Home > Notícias

Primeiras impressões: testamos os novos iPods

Nossos editores colocaram as mãos nos "novos brinquedos" de Steve Jobs e apontam pontos positivos e negativos dos aparelhos

Macworld/EUA

02/09/2010 às 11h44

Foto:

Logo depois do evento musical da Apple, realizado nesta quarta-feira, 1/9, em São Francisco, nos EUA, pudemos realizar alguns testes iniciais com os novos iPods e a Apple TV. Veja abaixo o que pudemos descobrir de cada um dos novos “brinquedos” da companhia de Steve Jobs.

iPod Nano de sexta geração

Durante suas muitas vidas, o design do iPod Nano já esteve em todos os lugares. Ele foi comprido, depois meio largo, depois ficou fino com uma tela maior. A Apple chegou até a adicionar uma câmera de vídeo no modelo anterior. Esse novo Nano é diferente de tudo que já foi feito antes. Na verdade, a melhor maneira de descrevê-lo é como um iPod Shuffle maior, mas com uma tela sensível a toque. Ele vem até com um clipe integrado, para você prendê-lo em praticamente qualquer lugar.

Enquanto não está claro qual o sistema operacional que ele roda - essa é uma questão meio nerd que perde de vista o ponto mais importante: a interface da nova tela touchscreen do Nano é instantaneamente reconhecida por qualquer pessoa que já tenha usado um aparelho com o sistema iOS (sistema operacional móvel da Apple presente em aparelhos como iPhone e iPad). A tela inicial do aparelho não é mais um menu de opções, mas um grupo de ícones com rótulos sob eles em que você toca, exatamente como nos aplicativos de iPhone. E você passa o seu dedo da esquerda para direita para navegar por suas várias telas.

Consegui pegar um Nano e usá-lo imediatamente, sem muita necessidade de aprendizado de suas funções. Você pode tocar e segurar seu dedo apertado para voltar para a tela inicial, ou apenas continuar passando o dedo pelos menus até chegar ao topo. Fazer scroll pelas listas e tocar nas opções é uma experiência natural, parecida com o iPhone.

Quando uma música está tocando, a tela exibe a arte do disco, e você pode tocar na tela para revelar os controles de play/pause. Há botões dedicados para volume na parte lateral do aparelho.

apple03.jpg

Apesar de ter perdido as habilidades de gravar e reproduzir vídeo, novo Nano traz tela sensível a toque

Ao contrário do iPhone e do iPod Touch, o Nano não possui um acelerômetro para determinar a orientação da tela. Isso é algo bom – pois você pode prender o aparelho na orientação que quiser, e então usar dois dedos para “girar” a interface do aparelho para que ela seja exibida corretamente para você.
Não, esse iPod Nano não é como o iPhone, com aplicativos baixáveis e coisas do tipo. E perdeu a habilidade de gravar e até reproduzir vídeos. Você pode exibir fotos em sua pequena tela de 1,5 polegada, e elas ficam legais, mas elas são definitivamente pequenas.

Um último detalhe: ao contrário do iPod Shuffle, que exige um cabo especial que se conecta ao seu jack do fone de ouvido para sincronizar com o iTunes, esse Nano pequenino ainda possui uma porta conectora de dock em tamanho completo.

iPod Touch de quarta geração
O novo iPod Touch está, internamente, muito próximo de ser um iPhone 4. Ele possui a mesma tela Retina, e câmeras frontal e traseira (apesar de a câmera traseira tirar fotos com resolução de 960x720) e suporte para videochamada pelo FaceTime. Mas ele também possui algumas claras diferenças físicas, mais notavelmente sua finura. A última geração do Touch já era fina, mas essa nova está ainda mais fina, e bastante leve. E a tela é realmente ótima.

Um das coisas mais legais: FaceTime, que você usa videochamadas. Para responder a questão sobre como um aparelho que não é um telefone recebe vídeochamadas: ele faz isso por meio do endereço de e-mail. Você digita endereços de e-mail nas configurações do FaceTime, e então as pessoas podem te ligar (e vice-versa) por meio do app FaceTime ou Contacts. Como estrutura, utiliza Wi-Fi. E sim, existe um microfone embutido agora no Touch, por isso você não precisa colocar os fones de ouvido para usar o FaceTime: ele fica localizado na parte de baixo do aparelho.

touch2010.jpg

Quase irmãos: novo Touch traz várias características do iPhone 4, como vídeochamada e tela Retina

Além disso, não há muito mais o que falar do novo iPod Touch. Ele é o Touch fino e pequeno que esperávamos, mas carregado com muitos (mas não todos) os recursos do iPhone 4. Se você tinha gostado da tela Retina, mas não queria comprar um iPhone 4, agora você não precisa mais.

iPod Shuffle de quarta geração
A segunda-geração do Shuffle –
com o pequeno retângulo com botões circulares em sua face e um clipe
embutido – foi o auge do design do tocador portátil. A terceira geração,
sem botões e que te forçava a controlar o aparelho pelo fone de ouvido,
foi um passo atrás.

Aparentemente muitos consumidores da Apple também
pensaram assim, pois a companhia fez uma ação rara e voltou no tempo
para o design do Shuffle da quarta geração. O novo modelo tem aqueles
recursos modernos de VoiceOver e suporte para playlist da versão
anterior, mas também traz de volta aqueles botões familiares na parte da
frente (da 2ª geração).

apple01.jpg

Volta às raízes: novo Shuffle traz de volta algumas características do modelo da segunda geração

Apesar de o novo Shuffle parecer familiar para qualquer pessoa que já
tenha usado os modelos antigos, há algumas diferenças pequenas. O
aparelho é um pouco menor do que o modelo da segunda geração, e tem um
novo botão VoiceOver que ativa a interface navegada por voz do Shuffle.

Resumindo: ele se parece com o Shuffle antigo, mas um pouquinho menor, e com botões, gloriosos botões, o que é bom.

Apple TV de segunda geração
A Apple TV foi lançada há quatro anos, e mesmo com uma interface atualizada, novos recursos e preços menores, ela nunca chegou a ser um sucesso. Parte disso pode ser atribuída ao fato de que a Apple considerava o produto um “hobby” e nunca devotou o tempo ou recursos necessários para dele um aparelho melhor. Mas como Steve Jobs admitiu durante o evento de ontem, 1/9, o produto também não dava aos consumidores o que eles queriam.

Ele não tinha conteúdo e qualidade, era caro (tanto o aparelho quanto as mídias baixáveis), e muito complicado. A atualização da Apple TV é uma tentativa de resolver esses problemas e torná-la um membro respeitado do ecossistema da companhia (dizemos tentativa, pois ainda é muito cedo para dizer se a nova versão do aparelho irá satisfazer os donos atuais e futuros).

Essa nova Apple TV certamente ganha na parte de hardware: por fora, possui um quarto do tamanho do modelo original, sendo uma pequena caixa preta, que provavelmente vai rodar bem e silenciosamente por não possuir um disco rígido. Você pode pegá-la e segurar na palma da sua mão, facilmente.

Na parte traseira há uma pequena seleção de portas de conexão, em número bem menor do que o modelo anterior. Se você não tem uma TV que suporta HDMI, então pode esquecer – pois o aparelho possui apenas uma porta HDMI para saída de vídeo. Há também uma porta Ethernet (junto com Wi-Fi 802.11n embutido), e uma porta USB que a Apple diz ser apenas para uso de suporte e não para qualquer função para o usuário final.

apple06.jpg

Menor e mais barata: cotada a 99 dólares e com um 1/4 do tamanho da anterior, a novaApple TV agora cabe na mão e no bolso

Na parte de dentro, as especificações foram atualizadas para suportar vídeo 720p a 30 frames por segundo (o modelo anterior só conseguia chegar a 24 frames por segundo, e mesmo assim havia alguns problemas). Isso é algo importante, pois muito conteúdo televisivo é filmado a 30 frames por segundo, e a Apple quer que tudo na nova Apple TV seja em HD (alta definição), incluindo os aluguéis de programas de TV (apesar de a companhia aparentemente planejar oferecer aluguéis de programas em baixa definição – provavelmente para qualquer conteúdo não disponível em HD – pelo mesmo preço de 99 centavos de dólar por episódio).

Quanto à interface, ela é bastante familiar para quem já usa a Apple TV. É a mesma interface de usuário dirigida por controle, com uma série de itens de menu da esquerda para a direita. Os detalhes mudaram, e a implementação da visualização instantânea do Netflix feita pela Apple tem muito a ver com manter a filosofia de design do aparelho, em vez de parecer com outras implementações do Netflix que vimos em outros aparelhos (não existe mais suporte para comprar conteúdo, apenas alugar filmes e programas de TV – se você quiser comprar conteúdo e mantê-lo, será melhor fazer isso no computador e então realizar stream do material para a Apple TV).

E o corte de preço para 99 dólares pode ser baixo o suficiente para atrair os curiosos que nunca gastariam os 200 dólares a mais do modelo anterior para comprar um aparelho desse tipo.

Tags

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail