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Proteção online: só 2% das empresas brasileiras se sentem seguras

Websense revela que certeza da segurança online caiu muito em relação a 2007, quando 28% dos gerentes se achavam protegidos.

Lygia de Luca, repórter do IDG Now!

08/10/2008 às 16h09

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Apenas 2% dos gerentes de tecnologia brasileiros consideram a empresa em que trabalham
totalmente protegida na internet, queda drástica dos 28% totais em 2007, afirma o relatório Web@Work América Latina, revelado nesta quarta-feira (08/10) pela Websense.

Mesmo assim, só 16% dos funcionários no Brasil acreditam que crackers usam a web para contaminar os PCs com malwares.

“O perfeito seria se 99% das pessoas acreditassem no envio de malwares pela internet, em ambos os países, já que a rede é o principal meio para tal”, explica o engenheiro sênior de sistemas da Websense para a AL, Fernando Fontão.

Quando online, 68% dos funcionários do Brasil acham que o meio mais comum para a contaminação de um PC é o e-mail. Mesmo assim, 48% dos funcionários do Brasil sentem-se totalmente protegidos na máquina da empresa - número inferior aos 82% dos entrevistados no México e Chile.

Das empresas brasileiras, 62% usam filtros de acesso online, mas 30% não sabem se o mecanismo ajuda a proteger os computadores. No méxico, o uso de filtros é maior - 90% - e apenas 14% das empresas não têm certeza de sua eficiência.

Quanto a informações confidenciais, há risco de vazamento das mesmas devido aos 34% de brasileiros enviaram documentos corporativos para seus e-mails pessoais para continuar trabalhando de casa, diz o estudo.

O número de funcionários com este hábito, porém, caiu 10% em comparação com 2007.

Para se comunicar, 93% dos brasileiros usam comunicadores instantâneos no trabalho somente para este fim, e 7% dos funcionários assumem o uso e pessoal. Apenas 16% dos gerentes de tecnologia se preocupam com o abuso de mensagens instantâneas.

Nos outros países, a preocupação é maior. Na Colômbia, 52% assumem se preocuparem com o uso destes software e, no México, 47% pensam desta forma.

O levantamento mostra ainda que 20% dos gerentes de tecnologia do Brasil acreditam que nada do que seus funcionários fazem online põe em risco o seu emprego.

A pesquisa foi realizada por meio de 600 entrevistas com empresas de no mínimo 250 funcionários do Brasil, Chile, Colômbia, Peru e América Central. Dos 600 ouvidos, metade eram funcionários e metade gerentes de TI.

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