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Processadores para PCs e dispositivos móveis da Intel têm nova divisão

Os times de desenvolvimento de chips para computação pessoal e dispositivos móveis serão unificados no novo grupo Client Computing

Da Redação

18/11/2014 às 6h52

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Para responder às mudanças do mercado a Intel também está fazendo mudanças na sua estrutura interna e vai juntar sob um mesmo teto as suas divisões de processadores para PCs e dispositivos móveis. O movimento reflete o cenário atual, em que a fronteira entre tablets e notebooks está cada vez mais cinza.

A nova divisão de negócios, chamada de Client Computing Group, será montada depois de 1 de janeiro de 2015 e vai incluir os times responsáveis pelo desenvolvimento dos processadores Core, para desktops e notebooks, e os times encarregados dos processadores Atom, para smartphones e tablets.

Novo cenário

As mudanças foram anunciadas na segunda-feira por um email interno enviado pelo CEO da Intel, Brian Krzanich, segundo informa o porta-voz da empresa, Chuck Mulloy. O objetivo é melhorar as linhas de comunicação entre os times de produto e ajudar a Intel a atender melhor os fabricantes que utilizam seus chips.

Kirk Skaugen, que atualmente lidera a divisão chamada PC Client Group, vai ser responsável por liderar o novo grupo Client Computing quando ele estiver formado. O grupo Mobile and Communications Group será fracionado. Os times que desenvolvem processadores para dispositivos móveis vão integrar o novo grupo e os remanescentes passarão a integrar um novo grupo de wireless R&D.

Herman Eul, responsável atualmente pela divisão móvel vai coordenar a mudança para a nova estrutura até o final do ano, sendo que depois terá um novo cargo, a ser anunciado, segundo informa Mulloy.

Mercado acelerado

No email, divulgado pelo The Wall Street Journal, Krzanich diz que "o mercado continua a evoluir rapidamente e nós devemos evoluir ainda mais rápido para nos manter à frente dele“.

Até recentemente, a Intel atendia o mercado de PCs com a linha de processadores Core e os mercados de smartphones e tablets com os processadores Atom, de baixo consumo de energia. No entanto, o nascimento de computadores híbridos, que podem se transformar de notebooks em tablets e vice-versa, tornou a diferença menos simples de definir. 

"Do ponto de vista da indústria, as fronteiras ficaram mais nebulosas", diz Mulloy. "A pergunta é como estamos organizados para conseguir mapear para onde o mercado vai."

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