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Procon-SP quer ouvir opinião do consumidor sobre Speedy da Telefônica

Órgão quer fornecer subsídios para a decisão da Anatel. Acordos de ressarcimento por bugs anteriores do Speedy saem esta semana.

Daniela Braun, do IDG Now!

22/06/2009 às 17h27

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A Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor Procon-SP vai publicar em seu site, nesta segunda-feira (22/6) um questionário para que os consumidores possam avaliar a qualidade do Speedy, serviço de banda larga da Telefônica, e para que denuncie casos de cobrança indevida praticados pela operadora.

"A Anatel cumpriu o seu dever. É uma medida de grande importância
tendo em vista os reiterados acontecimentos nos quais a
Telefônica parece ter perdido o controle sobre a qualidade e a
continuidade do serviço de banda larga", disse o diretor executivo do
Procon-SP, Roberto Pfeiffer.

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O questionário servirá como subsídio para a Anatel investigar não apenas os problemas técnicos como ocorrências frequentes de oferta e cobrança indevida pela Telefônica.

De acordo com Pfeiffer, há três situações comuns que envolvem falha de oferta e cobrança indevida relacionadas ao Speedy: produtos ou aumentos de velocidade ofertados para regiões que não têm condições de receber o serviço; cobrança indevida de pacotes ou combos (banda larga, telefonia e TV por assinatura) e venda de modems sem a solicitação do cliente.

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Decisão sobre ressarcimento
O Procon-SP também espera encerrar, até o final desta semana, as negociações com a Telefônica sobre ressarcimentos aos clientes do Speedy por conta das panes verificadas no serviço em abril e maio deste ano. A proposta de ressarcir 12 horas de serviço aos clientes afetados pela pane do Speedy em abril, e 8 horas aos clientes afetados em maio é insuficiente na avaliação do órgão.

Histórico de problemas
A Telefônica enfrentou várias panes em seus serviços de banda larga
e de telefonia fixa nos últimos 12 meses. A mais séria delas aconteceu
em julho de 2008, quando os clientes da empresa ficaram por 36 horas sem o serviço de banda larga.

Na ocasião, um problema no roteador,
equipamento que faz o controle do tráfego da internet, em Sorocaba,
interior de SP, foi apontado pela empresa como o responsável pela pane.

Em abril, o serviço de banda larga da Telefônica ficou instável por quase uma semana. A empresa apontou ataque de crackers como a causa do problema.

No começou de junho de 2009, foi a vez da telefonia fixa enfrentar pane, deixando mudos telefones de várias regiões do Estado de São Paulo por 14 horas.

Dessa vez, a Telefônica culpou um prestador de serviço, que cometeu uma falha humana, de acordo com comunicado distribuído pela operadora.

Uma reportagem do Computerworld, que ouviu especialistas e ex-funcionários do alto escalão da operadora, aponta que a excessiva terceirização e a falta de investimentos estão na raiz dos problemas enfrentados pela operadora.

Nesta semana, nova instabilidade afetou os usuários do Speedy. A Telefônica disse que os problemas eram localizados e não afetavam vários clientes do serviço.

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