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Primeiros compradores do Windows 7 em SP fazem criticas à Microsoft

Usuários se dizem fiéis à plataforma, são contra a pirataria mas reclamam da falta de uma política de benefício para migração.

Clayton Melo, do IDG Now!

22/10/2009 às 7h26

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O lançamento do sistema operacional Windows 7 na unidade Itaim do hipermercado Extra, a partir da zero hora desta quinta-feira (22/10), teve direito a mestre de cerimônias, balões verdinhos - cor da embalagem do software -, promotoras sorridentes e fila. A ocasião contou com boa quantidade de público, presença de jornalistas e executivos de tecnologia, entre os quais o presidente da Microsoft Brasil, Michel Levy.

Se a empresa preparou todo o aparato profissional para causar barulho com a chegada do produto, houve consumidores que não gostaram nada do tratamento dispensado pela Microsoft na ocasião.

Pouco antes da meia-noite, o IDG Now! identificou três clientes que estavam na fila para comprar o software. Posicionados entre os primeiros, Diogo Ferreira, Mickaill Snak e Edson De Nadal - que se dizem consumidores fiéis da Microsoft há muitos anos -, criticavam o fato de não haver condições especiais de compra para quem encarou a fila no lançamento.

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Reclamaram também do fato de a Microsoft não ter uma política de benefícios para o consumidor brasileiro que queira migrar do Vista para o Windows 7. "Estou decepcionado. Não houve pré-venda no Brasil. No exterior, ela começou há alguns meses e ofereceu o Windows 7 por quase 50% a menos que o valor normal de mercado", afirmou Ferreira, que é advogado. "Por que o brasileiro é sempre penalizado?", pergunta.

Também advogado, Snak engrossa o coro. "São os pecados que a Microsoft comete. Eles precisam dedicar mais atenção ao mercado brasileiro", diz. "A empresa deveria valorizar mais clientes como nós, que viemos aqui e estamos dispostos a pagar pelo produto", reforça De Nadal.

Embora digam rechaçar versões piratas do sistema operacional, cobrar caro pelo software e não oferecer vantagens na compra para clientes significa abrir espaço para a o mercado de cópias não genuínas do sistema operacional.

Informado da queixa dos clientes, Michel Levy afirmou que o mercado brasileiro figura entre os mais importantes para a Microsoft e que a estratégia adotada para o lançamento do Windows 7 trata de modo equânime os diferentes mercados."O Brasil é uma das regiões mais relevantes para a Microsoft hoje", completou.

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