung. O fato de é que a maioria dos novos smartphones são pequenas evoluções em relação aos modelos anteriores, e a essa altura do campeonato eu não deveria mais esperar uma revolução a cada modelo. Mas eu ainda espero, e o S5 não me impressionou.

O sensor de impressões digitais pode ser um recurso importante, se funcionar tão bem quanto o TouchID no iPhone 5S, e o sensor de frequência cardíaca é interessante. Imagino que usuários interessados em substituir uma pulseira de fitness (como a FitBit) por apps em um smartphone ficarão interessados, mas ainda estamos longe do ponto onde um smartphone sozinho pode fazer tudo o que uma pulseira dedicada faz (mas combinando o Galaxy S5 com a pulseira Gear Fit, da Samsung, a história muda).

Os novos recursos de câmera, o acelerador de downloads e o modo de economia de energia são bem vindos, bem como a versão mais recente do Android. Mas honestamente não fiquei tentado a correr e comprar o Galaxy S5 (que chega à várias partes do mundo, incluindo o Brasil, em 11 de Abril) assim que possível, ainda mais considerando que o hardware é muito similar ao do Galaxy S4. E a interface TouchWiz ainda é um pouco demais pra mim, embora esteja melhor no S5 do que nos modelos anteriores.

*Com informações de Rafael Rigues, PCWorld Brasil

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